Noam Chomsky e o sonho americano por um fio

por Fernando do Valle

 

O linguista e filósofo Noam Chomsky conseguiu pular os muros da academia e se tornou um dos intelectuais públicos mais incensados dos últimos tempos. No documentário Réquiem para o sonho americano, ele mostra como nas últimas décadas uma nata de endinheirados, que se concentra basicamente no mercado financeiro, destruiu o sonho meritocrático nos Estados Unidos.

Se o link acima está fora do ar, o documentário Requiem for the American Dream pode ser assistido na Netflix, outras cópias também estão disponíveis no Youtube.

Chomsky expõe 10 motivos que levaram ao diagnóstico sombrio do destino norte-americano, isso antes da eleição do atual presidente Donald Trump, já que o documentário foi lançado em 2015.

Reduzir a democracia, moldar a ideologia e redesenhar a economia são algumas das senhas de Chomsky para entender o que houve com o tal do sonho americano. Segundo ele, as corporações reagiram às tentativas de luta por mais direitos nos anos 60 e 70, ou seja, houve uma resistência a um aprofundamento do processo democrático.

“[Nos início dos anos 70, há o] reconhecimento da impossibilidade de garantir o desenvolvimento capitalista por meio de instrumentos da regulação soberana interna, ou seja, de controlar a relação de capital dentro do espaço-nação. A pressão dos operários sobre o salário, com os consequentes processos inflacionários dos primeiros anos da década de 70, bloqueia a possibilidade por parte dos Estados-nação, de exercer o controle direto no espaço nacional através das lutas e de recompô-lo através do desenvolvimento” (NEGRI, Antonio, 5 Lições sobre o Império).

noam chomsky

Sou blogueiro e jornalista. Pai de Lorena, santista e obcecado por literatura, cinema, música e política.

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