Gandhi: o mestre do protesto

O indiano Mohandas Karamchand Gandhi, o Mahatma (“grande alma”), conquistou a independência política da Índia ao pôr em prática duas ideias que orientaram sua luta por direitos humanos e liberdade. A primeira foi a Ahinsa (“não-violência”) em que a busca por qualquer objetivo, por mais digno que seja, não justifica qualquer uso de meios violentos.

A segunda foi a Satyagraha (“o caminho da verdade”), que, a grosso modo seria a forma não-violenta de protesto, a mudança revolucionária por meios pacíficos. Nunca podemos confundir esses dois preceitos com qualquer forma de passividade. Satyagraha nomeou também a operação da Polícia Federal em 2004 que desmantelou quadrilha de banqueiros acusados de lavagem de dinheiro, entre eles, Daniel Dantas.

Em 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado pelo nacionalista hindu Nathuram Godse, que discordava da liberação de recursos financeiros da Índia para o Paquistão (ambos recém libertos do jugo inglês), era o início da primeira guerra pela Caxemira

Há 66 anos, Gandhi foi assassinado

Há 66 anos, Gandhi foi assassinado

Conforme texto do blog português Pimenta Negra, a forma de luta de Gandhi seguiu três eixos principais:

  • Manifestações pacíficas: diálogos, testemunhos, petições, marchas, jejuns, manifestações públicas, orações e cooperação com os mais oprimidos
  • Não cooperação: boicote sistemático e negação de colaborar com um regime ou sistema injusto (Gandhi e seus seguidores realizaram na prática boicote a tribunais, escolas e outras instituições inglesas na Índia)
  • Desobediência civil: violação intencional, organizada, sitemática e pública de leis arbitrárias.
Moahandas Gandhi viveu entre 1869 e 1948 (fonte: blog Amigos das Letras)

Moahandas Gandhi viveu entre 1869 e 1948 (fonte: blog Amigos das Letras)

A Marcha do Sal e a desobediência civil na prática

Em 1930, a lei britânica proibiu a retirada do sal do mar e a criação de salinas, afetando em particular os mais pobres. Gandhi iniciou uma marcha de mais de 300 quilômetros rumo ao mar. No início, foram apenas 78 seguidores, depois de mais de 20 dias de caminhada, mais de 60 mil pessoas caminhavam ao seu lado.

Em 6 de abril, Gandhi retirou o sal, gesto que desafiou o monopólio do colonizador sobre a produção do sal.  Milhares de pessoas foram presas. Gandhi também foi preso em 4 de maio de 1930. Em 1931, o vice-rei inglês convocou Gandhi e ambos firmaram um acordo, a desobediência civil foi cancelada e os prisioneiros foram libertados.

“A não-violência é a maior força que existe à disposição do ser humano. É mais poderosa do que qualquer arma de destruição inventada” (Gandhi)

Gandhi na Marcha do Sal

Gandhi na Marcha do Sal

O dia 30 de Janeiro foi proclamado pela ONU como o dia da não-violência em homenagem a Gandhi. Trata-se de uma iniciativa voltada à educação para a paz, a solidariedade e o respeito pelos direitos humanos.

Fonte usada: Blog Pimenta Negra 

Sou blogueiro, jornalista e criador de conteúdo. Pai de Lorena, santista e obcecado por literatura, cinema, música e política.

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