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	<title>Cultura &#8211; Zona Curva</title>
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	<description>cobertura exclusiva do SXSW no Zona Curva</description>
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	<title>Cultura &#8211; Zona Curva</title>
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		<title>SXSW 2024: evento reúne tecnologia, cultura e inovação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Mar 2024 14:42:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Cinema e TV]]></category>
		<category><![CDATA[festival de música]]></category>
		<category><![CDATA[South by Southwest]]></category>
		<category><![CDATA[SXSW]]></category>
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					<description><![CDATA[O South by Southwest(SXSW®) é um festival que se torna anualmente palco para as tendências de tecnologia, cinema, música, educação e cultura. É por meio da convergência de áreas do conhecimento que o evento se tornou destino desejado por profissionais interessados em discutir o futuro. De 8 a 16 de março, o “Southby” vai trazer mais de 450 sessões: showcases de música e comédia, exibições de filmes e televisão, exposições,, oportunidades de desenvolvimento profissional e networking, competições de tecnologia e cerimônias de premiação.  “Seja [para saber] como a IA mudará a maneira que criamos ou de que maneira a narrativa pode ampliar ainda mais vozes que representam plenamente nossas comunidades, no SXSW estamos constantemente discutindo como o futuro impactará nosso mundo”, diz Hugh Forrest, diretor de programação do evento. Toda essa programação é dividida em 24 grupos chamados de trilhas pelos organizadores. A Inteligência Artificial deve ser novamente um assunto transversal a muitas das sessões do evento. Se no ano passado, a discussão era sobre as suas potencialidades e possibilidades, neste ano os títulos dos 65 eventos com este tema já dão a pista de que é necessário entender, analisar e prever seus impactos. Especialistas norte-americanos das mais diversas áreas estão atentos à sua influência nas eleições presidenciais nos Estados Unidos. Por aqui, no Brasil, também há expectativa sobre qual será sua influência nas eleições de prefeitos e vereadores. Música, cinema e filmes O SXSW é composto por quatro eventos de porte: a Conferência, o Festival de Música, o Festival de Cinema e TV, além do Festival de Comédia. Serão ao menos 330 artistas da música nos seis dias de festival (11 a 16 de março), com estrelas de diversos quilates, como os norte-americanos do The Black Keys ou o brasileiro Marcelo D2, e iniciantes como a não-binária Thus Love. No festival audiovisual, haverá 115 apresentações e entre elas 89 estreias mundiais.&#160; Confiram abaixo as entrevistas que fizemos no SXSW 2023]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O South by Southwest(SXSW®) é um festival que se torna anualmente palco para as tendências de tecnologia, cinema, música, educação e cultura. É por meio da convergência de áreas do conhecimento que o evento se tornou destino desejado por profissionais interessados em discutir o futuro. De 8 a 16 de março, o “Southby” vai trazer mais de 450 sessões: showcases de música e comédia, exibições de filmes e televisão, exposições,, oportunidades de desenvolvimento profissional e networking, competições de tecnologia e cerimônias de premiação. </p>



<p>“Seja [para saber] como a IA mudará a maneira que criamos ou de que maneira a narrativa pode ampliar ainda mais vozes que representam plenamente nossas comunidades, no SXSW estamos constantemente discutindo como o futuro impactará nosso mundo”, diz Hugh Forrest, diretor de programação do evento.</p>



<p>Toda essa programação é dividida em 24 grupos chamados de trilhas pelos organizadores. A Inteligência Artificial deve ser novamente um assunto transversal a muitas das sessões do evento. Se no ano passado, a discussão era sobre as suas potencialidades e possibilidades, neste ano os títulos dos 65 eventos com este tema já dão a pista de que é necessário entender, analisar e prever seus impactos. Especialistas norte-americanos das mais diversas áreas estão atentos à sua influência nas eleições presidenciais nos Estados Unidos. Por aqui, no Brasil, também há expectativa sobre qual será sua influência nas eleições de prefeitos e vereadores.</p>



<p><em>Música, cinema e filmes</em></p>



<p>O SXSW é composto por quatro eventos de porte: a Conferência, o Festival de Música, o Festival de Cinema e TV, além do Festival de Comédia. Serão ao menos 330 artistas da música nos seis dias de festival (11 a 16 de março), com estrelas de diversos quilates, como os norte-americanos do The Black Keys ou o brasileiro Marcelo D2, e iniciantes como a não-binária Thus Love. No festival audiovisual, haverá 115 apresentações e entre elas 89 estreias mundiais.&nbsp;</p>



<p><strong>Confiram abaixo as entrevistas que fizemos no SXSW 2023</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio" style="margin-top:0;margin-right:0;margin-bottom:0;margin-left:0"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="RETROSPECTIVA SXSW 2023 EP2: Beverly Kills, Ask Carol e The Vices" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/SZpZR3KUiAs?list=PLS3zJPIj92GL9nkhXWZbZQWGTmAgsrIGA" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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		<item>
		<title>Huxley: a essência do homem dominado pelo medo é a perda de sua humanidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Russo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2022 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[aldous huxley]]></category>
		<category><![CDATA[aldous huxley biografia]]></category>
		<category><![CDATA[distopia]]></category>
		<category><![CDATA[o macaco e a essência]]></category>
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					<description><![CDATA[Huxley &#8211; O ano é de 1948. As monstruosidades da Segunda Guerra Mundial e do nazi-fascismo ainda estão sendo contabilizadas. As barbáries do stalinismo, parcialmente conhecidas e o genocídio dos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki denunciadas. Os ventos de uma nova Grande Guerra dita Fria, provavelmente a última por ser atômica, batiam às portas. O inglês Aldous Huxley, o mesmo que escrevera há vinte anos (década de 1930) a distopia de “O admirável Mundo Novo”, retoma à pena para um novo alerta ainda mais radical para o devir da humanidade: os perigos trazidos pelos avanços tecnológicos para fins bélicos, reduzindo-nos a animais bestiais. “O macaco e a essência” é uma pequena obra-prima de estilo e engenhosidade, de enorme força dramática. Afinal, despido de todos os valores civilizatórios, qual é a verdadeira essência do ser humano? A resposta de Huxley é dramática: a mesma dos macacos! Já na década de 20 do século passado, Huxley foi uma das primeiras vozes isoladas a agitar questões que hoje mobilizam conservacionistas, naturalistas, ecologistas e pacifistas! E a compreender, com notável precisão que as ondas de violência terrorista, das quais se tornou vassalo o mundo, assumem escala sem precedentes pelo culto desumanizante da tecnologia. Pessimista extremado, declara-se repetidamente incapaz de imaginar uma solução que desvie a história da humanidade de um epílogo fatal, de um verdadeiro apocalipse! No entanto, a evolução dos acontecimentos desde meados do século passado, não apenas reforçou essa convicção, como sugeriu formas para se retardar o desenlace anunciado. O livro, um roteiro cinematográfico O livro abre com dois amigos caminhando pelos estúdios de Hollywood, quando são surpreendidos por um caminhão carregado de roteiros a caminho do incinerador. Alguns desses roteiros ficam pelo chão e, entre eles, está “O Macaco e a Essência”, de um certo Tallis. Intrigados com a obra, os amigos decidem ficar com ela e começam a investigar suas origens. Mas a busca se mostra infrutífera e o roteiro nos é apresentado na íntegra. O roteiro cinematográfico de “O macaco e a sua essência” se situa em princípios do século XXII, daqui a 100 anos. Expõe a visão apocalíptica das ruínas de um mundo devastado cento e tantos anos antes por uma terceira guerra mundial que, graças ao emprego de armas atômicas e bacteriológicas, durou apenas três breves dias. Do único país pouco afetado pela devastação humana e ambiental, a Nova Zelândia, parte uma expedição de cientista em um barco à vela, que aportará nas costas da Califórnia. E lá se deparará com uma sociedade de símios ao lado de outra composta pelos descendentes dos humanos sobreviventes do extermínio. Lá encontram uma sociedade fanática e supersticiosa. Os visitantes irão se deparar com uma natureza humana onde a violência, a brutalidade, as crueldades cruas somente possuem precedentes nos campos nazistas de extermínio, de tal modo que a ironia de Huxley culmina no gênero macabro! Os californianos do século XXII consideram que a dita terceira guerra, a da destruição dos homens e do meio ambiente, tenha sido uma derrota definitiva do Deus bíblico. A vitória do Demônio (Belial) torna-se seu sacramento e culto. De tal modo que o machismo chega ao paroxismo com a misoginia explícita. Mulheres são “vasos do diabo” feitas para o prazer masculino nas “festas beliais”, orgias que somente ocorrem uma vez por ano. Ao parirem, suas “crias” serão selecionadas na próxima festa e, aquelas com muitas deformidades, passadas à faca por sacerdotes castrados. Uma clara analogia com as práticas eugênicas do nazi-fascismo. A marcha para o abismo. Para Huxley, a marcha rumo ao abismo não mais pode ser detida e os indivíduos dos dias de aquele então (1948), capazes de reunir em si os atributos de uma vida plena e harmoniosa, estão irremediavelmente condenados ao fracasso e à proscrição na sociedade pós-moderna e plutocrática, vulcanizada pelo domínio da máquina e da tecnologia. E o grande canalha é o MEDO. Conforme diria o Narrador: “O amor elimina o medo; mas reciprocamente o medo elimina o amor. E não apenas o amor. O medo elimina a inteligência, elimina a bondade, elimina todo o pensamento de beleza e verdade. Só persiste o desespero mudo ou forçadamente jovial… o medo elimina no homem a própria humanidade .” Um defensor dos valores básicos da vida Antes de se dedicar à escrita, Huxley formou-se em medicina. Uma doença oftalmológica o tirou da Primeira Guerra Mundial, experiência essa que acabou sendo fundamental para que, enquanto assistia de longe aos horrores da guerra, o autor desenvolvesse seu senso crítico político e social. Publicou sua primeira obra em 1921 e, entre contos, poesias, ensaios e romances, deu à luz a clássicos como “Contraponto” (1930) e “Admirável Mundo Novo” (1932). Foi relacionado nove vezes para o Nobel de Literatura, mas não chegou a levar o prêmio. Faleceu em 1963, depois de uma luta contra o câncer. Em sua hora fatal, pediu para que a esposa lhe injetasse uma alta dose de LSD (LEIA AQUI SOBRE ESSA EXPERIÊNCIA). Como em todas as suas obras, e apesar de tudo, ele ainda insiste na necessidade do amor e da tolerância: são as únicas forças capazes de se opor as potências do mal. “Toda vez que o mal é levado até o limite, ele se destrói a si mesmo. Depois, o que é a ordem das coisas retorna à superfície” (HUXLEY). Em “O Macaco e a Essência”, Huxley mais uma vez escancara os cânceres e suas metástases de nossa sociedade e nos convida a uma profunda reflexão sobre a condição humana e aquilo que chamamos de “progresso”. Uma distopia profunda, talvez a mais pessimista de todas elas. “Igreja e Estado, Ganância e Ódio- Duas pessoas símias, num Grande Gorila Supremo!” (HUXLEY) Uma observação: no início do roteiro cinematográfico, uma ponta de ironia do autor, quando vemos um macaco puxando por coleira um certo humano de nome “Albert Einstein”, apavorado, sendo fustigado e xingado. Provavelmente uma crítica satírica ao físico por ter sido o descobridor da Teoria da Relatividade Restrita, a da conversão da massa em energia, base teórica da criação da bomba atômica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Huxley &#8211; O ano é de 1948. As monstruosidades da Segunda Guerra Mundial e do nazi-fascismo ainda estão sendo contabilizadas. As barbáries do stalinismo, parcialmente conhecidas e o genocídio dos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki denunciadas. Os ventos de uma nova Grande Guerra dita Fria, provavelmente a última por ser atômica, batiam às portas.</p>
<p>O inglês Aldous Huxley, o mesmo que escrevera há vinte anos (década de 1930) a distopia de “O admirável Mundo Novo”, retoma à pena para um novo alerta ainda mais radical para o devir da humanidade: os perigos trazidos pelos avanços tecnológicos para fins bélicos, reduzindo-nos a animais bestiais.</p>
<p><strong>“O macaco e a essência” é uma pequena obra-prima de estilo e engenhosidade, de enorme força dramática.</strong></p>
<p><strong>Afinal, despido de todos os valores civilizatórios, qual é a verdadeira essência do ser humano?</strong> <strong>A resposta de Huxley é dramática: a mesma dos macacos!</strong></p>
<p><figure id="attachment_13417" aria-describedby="caption-attachment-13417" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-13417 size-full" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/11/desumanizacao-1024x535-1.jpg" alt="" width="1024" height="535" /><figcaption id="caption-attachment-13417" class="wp-caption-text">Gravura do livro A Desumanização, de Valter Hugo Mãe.</figcaption></figure></p>
<p>Já na década de 20 do século passado, Huxley foi uma das primeiras vozes isoladas a agitar questões que hoje mobilizam conservacionistas, naturalistas, ecologistas e pacifistas! E a compreender, com notável precisão que as ondas de violência terrorista, das quais se tornou vassalo o mundo, assumem escala sem precedentes pelo culto desumanizante da tecnologia.</p>
<p><strong>Pessimista extremado, declara-se repetidamente incapaz de imaginar uma solução que desvie a história da humanidade de um epílogo fatal, de um verdadeiro apocalipse!</strong></p>
<p><strong>No entanto, a evolução dos acontecimentos desde meados do século passado, não apenas reforçou essa convicção, como sugeriu formas para se retardar o desenlace anunciado.</strong></p>
<h2 id="h-o-livro-um-roteiro-cinematografico">O livro, um roteiro cinematográfico</h2>
<p>O livro abre com dois amigos caminhando pelos estúdios de Hollywood, quando são surpreendidos por um caminhão carregado de roteiros a caminho do incinerador. Alguns desses roteiros ficam pelo chão e, entre eles, está <strong>“O Macaco e a Essência”</strong>, de um certo Tallis. Intrigados com a obra, os amigos decidem ficar com ela e começam a investigar suas origens. Mas a busca se mostra infrutífera e o roteiro nos é apresentado na íntegra.</p>
<p>O roteiro cinematográfico de “O macaco e a sua essência” se situa em princípios do século XXII, daqui a 100 anos. Expõe a visão apocalíptica das ruínas de um mundo devastado cento e tantos anos antes por uma terceira guerra mundial que, graças ao emprego de armas atômicas e bacteriológicas, durou apenas três breves dias.</p>
<p>Do único país pouco afetado pela devastação humana e ambiental, a Nova Zelândia, parte uma expedição de cientista em um barco à vela, que aportará nas costas da Califórnia.</p>
<p>E lá se deparará com uma sociedade de símios ao lado de outra composta pelos descendentes dos humanos sobreviventes do extermínio.</p>
<p>Lá encontram uma sociedade fanática e supersticiosa. Os visitantes irão se deparar com uma natureza humana onde a violência, a brutalidade, as crueldades cruas somente possuem precedentes nos campos nazistas de extermínio, de tal modo que a ironia de Huxley culmina no gênero macabro!</p>
<p>Os californianos do século XXII consideram que a dita terceira guerra, a da destruição dos homens e do meio ambiente, tenha sido uma derrota definitiva do Deus bíblico. A vitória do Demônio (Belial) torna-se seu sacramento e culto.</p>
<p>De tal modo que o machismo chega ao paroxismo com a misoginia explícita. Mulheres são “vasos do diabo” feitas para o prazer masculino nas “festas beliais”, orgias que somente ocorrem uma vez por ano. Ao parirem, suas “crias” serão selecionadas na próxima festa e, aquelas com muitas deformidades, passadas à faca por sacerdotes castrados. Uma clara analogia com as práticas eugênicas do nazi-fascismo. A marcha para o abismo.</p>
<p>Para Huxley, a marcha rumo ao abismo não mais pode ser detida e os indivíduos dos dias de aquele então (1948), capazes de reunir em si os atributos de uma vida plena e harmoniosa, estão irremediavelmente condenados ao fracasso e à proscrição na sociedade pós-moderna e plutocrática, vulcanizada pelo domínio da máquina e da tecnologia.</p>
<p>E o grande canalha é o MEDO.</p>
<blockquote><p><strong>Conforme diria o Narrador: “O amor elimina o medo; mas reciprocamente o medo elimina o amor. E não apenas o amor. O medo elimina a inteligência, elimina a bondade, elimina todo o pensamento de beleza e verdade. Só persiste o desespero mudo ou forçadamente jovial… o medo elimina no homem a própria humanidade .”</strong></p>
<p><figure id="attachment_13564" aria-describedby="caption-attachment-13564" style="width: 621px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-13564" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/12/14-de-dezembro-huxley.jpg" alt="aldous huxley" width="621" height="621" /><figcaption id="caption-attachment-13564" class="wp-caption-text">O escritor inglês Aldous Huxley publicou &#8220;O macaco e a essência&#8221; em 1948</figcaption></figure></p></blockquote>
<h2>Um defensor dos valores básicos da vida</h2>
<p>Antes de se dedicar à escrita, Huxley formou-se em medicina. Uma doença oftalmológica o tirou da Primeira Guerra Mundial, experiência essa que acabou sendo fundamental para que, enquanto assistia de longe aos horrores da guerra, o autor desenvolvesse seu senso crítico político e social.</p>
<p>Publicou sua primeira obra em 1921 e, entre contos, poesias, ensaios e romances, deu à luz a clássicos como <strong>“Contraponto”</strong> (1930) e <strong>“Admirável Mundo Novo”</strong> (1932). Foi relacionado nove vezes para o Nobel de Literatura, mas não chegou a levar o prêmio. Faleceu em 1963, depois de uma luta contra o câncer. Em sua hora fatal, pediu para que a esposa lhe injetasse uma alta dose de LSD (<a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/huxley-em-sua-ultima-viagem/" target="_blank" rel="noopener"><strong>LEIA AQUI SOBRE ESSA EXPERIÊNCIA</strong></a>).</p>
<p>Como em todas as suas obras, e apesar de tudo<strong>, ele ainda insiste na necessidade do amor e da tolerância: são as únicas forças capazes de se opor as potências do mal.</strong></p>
<blockquote><p><strong><em>“Toda vez que o mal é levado até o limite, ele se destrói a si mesmo. Depois, o que é a ordem das coisas retorna à superfície” (HUXLEY).</em></strong></p></blockquote>
<p>Em “O Macaco e a Essência”, Huxley mais uma vez escancara os cânceres e suas metástases de nossa sociedade e nos convida a uma profunda reflexão sobre a condição humana e aquilo que chamamos de “progresso”.</p>
<p>Uma distopia profunda, talvez a mais pessimista de todas elas.</p>
<blockquote><p><strong>“Igreja e Estado, Ganância e Ódio- Duas pessoas símias, num Grande Gorila Supremo!” (HUXLEY)</strong></p></blockquote>
<p>Uma observação: no início do roteiro cinematográfico, uma ponta de ironia do autor, quando vemos um macaco puxando por coleira um certo humano de nome “Albert Einstein”, apavorado, sendo fustigado e xingado. Provavelmente uma crítica satírica ao físico por ter sido o descobridor da Teoria da Relatividade Restrita, a da conversão da massa em energia, base teórica da criação da bomba atômica.</p>
<p><strong>Fonte usada: Huxley, Aldous. &#8220;O macaco e a essência&#8221;. Ed. Globo</strong></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="M0DgrruBHh"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/huxley-em-sua-ultima-viagem/" target="_blank" rel="noopener"> Huxley em sua última viagem</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220; Huxley em sua última viagem&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/huxley-em-sua-ultima-viagem/embed/#?secret=ArgD1fzl7M#?secret=M0DgrruBHh" data-secret="M0DgrruBHh" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="XBx6C1KWPW"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/aperceba-se/" target="_blank" rel="noopener">Aperceba-se</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Aperceba-se&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/aperceba-se/embed/#?secret=D2nvUnHCPg#?secret=XBx6C1KWPW" data-secret="XBx6C1KWPW" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="03n0Ih3qkp"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/e-possivel-ver-com-a-ajuda-de-dom-juan-e-carlos-castaneda/" target="_blank" rel="noopener">É possível VER com Dom Juan e Carlos Castañeda</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;É possível VER com Dom Juan e Carlos Castañeda&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/e-possivel-ver-com-a-ajuda-de-dom-juan-e-carlos-castaneda/embed/#?secret=x5STt5kgyi#?secret=03n0Ih3qkp" data-secret="03n0Ih3qkp" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<title>Nelson Rodrigues, o maior craque da crônica de futebol</title>
		<link>https://zonacurva.com.br/nelson-rodrigues-o-maior-craque-da-cronica-de-futebol/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Urariano Mota]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2022 19:17:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[literatura brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[nelson rodrigues esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[nelson rodrigues futebol]]></category>
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					<description><![CDATA[Ele na crônica escrevia à semelhança de Garrincha, que driblava para um só lado, e todos sabiam qual, mas ainda assim eram surpreendidos. Nelson Rodrigues foi, de longe, o maior e melhor excelso gênio da literatura de futebol no Brasil. Disse tudo? Não, disse menos. Quero dizer: o sonho de todo escritor, o de ser lido pelas massas, discutido por elas, sem cair um só milímetro da sua dignidade artística, o sonho de escrever para todos, esse possível um dia Nelson Rodrigues conseguiu. Disse tudo? Menos ainda, porque devo dizer: não conheço, na literatura mundial, alguém que tenha sido tão magnífico quanto Nelson Rodrigues na crônica esportiva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bem-vindo ao Fatos da Zona, onde adaptamos os textos mais acessados do site do Zonacurva Mídia Livre para o audiovisual. ASSISTA:</p>
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="Geisel e o artilheiro Reinaldo - Fatos da Zona EP15" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/klk1eypFyX8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ele na crônica escrevia à semelhança de Garrincha, que driblava para um só lado, e todos sabiam qual, mas ainda assim eram surpreendidos. Nelson Rodrigues foi, de longe, o maior e melhor excelso gênio da literatura de futebol no Brasil. Disse tudo? Não, disse menos. Quero dizer: o sonho de todo escritor, o de ser lido pelas massas, discutido por elas, sem cair um só milímetro da sua dignidade artística, o sonho de escrever para todos, esse possível um dia Nelson Rodrigues conseguiu. Disse tudo? Menos ainda, porque devo dizer: não conheço, na literatura mundial, alguém que tenha sido tão magnífico quanto Nelson Rodrigues na crônica esportiva.</p>
<p>Se pensam que me engano, olhem e amaciem na boca feito fruta rara o que Nelson Rodrigues escreveu sobre um jogo de Pelé, antes de começar a Copa do Mundo de 1958. Para não dizê-lo um profeta, devo dizer: a sensibilidade, a genial arte de um escritor descobriu e revelou um fenômeno:</p>
<blockquote><p>“Depois do jogo América x Santos seria um crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura que o meu confrade Laurence chama de ‘o Domingos da Guia do ataque’. Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: — 17 anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de 40, custo a crer que alguém possa ter 17 anos, jamais. Pois bem: — verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo como uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se ‘Imperador Jones’, se etíope. Racialmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: — ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.</p>
<p>O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadoes uma vantagem considerável: – a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônia. Já lhe perguntaram: — <em>Quem é o maior meia do mundo?. </em>Ele respondeu com a ênfase das certezas eternas: —<em> Eu.</em> Insistiram: — <em>Qual é o maior ponta do mundo?</em> E Pelé: — <em>Eu. </em></p>
<p>Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção que ninguém reage e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé… Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e, mesmo, insolente de que precisamos. Sim, amigos: — aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau”.</p></blockquote>
<p><figure id="attachment_13507" aria-describedby="caption-attachment-13507" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-13507 size-full" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/11/nelson-rodrigues.webp" alt="Nelson Rodrigues" width="1920" height="1080" /><figcaption id="caption-attachment-13507" class="wp-caption-text">Nel(son Rodrigues fez da crônica futebolística literatura das boas (Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p>Isso se deu em crônica de março de 1958. Se a epifania de Pelé antes do reconhecimento universal não causa espanto, olhem, mastiguem lento e com calma o que Nelson escreveu sobre Garrincha:</p>
<blockquote><p>“Nos acrobatas chineses o que existe é o esforço, é a técnica, é o virtuosismo, ao passo que Garrincha é puro instinto. Possui uma riqueza instintiva que lhe dá absoluto destaque sobre os demais. Até Deus, lá do alto, há de admirar-se e há de concluir: — ‘Esse Garrincha é o maior!’. O ‘seu’ Mané não trata a bola a pontapés como fazem os outros. Não. Ele cultiva a bola, como se fosse uma orquídea rara”.</p></blockquote>
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-646574" src="https://i0.wp.com/vermelho.org.br/wp-content/uploads/2022/11/garrincha-2.jpg?resize=1024%2C716&amp;ssl=1" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" srcset="https://i0.wp.com/vermelho.org.br/wp-content/uploads/2022/11/garrincha-2.jpg?resize=1024%2C716&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/vermelho.org.br/wp-content/uploads/2022/11/garrincha-2.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/vermelho.org.br/wp-content/uploads/2022/11/garrincha-2.jpg?resize=768%2C537&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/vermelho.org.br/wp-content/uploads/2022/11/garrincha-2.jpg?w=1189&amp;ssl=1 1189w" alt="" width="660" height="461" /><figcaption>&#8220;Ele (Guarrincha) cultiva a bola, como se fosse uma orquídea rara&#8221; (Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Cultivar a bola como uma orquídea rara — isso já deixou de ser futebol e penetrou na delicadeza da arte, no mesmo passo em que vemos a fina e macia pétala que se toca com a percepção da vida fugaz. Mas é uma bola. É uma crônica. Nesta altura eu me sinto um escritor absolutamente desnecessário. O que disser parecerá acento circunflexo sobre o céu azul. Pode? Ser leitor dessas crônicas é tão agradável, que nossa única transmissão possível é copiá-la em trechos, porque o tempo urgente não permite a cópia inteira, o que seria um serviço de utilidade pública e educação estética. É irresistível.</p>
<p>Em O craque sem idade — “A bola tem um instinto clarividente e infalível que a faz encontrar e acompanhar o verdadeiro craque. Foi o que aconteceu: — a pelota não largou Zizinho, a pelota o farejava e seguia com uma fidelidade de cadelinha ao seu dono. (Sim, amigos: — há na bola uma alma de cachorra.). No fim de certo tempo, tínhamos a ilusão de que só Zizinho jogava. Deixara de ser um espetáculo de 22 homens, mais o juiz e os bandeirinhas. Zizinho triturava os outros ou, ainda, Zizinho afundava os outros numa sombra irremediável. Eis o fato: — a partida foi um show pessoal e intransferível.”</p>
<p>Em Vitória Fla-Flu — “O arqueiro Carlos Alberto, que chegara a encostar a mão na bola, caiu de joelhos e, assim ficou, de joelhos e atônito, por muito tempo. Dir-se-ia que o gol de Índio era um altar, diante do qual ele se prostrava”.</p>
<p>Em O desfigurado Fluminense — “A batalha definiu-se, contra o Fluminense, no primeiro minuto. Minto: nos primeiros trinta segundos, exatamente. Vejam vocês: — trinta segundos bastaram para liquidar o líder de sete dias. Mas examinemos o lance fatal. Foi assim: — na primeira carga do Bangu, Zizinho, de fora da área, atira. Foi, sem dúvida, um tiro violento. Mas, de longe, muito longe. Que fez Castilho? Apenas isto: — apanha a bola e larga. Devia, em seguida, agarrá-la, de novo. E, no entanto, o arqueiro tricolor parou, ficou só espiando. Conclusão: veio Wilson e empurrou, docemente. Era o primeiro gol do Bangu e, ao mesmo tempo, a derrota do Fluminense”.</p>
<p>Em Derrota brasileira — “Sábado, enquanto o Fluminense perdia no Pacaembu, eu assistia, no Maracanã pequeno, à luta Carlson x Leão de Portugal. E, então, o locutor do estádio, Jayme Ferreira, começou a anunciar os gols do Honvéd — primeiro, segundo, terceiro, quarto, cinco, meia dúzia…”.</p>
<p>E aqui, me permitam, por favor, um parêntese no céu azul. No parágrafo acima, Nelson Rodrigues fala de jogo a que não assistira. E o leitor, se notar, não sente a falta da presença física do repórter. Onde já se viu isso na imprensa esportiva do mundo? Ele acha pouco e na crônica da semana seguinte, sob o título genial de A Derrota Triunfal escreve:</p>
<p>“O que mais admira, em nós, jornalistas, é a desenvolta irresponsabilidade com que escrevemos as nossas barbaridades. Por exemplo: a propósito do jogo Flamengo x Honvéd, um matutino de domingo escreve o seguinte: ‘depois do segundo tento, o calor tomou conta da rapaziada magiar…’ Leio isso e mergulho numa desesperada meditação. Cabem duas perguntas. Primeira: ‘Só fazia calor para os húngaros e para o Flamengo, não? Segunda: ‘Antes do segundo tento, fazia frio no Maracanã, nevava no Maracanã?’… Eu compreendo que a temporada húngara induz qualquer um a ser idiota. Façamos, porém, uma tentativa de inteligência. E, então, chegaremos à visão certa da batalha de sábado. É a seguinte: — não foi o Honvéd que venceu o Flamengo por 3 x 2. Foi o Flamengo que venceu o Honvéd por 2 x 3”.</p>
<p>Essa crônica esportiva, de gênero e talento que os espanhóis diriam ser esquisito, e aqui recupero pelos sentidos de muito bom e raro, esse texto de Nelson a gente absorve com um prazer e com um sorriso, que posto na face não se desgruda mais. Como é que ele conseguia escrever tão bem, no meio de uma redação barulhenta, sob os tiros de mais de 40 metralhadoras das máquinas de escrever, e nuvens de cigarros, e gritos, e piadas, e explosões de raiva e confusão? Penso que seria como fazer amor em meio às arquibancadas de um estádio durante um Fla x Flu. Vocês já veem que a gente lê Nelson Rodrigues e fica meio contaminado pelo espírito dele.</p>
<p>“Os passes de Didi! São precisos, exatos, irretocáveis como um soneto antigo. Direi mais, se me permitem a comparação: — Didi é a mãe dos pernas-de-pau. Quantos companheiros vivem, e sobrevivem, à sua sombra? Ele não depende de ninguém e quantos dependem dele? Ao lado de Didi, o perna-de-pau já o é muito menos”.</p>
<p>Ele — Nelson Rodrigues em seus craques — arranca humor e graça em frases que guardam sempre os mesmos recursos, imagens, mas ainda assim surpreendem. Ele na crônica escrevia à semelhança de Garrincha, que driblava para um só lado, e todos sabiam qual, mas ainda assim eram surpreendidos. Nelson usa sempre o exagero, as expressões mais despudoradas, melodramáticas, truques de circo na hipérbole, com o maior despudor e cinismo, mas ainda assim o leitor era, é driblado, assim como os marcadores de Garrincha. Que encanto! Com a diferença que a gente é driblado, mas não se frustra, porque enche o peito da gente de felicidade.</p>
<p>“Olhem Pelé, examinem suas fotografias e caiam das nuvens. É, de fato, um menino, um garoto. Se quisesse entrar num filme da Brigitte Bardot, seria barrado, seria enxotado. Mas reparem: é um gênio indubitável. Digo e repito: gênio. Pelé podia virar-se para Miguel Ângelo, Homero ou Dante e cumprimentá-los, com íntima efusão: ‘Como vai, colega?’ ”.</p>
<p><figure id="attachment_13526" aria-describedby="caption-attachment-13526" style="width: 932px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-13526" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/12/7-de-dezembro-pele-jovem.jpg" alt="pelé nelson rodrigues" width="932" height="1000" /><figcaption id="caption-attachment-13526" class="wp-caption-text">Pelé aos 17 anos com a camisa do Santos (Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p>Na verdade, mesmo sem o seu teatro, Nelson Rodrigues seria imortal, se permitem mais um acento circunflexo no mar de suas crônicas. Dele pode ser dito o mesmo que ele escreveu sobre a morte do romancista José Lins do Rego:</p>
<p>“Morto e, no entanto, parece mais vivo do que muitos que andam por aí, que circulam, que batem nas nossas costas e contam piadas. Não resta dúvida que ‘morrer’ significa, em última análise, um pouco de vocação. Já falei nos vivos tão pouco militantes que temos vontade de lhes enviar coroas ou de lhes atirar na cara a última pá de cal. Esses têm, sim, a vocação da morte. Fomos, todos, enterrá-lo no chão muito doce de São João Batista. Mas é como se não existisse a mínima relação entre o funeral e Zé Lins, entre o caixão e o grande romancista.”</p>
<p>No país das chuteiras, ninguém escreveu sobre o futebol com tanta graça e gênio quanto ele, o recifense Nelson Rodrigues.</p>
<p>*Texto do Dicionário Amoroso do Recife</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="0Jf7CeTz7W"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/nelson-rodrigues-o-reacionario-da-boca-pra-fora/" target="_blank" rel="noopener">Nelson Rodrigues: o reacionário da boca pra fora</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Nelson Rodrigues: o reacionário da boca pra fora&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/nelson-rodrigues-o-reacionario-da-boca-pra-fora/embed/#?secret=203JWX60eS#?secret=0Jf7CeTz7W" data-secret="0Jf7CeTz7W" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="Lk0YpBAOr5"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/a-copa-do-mundo-e-suas-perplexidades/" target="_blank" rel="noopener">A Copa do Mundo e suas perplexidades</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;A Copa do Mundo e suas perplexidades&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/a-copa-do-mundo-e-suas-perplexidades/embed/#?secret=NrtcZ5bETb#?secret=Lk0YpBAOr5" data-secret="Lk0YpBAOr5" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="kFjif7PRHc"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/geisel-e-o-artilheiro-reinaldo/" target="_blank" rel="noopener">Na Copa de 78, o ‘conselho’ do ditador Geisel ao artilheiro Reinaldo</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Na Copa de 78, o ‘conselho’ do ditador Geisel ao artilheiro Reinaldo&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/geisel-e-o-artilheiro-reinaldo/embed/#?secret=OgZw9C6vDd#?secret=kFjif7PRHc" data-secret="kFjif7PRHc" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<title>A resistência de Gal Costa à ditadura civil-militar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Coimbra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2022 21:01:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura nunca mais]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[cantoras brasileiras]]></category>
		<category><![CDATA[gal costa]]></category>
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		<category><![CDATA[tropicália]]></category>
		<category><![CDATA[tropicalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Faleceu na manhã de 9 de novembro (quarta), a cantora Gal Costa aos 77 anos Nascida na Bahia, Gal Costa foi sinônimo de resistência durante a ditadura brasileira. Muito ativa nos movimentos contra o governo da época, ela lutou contra a censura e por pautas sociais como a defesa dos direitos LGBT. Após o exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, coube à cantora manter acesa a chama da contracultura no cenário musical brasileiro. Pouco tempo após o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), em dezembro de 68, Gil foi preso junto com Caetano. Liberados na quarta-feira de cinzas de 1969, os dois partiram em julho para o exílio em Londres. Em outubro de 1971, aos 26 anos, Gal estreava o show “Gal a Todo Vapor”, conhecido também como “Gal Fa-Tal”, no Teatro Tereza Rachel no Rio, que se tornou um tapa na cara da caretice dos generais no poder. Mais de 600 pessoas iam todos os dias assistir suas apresentações, divididas em dois atos, em um palco avermelhado, onde lia-se “FA–TAL” (palavra que nomeou o disco do show) no fundo, e “VIOLETO no chão, palavras retiradas de poema de Waly Salomão, diretor do espetáculo. No primeiro ato, ela se apresentava com o violão em tom solitário, já no segundo, Gal surgia eufórica com sua banda. Em 1972, Gal a todo vapor foi apresentado em outras capitais pelo Brasil, como São Paulo, Salvador e Recife. &#8230; Enquanto nas ruas, os brasileiros viviam uma brutal repressão política, no show de Gal, o público crítico à situação do país encontrou a oportunidade de desbundar e respirar a liberdade da revolução tropicalista em um Brasil sufocado pela censura. Após o show na capital pernambucana, Jomard Muniz de Britto publicou uma crítica poética, em setembro daquele ano, sobre o papel político da artista, no Jornal do Commercio:  “Quem não viu a pérola negra de Gal?”  “Não tenham medo de ouvir um grito (há muito tempo preso na garganta…), grito primal, grito liberado nestas águas de setembro que agora derramarei. Pela necessária impureza do terror lírico. Amor/terror.  (…) Numa só noite, em menos de duas horas, Gal reviveu sete vezes sete seu itinerário como cantora mais que cantora. Como intérprete, como gracinha, como pessoa que não se assusta consigo própria. Como alguém que vem assumindo uma posição dentro da existência e da criação cultural brasileira.  (…) Gal devorou sua plateia, que nem ao menos desconfiava que estava sendo comida, num dos maiores banquetes da música viva popular livre brasileira”. Dez dias após a volta do exílio em 1972, em seu primeiro show, Caetano fez um aceno à imagem de Gal: um batom vermelho, cabelos ondulados repartidos ao meio e um colete justo. “Um retrato vivo de Gal, pensado como uma homenagem a ela ter encarnado os tropicalistas expatriados durante aqueles anos”, comentou o cantor, em 2011. Em 1976, a artista realizou o show Doces Bárbaros, com Caetano, Gil e Maria Bethânia, pelo Brasil. Tamanho foi o sucesso que virou disco e documentário. Em sua longa carreira, Gal incorporou em sua essência tropicalista performances mais refinadas e abraçou outros ritmos brasileiros.  O longa &#8220;Meu nome é Gal&#8221;, protagonizado por Sophie Charlotte, tem lançamento previsto para 2023. A cinebiografia segue Gal desde sua ida da Bahia para o Rio de Janeiro e, em seguida, São Paulo, entre o fim dos anos 60 e início da década de 70. Gal nos deixa um legado de canções marcantes. Confira seus maiores sucessos: &#160; Meu nome é Gal &#160; Divino Maravilhoso &#160; Vapor Barato &#160; Vaca Profana &#160; Brasil (canção de Cazuza regravada pela cantora) https://urutaurpg.com.br/siteluis/o-carnaval-da-tropicalia/ Julinho da Adelaide driblou a censura nos anos 70]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">Faleceu na manhã de 9 de novembro (quarta), a cantora Gal Costa aos 77 anos</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Nascida na Bahia, Gal Costa foi sinônimo de resistência durante a ditadura brasileira. Muito ativa nos movimentos contra o governo da época, ela lutou contra a censura e por pautas sociais como a defesa dos direitos LGBT.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">coube à cantora manter acesa a chama da contracultura no cenário musical brasileiro. </span><span style="font-weight: 400;">Pouco tempo após o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), em dezembro de 68, Gil foi preso junto com Caetano. Liberados na quarta-feira de cinzas de 1969, os dois partiram em julho para o exílio em Londres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outubro de 1971, aos 26 anos, Gal estreava o show “Gal a Todo Vapor”, conhecido também como “Gal Fa-Tal”, no Teatro Tereza Rachel no Rio, que se tornou um tapa na cara da caretice dos generais no poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de 600 pessoas iam todos os dias assistir suas apresentações, divididas em dois atos, em um palco avermelhado, onde lia-se “FA–TAL” (palavra que nomeou o disco do show) no fundo, e “VIOLETO no chão, palavras retiradas de poema de Waly Salomão, diretor do espetáculo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No primeiro ato, ela se apresentava com o violão em tom solitário, já no segundo, Gal surgia eufórica com sua banda. Em 1972, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gal a todo vapor</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi apresentado em outras capitais pelo Brasil, como São Paulo, Salvador e Recife.</span></p>
<div id="cincopa_174037">&#8230;</div>
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<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto nas ruas, os brasileiros viviam uma brutal repressão política, no show de Gal, o público crítico à situação do país encontrou a oportunidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">desbundar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e respirar a liberdade da revolução tropicalista em um Brasil sufocado pela censura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o show na capital pernambucana, Jomard Muniz de Britto publicou uma crítica poética, em setembro daquele ano, sobre o papel político da artista, no Jornal do Commercio: </span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><i>“Quem não viu a pérola negra de Gal?”</i></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><i> “Não tenham medo de ouvir um grito (há muito tempo preso na garganta…), grito primal, grito liberado nestas águas de setembro que agora derramarei. Pela necessária impureza do terror lírico. Amor/terror. </i></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><i>(…) Numa só noite, em menos de duas horas, Gal reviveu sete vezes sete seu itinerário como cantora mais que cantora. Como intérprete, como gracinha, como pessoa que não se assusta consigo própria. Como alguém que vem assumindo uma posição dentro da existência e da criação cultural brasileira.</i></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><i> (…) Gal devorou sua plateia, que nem ao menos desconfiava que estava sendo comida, num dos maiores banquetes da música viva popular livre brasileira”.</i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dez dias após a volta do exílio em 1972, em seu primeiro show, Caetano fez um aceno à imagem de Gal: um batom vermelho, cabelos ondulados repartidos ao meio e um colete justo. “Um retrato vivo de Gal, pensado como uma homenagem a ela ter encarnado os tropicalistas expatriados durante aqueles anos”, comentou o cantor, em 2011.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1976, a artista realizou o show </span><i><span style="font-weight: 400;">Doces Bárbaros</span></i><span style="font-weight: 400;">, com Caetano, Gil e Maria Bethânia, pelo Brasil. Tamanho foi o sucesso que virou disco e documentário. Em sua longa carreira, Gal incorporou em sua essência tropicalista performances mais refinadas e abraçou outros ritmos brasileiros. </span></p>
<p><figure id="attachment_13341" aria-describedby="caption-attachment-13341" style="width: 279px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-13341" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/11/Imagem-do-WhatsApp-de-2022-11-10-as-15.16.40.jpg" alt="Gal Costa fazendo o &quot;L&quot; em comemoração à vitória de Lula na eleição deste ano" width="279" height="456" /><figcaption id="caption-attachment-13341" class="wp-caption-text">Gal em um dos últimos posts em seu instagram. Na legenda, escreveu: &#8220;O amor venceu o ódio! @lulaoficial presidente!&#8221; &#8211; Foto: Reprodução/Instagram @galcosta</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa &#8220;Meu nome é Gal&#8221;, protagonizado por Sophie Charlotte, tem lançamento previsto para 2023. A cinebiografia segue Gal desde sua ida da Bahia para o Rio de Janeiro e, em seguida, São Paulo, entre o fim dos anos 60 e início da década de 70.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gal nos deixa um legado de canções marcantes. Confira seus maiores sucessos:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Meu nome é Gal</strong></h4>
<p><iframe title="Gal Costa | Meu Nome É Gal (Vídeo Oficial)" src="https://www.youtube.com/embed/gaUYzua125o" width="754" height="424" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Divino Maravilhoso</strong></h4>
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<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Vapor Barato</strong></h4>
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<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Vaca Profana</strong></h4>
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<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="font-weight: 400;"><strong>Brasil (canção de Cazuza regravada pela cantora)</strong></span></h4>
<p><iframe title="Brasil" src="https://www.youtube.com/embed/Mct_dttJxPg" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>https://urutaurpg.com.br/siteluis/o-carnaval-da-tropicalia/</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="OvSRqZLo3B"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/julinho-da-adelaide-driblou-censura-nos-anos-70/" target="_blank" rel="noopener">Julinho da Adelaide driblou a censura nos anos 70</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Julinho da Adelaide driblou a censura nos anos 70&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/julinho-da-adelaide-driblou-censura-nos-anos-70/embed/#?secret=XRUGu3ori0#?secret=OvSRqZLo3B" data-secret="OvSRqZLo3B" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<title>‘Marighella’ leva oito estatuetas no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2022</title>
		<link>https://zonacurva.com.br/marighella-premio-do-cinema-brasileiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Zonacurva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 18:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[#ditaduranuncamais]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Marighella]]></category>
		<category><![CDATA[carlos marighella filme]]></category>
		<category><![CDATA[Marighella filme prêmios]]></category>
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					<description><![CDATA[O filme Marighella foi o grande vencedor do 21º Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, evento organizado pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais nesta quarta-feira (12) no Rio de Janeiro. Das 17 categorias em que foi indicado, o longa dirigido por Wagner Moura levou o maior número de premiações da noite, conquistando oito ao todo: Melhor Longa-Metragem Ficção Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem Melhor Ator (Seu Jorge) Melhor Roteiro Adaptado Melhor Direção de Fotografia Melhor Som Melhor Direção de Arte Melhor Figurino Enquanto recebia o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, Wagner Moura dedicou a estatueta a todos ex-guerrilheiros da Ação Libertadora Nacional (ALN): “Prestaram um serviço incrível, eles foram muito generosos com a gente”, declarou. Ao todo, foram 32 prêmios entregues, sendo que Dira Paes (Veneza), Rodrigo Santoro (7 Prisioneiros) e Zezé Motta (Doutor Gama) também foram premiados. A cerimônia, que não acontecia de forma presencial desde o início da pandemia do coronavírus, foi guiada por Camila Pitanga e Silvero Pereira. Além de se encarregar da apresentação da premiação, Silvero também performou as canções &#8220;Sujeito de Sorte&#8221;, &#8220;Maria Maria&#8221; e &#8220;Dias Melhores Virão&#8221;. Para assistir a premiação completa, clique aqui. Meus encontros com Marighella Filme Marighella mobiliza a esquerda na volta do cinema Marighella: a execução do inimigo número 1 da ditadura militar &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O filme Marighella foi o grande vencedor do 21º Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, evento organizado pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais nesta quarta-feira (12) no Rio de Janeiro. Das 17 categorias em que foi indicado, o longa dirigido por Wagner Moura levou o maior número de premiações da noite, conquistando oito ao todo:</span></p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Melhor Longa-Metragem Ficção</b></li>
<li aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem</span></li>
<li aria-level="1"><b>Melhor Ator </b>(Seu Jorge)</li>
<li aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhor Roteiro Adaptado</span></li>
<li aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhor Direção de Fotografia</span></li>
<li aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhor Som</span></li>
<li aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhor Direção de Arte</span></li>
<li aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhor Figurino</span></li>
</ul>
<p><figure id="attachment_12806" aria-describedby="caption-attachment-12806" style="width: 822px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12806 " src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-12-at-17.14.20-1.jpeg" alt="Seu Jorge e Wagner Moura durante filmagens de 'Marighella', vencedor do prêmio de melhor roteiro adaptado" width="822" height="547" /><figcaption id="caption-attachment-12806" class="wp-caption-text">Seu Jorge e Wagner Moura durante filmagens de &#8216;Marighella&#8217; (Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto recebia o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, Wagner Moura dedicou a estatueta a todos ex-guerrilheiros da Ação Libertadora Nacional (ALN): “Prestaram um serviço incrível, eles foram muito generosos com a gente”, declarou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao todo, foram 32 prêmios entregues, sendo que Dira Paes (</span><i><span style="font-weight: 400;">Veneza</span></i><span style="font-weight: 400;">), Rodrigo Santoro (</span><i><span style="font-weight: 400;">7 Prisioneiros)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Zezé Motta (</span><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Gama</span></i><span style="font-weight: 400;">) também foram premiados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cerimônia, que não acontecia de forma presencial desde o início da pandemia do coronavírus, foi guiada por Camila Pitanga e Silvero Pereira. Além de se encarregar da apresentação da premiação, Silvero também performou as canções &#8220;Sujeito de Sorte&#8221;, &#8220;Maria Maria&#8221; e &#8220;Dias Melhores Virão&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para assistir a premiação completa,</span><a href="https://youtu.be/epqvDs11pok" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;"> clique aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="pV9hRS7CbI"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/meus-encontros-com-marighella/" target="_blank" rel="noopener">Meus encontros com Marighella</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Meus encontros com Marighella&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/meus-encontros-com-marighella/embed/#?secret=HeBacgZ15E#?secret=pV9hRS7CbI" data-secret="pV9hRS7CbI" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="rwRr2NMSAj"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/filme-marighella/" target="_blank" rel="noopener">Filme Marighella mobiliza a esquerda na volta do cinema</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Filme Marighella mobiliza a esquerda na volta do cinema&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/filme-marighella/embed/#?secret=edMlVgc7cy#?secret=rwRr2NMSAj" data-secret="rwRr2NMSAj" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="nRMnkyPcBK"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/marighella-a-execucao-do-inimigo-numero-1-da-ditadura-militar/" target="_blank" rel="noopener">Marighella: a execução do inimigo número 1 da ditadura militar</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Marighella: a execução do inimigo número 1 da ditadura militar&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/marighella-a-execucao-do-inimigo-numero-1-da-ditadura-militar/embed/#?secret=ygyoaWV8f2#?secret=nRMnkyPcBK" data-secret="nRMnkyPcBK" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>“Sem Pensar no Amanhã” mostra Alceu Valença em estado puro</title>
		<link>https://zonacurva.com.br/sem-pensar-no-amanha-alceu-valenca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Coimbra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jul 2022 11:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[alceu valença]]></category>
		<category><![CDATA[alceu valença doc]]></category>
		<category><![CDATA[alceu valença pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[alceu valença sem pensar no amanhã]]></category>
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					<description><![CDATA[“Sem Pensar no Amanhã”, dirigido por Marcos Credite, leva o nome de um dos álbuns lançados por Alceu Valença, um dos maiores nomes do MPB, e o acompanha durante a quarentena, período em que o cantor mergulhou em suas músicas. Já no início, o documentário traça um contraste entre o artista frenético, com sua rotina agitada de shows, e mais calmo em casa no início da pandemia de covid-19, quando se conhecia pouco sobre o coronavírus. Essas cenas são guiadas pela música “Solidão”, de Alceu, que perdeu muitos amigos e familiares para a doença. Alceu, acostumado a seguir sempre na estrada, criou uma nova rotina em casa na companhia de seu violão, se valendo de uma conexão que torna o instrumento uma extensão do próprio corpo. Conforme os dias passavam, o cantor buscava maneiras de reinventar seus sucessos, do frevo ao samba, dando às músicas um tom intimista carregado de originalidade, com apenas voz e violão. A princípio, gravaria apenas um simples álbum, mas este foi apenas o primeiro de uma série de quatro álbuns. Carregado de afeto, o filme contém depoimentos de sua esposa, Yanê Valença, seu filho, Rafael Valença, além do produtor Rafael Ramos e do engenheiro de som Matheus Gomes. Seu companheiro Paulinho Rafael, músico que o acompanhava no estúdio, faleceu devido ao câncer aos 66 anos, poucos meses depois das gravações, o que deu aos registros de sua relação com o cantor e aos depoimentos do amigo um tom ainda mais sensível.  Apesar do contexto político e social em que o Brasil vive, o filme retrata um artista que acredita na efemeridade das coisas, espontâneo e otimista com o futuro.  “Pode ser sonho, mas deixa o poeta sonhar” &#8211; Yanê Valença Lançada pelo coletivo Pipoca, a obra poderá ser acessada a partir do dia 15 de julho diretamente no site do Sympla por R$12, com o acesso garantido por um mês. Sérgio Sampaio botou pra gemer Taiguara livre e senhor de si]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">“Sem Pensar no Amanhã”, dirigido por Marcos Credite, leva o nome de um dos álbuns lançados por Alceu Valença, um dos maiores nomes do MPB, e o acompanha durante a quarentena, período em que o cantor mergulhou em suas músicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no início, o documentário traça um contraste entre o artista frenético, com sua rotina agitada de shows, e mais calmo em casa no início da pandemia de covid-19, quando se conhecia pouco sobre o coronavírus. Essas cenas são guiadas pela música “Solidão”, de Alceu, que perdeu muitos amigos e familiares para a doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alceu, acostumado a seguir sempre na estrada, criou uma nova rotina em casa na companhia de seu violão, se valendo de uma conexão que torna o instrumento uma extensão do próprio corpo.</span></p>
<p><figure id="attachment_12465" aria-describedby="caption-attachment-12465" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12465 size-full" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/07/unnamed-3.jpg" alt="alceu valença" width="1280" height="853" /><figcaption id="caption-attachment-12465" class="wp-caption-text">O cantor Alceu Valença em estúdio (Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme os dias passavam, o cantor buscava maneiras de reinventar seus sucessos, do frevo ao samba, dando às músicas um tom intimista carregado de originalidade, com apenas voz e violão. A princípio, gravaria apenas um simples álbum, mas este foi apenas o primeiro de uma série de quatro álbuns.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Carregado de afeto, o filme contém depoimentos de sua esposa, Yanê Valença, seu filho, Rafael Valença, além do produtor Rafael Ramos e do engenheiro de som Matheus Gomes. Seu companheiro Paulinho Rafael, músico que o acompanhava no estúdio, faleceu devido ao câncer aos 66 anos, poucos meses depois das gravações, o que deu aos registros de sua relação com o cantor e aos depoimentos do amigo um tom ainda mais sensível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do contexto político e social em que o Brasil vive, o filme retrata um artista que acredita na efemeridade das coisas, espontâneo e otimista com o futuro. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Pode ser sonho, mas deixa o poeta sonhar” &#8211; Yanê Valença</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada pelo coletivo Pipoca, a obra poderá ser acessada a partir do dia 15 de julho diretamente no site do Sympla por R$12, com o acesso garantido por um mês.</span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="NpWQuE1T9S"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/sergio-sampaio-botou-pra-gemer/" target="_blank" rel="noopener">Sérgio Sampaio botou pra gemer</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Sérgio Sampaio botou pra gemer&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/sergio-sampaio-botou-pra-gemer/embed/#?secret=1vMy1TJEkH#?secret=NpWQuE1T9S" data-secret="NpWQuE1T9S" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="11l4CuYeAX"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/taiguara-livre-e-senhor-de-si/" target="_blank" rel="noopener">Taiguara livre e senhor de si</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Taiguara livre e senhor de si&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/taiguara-livre-e-senhor-de-si/embed/#?secret=SlkNhpr5zI#?secret=11l4CuYeAX" data-secret="11l4CuYeAX" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<title>Jão e os 40 anos do Ratos de Porão</title>
		<link>https://zonacurva.com.br/jao-e-os-40-anos-do-ratos-de-porao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Zonacurva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 May 2022 17:44:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conversa ao Vivo Zona Curva]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[#PunckRock]]></category>
		<category><![CDATA[Contracultura]]></category>
		<category><![CDATA[Jão]]></category>
		<category><![CDATA[Ratos de Porão]]></category>
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					<description><![CDATA[O CONVERSA AO VIVO ZONACURVA recebeu Jão, guitarrista da banda Ratos de Porão, no dia 25 de março. A conversa foi gravada no bar La Borraxteria, mantido por Jão e seus sócios., que fica no bairro de Pinheiros em São Paulo. O bate-papo contou com a presença do editor Zonacurva Fernando do Valle e Luis Lopes do portal Vishows. Após esses dois anos de pandemia, o processo de retomada das apresentações ao vivo do Ratos coincidiu com o aniversário de 40 anos da banda, o que tornou o reencontro entre banda e público ainda mais especial.  Jão conta que o tempo de isolamento social o ajudou a compor e novas músicas. Em 13 de maio, o Ratos de Porão lança seu novo álbum, Necropolítica. O último álbum da banda, Século Sinistro, foi lançado em 2014. O novo álbum do Ratos de Porão trará diversas críticas ao atual governo. “As letras são anti-bolsonarristas até o talo. Eu sei que tem gente do metal que gosta do Bolsonaro, mas não dá para defender esse verme ”, afirma o guitarrista.  A atualidade das letras compostas nos anos 80 e 90 também foi alvo da entrevista. O editor Zonacurva Fernando do Valle ironizou: “parece que aquelas letras foram escritas ontem!”. Jão, compositor de maioria delas, afirma: “músicas que escrevi no final dos anos 80 fazem mais sentido hoje porque na época ainda tinha o anseio pelas Diretas Já”. Jão relembrou o sucesso internacional da banda com shows espalhados pela Europa em países como Portugal, Espanha, França e Itália. O Ratos participou de diversos festivais de punk pelo continente de forma independente. Ele conta que “muitas vezes nós mesmos alugávamos uma van e saíamos andando com os mapas dos países em que íamos tocar”. Clemente: o movimento punk nunca há de morrer O beat William Burroughs e o rock &#160; &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="CONVERSA AO VIVO COM JÃO (RATOS DE PORÃO)" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/0o5ijZ46S9A?start=1528&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O CONVERSA AO VIVO ZONACURVA recebeu Jão, guitarrista da banda Ratos de Porão, no dia 25 de março. A conversa foi gravada no bar </span><i><span style="font-weight: 400;">La Borraxteria</span></i><span style="font-weight: 400;">, mantido por Jão e seus sócios., que fica no bairro de Pinheiros em São Paulo. O bate-papo contou com a presença do editor Zonacurva Fernando do Valle e Luis Lopes do portal Vishows.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esses dois anos de pandemia, o processo de retomada das apresentações ao vivo do Ratos coincidiu com o aniversário de 40 anos da banda, o que tornou o reencontro entre banda e público ainda mais especial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jão conta que o tempo de isolamento social o ajudou a compor e novas músicas. Em 13 de maio, o Ratos de Porão lança seu novo álbum, Necropolítica.</span></p>
<p><figure id="attachment_11873" aria-describedby="caption-attachment-11873" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11873" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/05/WhatsApp-Image-2022-05-03-at-14.49.46.jpeg" alt="" width="696" height="698" /><figcaption id="caption-attachment-11873" class="wp-caption-text">Capa de &#8220;Necropolítica&#8221;,  novo disco do Ratos de Porão (Divulgação)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O último álbum da banda, Século Sinistro, foi lançado em 2014. O novo álbum do Ratos de Porão trará diversas críticas ao atual governo. “As letras são anti-bolsonarristas até o talo. Eu sei que tem gente do metal que gosta do Bolsonaro, mas não dá para defender esse verme ”, afirma o guitarrista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atualidade das letras compostas nos anos 80 e 90 também foi alvo da entrevista. O editor Zonacurva Fernando do Valle ironizou: “parece que aquelas letras foram escritas ontem!”. Jão, compositor de maioria delas, afirma: “músicas que escrevi no final dos anos 80 fazem mais sentido hoje porque na época ainda tinha o anseio pelas Diretas Já”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jão relembrou o sucesso internacional da banda com shows espalhados pela Europa em países como Portugal, Espanha, França e Itália. O Ratos participou de diversos festivais de punk pelo continente de forma independente. Ele conta que “muitas vezes nós mesmos alugávamos uma van e saíamos andando com os mapas dos países em que íamos tocar”.</span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="uMFXMOadm6"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/clemente-o-movimento-punk-nunca-ha-de-morrer/" target="_blank" rel="noopener">Clemente: o movimento punk nunca há de morrer</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Clemente: o movimento punk nunca há de morrer&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/clemente-o-movimento-punk-nunca-ha-de-morrer/embed/#?secret=VUxhaQZHMT#?secret=uMFXMOadm6" data-secret="uMFXMOadm6" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="gdOLzjFdwU"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/o-beat-william-burroughs-e-o-rock/" target="_blank" rel="noopener">O beat William Burroughs e o rock</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;O beat William Burroughs e o rock&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/o-beat-william-burroughs-e-o-rock/embed/#?secret=l2OdcLkHq0#?secret=gdOLzjFdwU" data-secret="gdOLzjFdwU" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Murilo Ribeiro – um contador de histórias</title>
		<link>https://zonacurva.com.br/murilo-ribeiro-um-contador-de-historias/</link>
					<comments>https://zonacurva.com.br/murilo-ribeiro-um-contador-de-historias/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nilo Cerqueira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 20:03:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[#artebrasileira]]></category>
		<category><![CDATA[#contemporaryart]]></category>
		<category><![CDATA[#expressionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[murilo ribeiro um contador de histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Museu de Arte da Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[Murilo Ribeiro &#8211; Estive no Museu de Arte da Bahia (MAB) em uma noite agradabilíssima deste mês para apreciar e prestigiar a abertura da exposição “Murilo Ribeiro &#8211; Um contador de histórias”, que apresenta a série “Eu nasci há dez mil anos atrás”, composta por 60 quadros a óleo do artista. Murilo tem uma trajetória extensa nas artes, que se inicia ainda aos 13 anos nas Alagoas. Hoje radicado na Bahia, onde o artista aperfeiçoou sua técnica no curso de Belas Artes na UFBA (Universidade Federal da Bahia) pelo idos de 1975. Ele atualmente também é o diretor do Palacete das Artes – Museu Rodin Bahia. O nome escolhido para a série traz no seu âmago a genialidade e picardia de um dos baianos mais notáveis da música contemporânea do Brasil – Raul Seixas, narrando experiências “retrofuturistas”  a partir de visão privilegiada do passado. Murilo e Raul criaram a sinergia perfeita para contar histórias – não obstante que a pintura durante longos séculos foi esse fio condutor, interlocutor e expositivo para retratar a vida, a sociedade, e a passagem do tempo com todas as suas nuances – o que nos proporcionou uma imersão fabulosa, esbanjando sensibilidade, e um traço muito peculiar das suas obras, “modernamente” expressionista.  A exposição de Murilo em si é pura sinestesia, permitindo ao espectador passear por vários momentos de sua expressão. Seus quadros estão todos preenchidos, não há vazio. São cores vibrantes em contraste com o preto, que é o elemento de convergência em toda a série. Me permiti ver, em muitos dos seus quadros, passagens de “A Morte e a Morte de Quincas Berro D’agua”, certamente pela influência amadiana, mas as referências são muitas, de fato, vemos a obra e lá estamos frente à história. Outro aspecto da exposição foi o projeto expográfico, tautócrono, permitiu que a experiência museal fosse completa. Deixei a exposição desejoso de vê-la num catálogo pra rememorá-la outras tantas vezes. E curioso para ver a mediação do projeto educativo, principalmente a impressão dos mais novos, ao se depararem com uma tela “inanimada”. A sala de exposições do MAB estava repleta de artistas, amigos e familiares, todos inebriados por seus traços e contornos e a verdade de suas obras.  Para quem desejar apreciar essa belíssima exposição (e eu sugiro que coloque realmente na agenda) a mostra ficará à disposição dos visitantes até o dia 17 de abril.  SERVIÇO: O Museu de Arte da Bahia é um equipamento vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)/Secretaria de Cultura/Estado da Bahia. e funciona de terça a sexta das 13h às 18h e, aos sábados, das 13h às 17h. Entrada franca. Exposição do iconoclasta León Ferrari no MASP &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Murilo Ribeiro &#8211; Estive no Museu de Arte da Bahia (MAB) em uma noite agradabilíssima deste mês para apreciar e prestigiar a abertura da exposição “Murilo Ribeiro &#8211; Um contador de histórias”, que apresenta a série “Eu nasci há dez mil anos atrás”, composta por 60 quadros a óleo do artista.</span></p>
<p><figure id="attachment_11355" aria-describedby="caption-attachment-11355" style="width: 649px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11355" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-14.20.37.jpeg" alt="" width="649" height="675" /><figcaption id="caption-attachment-11355" class="wp-caption-text">Cartaz da exposição de Murilo Ribeiro (acervo pessoal)</figcaption></figure></p>
<p>Murilo tem uma trajetória extensa nas artes, que se inicia ainda aos 13 anos nas Alagoas. Hoje radicado na Bahia, onde o artista aperfeiçoou sua técnica no curso de Belas Artes na UFBA (Universidade Federal da Bahia) pelo idos de 1975. Ele atualmente também é o diretor do Palacete das Artes – Museu Rodin Bahia.</p>
<p><figure id="attachment_11356" aria-describedby="caption-attachment-11356" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11356" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-14.20.36-1.jpeg" alt="" width="1280" height="1280" /><figcaption id="caption-attachment-11356" class="wp-caption-text">Exposição Murilo Ribeiro – Um contador de Histórias  (acervo pessoal)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome escolhido para a série traz no seu âmago a genialidade e picardia de um dos baianos mais notáveis da música contemporânea do Brasil – Raul Seixas, narrando experiências “retrofuturistas”  a partir de visão privilegiada do passado. Murilo e Raul criaram a sinergia perfeita para contar histórias – não obstante que a pintura durante longos séculos foi esse fio condutor, interlocutor e expositivo para retratar a vida, a sociedade, e a passagem do tempo com todas as suas nuances – o que nos proporcionou uma imersão fabulosa, esbanjando sensibilidade, e um traço muito peculiar das suas obras, “modernamente” expressionista. </span></p>
<p><figure id="attachment_11357" aria-describedby="caption-attachment-11357" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11357" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-14.20.36-2.jpeg" alt="" width="1080" height="709" /><figcaption id="caption-attachment-11357" class="wp-caption-text">Murilo Ribeiro em sua exposição no Museu de Arte da Bahia (MAB) (acervo pessoal)</figcaption></figure></p>
<p>A exposição de Murilo em si é pura sinestesia, permitindo ao espectador passear por vários momentos de sua expressão. Seus quadros estão todos preenchidos, não há vazio. São cores vibrantes em contraste com o preto, que é o elemento de convergência em toda a série.</p>
<p>Me permiti ver, em muitos dos seus quadros, passagens de “A Morte e a Morte de Quincas Berro D’agua”, certamente pela influência amadiana, mas as referências são muitas, de fato, vemos a obra e lá estamos frente à história.</p>
<p>Outro aspecto da exposição foi o projeto expográfico, tautócrono, permitiu que a experiência museal fosse completa. Deixei a exposição desejoso de vê-la num catálogo pra rememorá-la outras tantas vezes. E curioso para ver a mediação do projeto educativo, principalmente a impressão dos mais novos, ao se depararem com uma tela “inanimada”.</p>
<p><figure id="attachment_11358" aria-describedby="caption-attachment-11358" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11358" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-18-at-14.20.36.jpeg" alt="" width="960" height="694" /><figcaption id="caption-attachment-11358" class="wp-caption-text">Murilo e suas obras (acervo pessoal)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sala de exposições do MAB estava repleta de artistas, amigos e familiares, todos inebriados por seus traços e contornos e a verdade de suas obras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem desejar apreciar essa belíssima exposição (e eu sugiro que coloque realmente na agenda) a</span><span style="font-weight: 400;"> mostra ficará à disposição dos visitantes até o dia 17 de abril. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>SERVIÇO</strong>: O Museu de Arte da Bahia é um equipamento vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)/Secretaria de Cultura/Estado da Bahia. e funciona de<em> terça a sexta das 13h às 18h e, aos sábados, das 13h às 17h. Entrada franca.</em></span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="a9GivCBu6C"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/exposicao-do-iconoclasta-leon-ferrari-no-masp/" target="_blank" rel="noopener">Exposição do iconoclasta León Ferrari no MASP</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Exposição do iconoclasta León Ferrari no MASP&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/exposicao-do-iconoclasta-leon-ferrari-no-masp/embed/#?secret=8lfZuzzhjj#?secret=a9GivCBu6C" data-secret="a9GivCBu6C" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<title>“O grande recado da Leila era o amor”, afirma Ana Maria Magalhães</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zonacurva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 18:38:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conversa ao Vivo Zona Curva]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[#ditaduranuncamais]]></category>
		<category><![CDATA[#LeilaDiniz]]></category>
		<category><![CDATA[já que ninguém me tira para dançar]]></category>
		<category><![CDATA[leila diniz documentário]]></category>
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					<description><![CDATA[Colaborou Isabela Gama O CONVERSA AO VIVO ZONACURVA recebeu no dia 27 de janeiro a atriz e diretora Ana Maria Magalhães, que acaba de lançar seu longa-metragem “Já que ninguém me tira para dançar” sobre a vida e obra de Leila Diniz. Ana Maria conversou sobre a amizade das duas, a importância da discussão sobre a liberdade feminina, e a necessidade do amor nesses tempos de ódio e outros assuntos. O bate-papo contou com a presença do editor Zonacurva Fernando do Valle e da estudante de jornalismo Isabela Gama.  A diretora revelou que iniciou a filmagem do filme em 1982 após 10 anos de morte de Leila para avivar a memória da amiga, entretanto o filme não foi finalizado pela retirada do apoio financeiro que contava na época. Durante um longo período, o projeto ficou parado e o relato de atores, diretores e familiares de Leila sobre a icônica artista permaneceu inédito até hoje. Em 2015, Ana Maria recebeu o  apoio de um restaurador experiente para que ela retomasse o projeto do  documentário, então ela começou a reorganizar o material e a digitalizar as imagens, mas ainda enfrentava o mesmo problema: a falta de grana, como em 1982. Somente em 2020, após uma entrevista da diretora ao Itaú Cultural, é que o filme ganhou o apoio da instituição e a coprodução do jornal Metrópoles o que proporcionou a finalização do filme. Ana Maria conta que uma das motivações para retomar o filme foi a necessidade de apresentar Leila Diniz para as novas gerações. A atriz, que foi o símbolo da liberdade feminina e do amor livre, abriu as portas para diversas discussões que perduram na vida das mulheres até hoje, principalmente em tempos de retrocessos engendrados pelo governo da vez. O filme poderá ser assistido GRATUITAMENTE no Itaú Cultural Play  a partir do dia 25 de março, dia em que Leila completaria 77 anos.  Bem-vindo ao Fatos da Zona, em que adaptamos os textos mais acessados do site do Zonacurva Mídia Livre para o audiovisual. Neste vídeo, visitamos emocionados a memória da grandiosa Leila Diniz. Abordamos a história dessa figura icônica que enfrentou os costumes impostos pela ditadura e reformulou o que era esperado das mulheres de sua época. &#160; &#160; &#160; Toda mulher é meio Leila Diniz* Documentário sobre Leila Diniz apresenta atriz para os jovens]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="VIVA LEILA DINIZ" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/2Cqvy9ldyfc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p style="text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">Colaborou Isabela Gama</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CONVERSA AO VIVO ZONACURVA recebeu no dia 27 de janeiro a atriz e diretora Ana Maria Magalhães, que acaba de lançar seu longa-metragem “J</span><span style="font-weight: 400;">á que ninguém me tira para dançar”</span><span style="font-weight: 400;"> sobre a vida e obra de Leila Diniz. Ana Maria conversou sobre a amizade das duas, a importância da discussão sobre a liberdade feminina, e a necessidade do amor nesses tempos de ódio e outros assuntos. O bate-papo contou com a presença do editor Zonacurva Fernando do Valle e da estudante de jornalismo Isabela Gama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora revelou que iniciou a filmagem do filme em 1982 após 10 anos de morte de Leila para avivar a memória da amiga, entretanto o filme não foi finalizado pela retirada do apoio financeiro que contava na época. Durante um longo período, o projeto ficou parado e o relato de atores, diretores e familiares de Leila sobre a icônica artista permaneceu inédito até hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2015, Ana Maria recebeu o  apoio de um restaurador experiente para que ela retomasse o projeto do  documentário, então ela começou a reorganizar o material e a digitalizar as imagens, mas ainda enfrentava o mesmo problema: a falta de grana, como em 1982.</span></p>
<p><figure id="attachment_11216" aria-describedby="caption-attachment-11216" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-11216" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/02/Ana-Maria-Magalhaes-Foto-Vicente-de-Paulo-300x300.jpg" alt="Já que ninguém me tira para dançar" width="300" height="300" /><figcaption id="caption-attachment-11216" class="wp-caption-text">A atriz e diretora Ana Maria Magalhães (Foto Vicente de Paulo</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somente em 2020, após uma entrevista da diretora ao Itaú Cultural, é que o filme ganhou o apoio da instituição e a coprodução do jornal Metrópoles o que proporcionou a finalização do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ana Maria conta que uma das motivações para retomar o filme foi a necessidade de apresentar Leila Diniz para as novas gerações. A atriz, que foi o símbolo da liberdade feminina e do amor livre, abriu as portas para diversas discussões que perduram na vida das mulheres até hoje, principalmente em tempos de retrocessos engendrados pelo governo da vez.</span></p>
<p><figure id="attachment_11212" aria-describedby="caption-attachment-11212" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-11212" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/02/WhatsApp-Image-2022-02-04-at-14.48.15-300x300.jpeg" alt="leila diniz" width="300" height="300" /><figcaption id="caption-attachment-11212" class="wp-caption-text">A atriz Leila Diniz (Reprodução)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme poderá ser assistido GRATUITAMENTE no <a href="https://www.itauculturalplay.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Itaú Cultural Play </a></span><span style="font-weight: 400;"> a partir do dia 25 de março, dia em que Leila completaria 77 anos. </span></p>
<p>Bem-vindo ao Fatos da Zona, em que adaptamos os textos mais acessados do site do Zonacurva Mídia Livre para o audiovisual.</p>
<p>Neste vídeo, visitamos emocionados a memória da grandiosa Leila Diniz.</p>
<p>Abordamos a história dessa figura icônica que enfrentou os costumes impostos pela ditadura e reformulou o que era esperado das mulheres de sua época.</p>
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="Toda mulher é meio Leila Diniz  - Fatos da Zona - Ep 4" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/q94Ccao2msE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="n2zXi5UJbX"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/toda-mulher-e-meio-leila-diniz/" target="_blank" rel="noopener">Toda mulher é meio Leila Diniz*</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Toda mulher é meio Leila Diniz*&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/toda-mulher-e-meio-leila-diniz/embed/#?secret=H4PzZGwFjz#?secret=n2zXi5UJbX" data-secret="n2zXi5UJbX" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="dlQ05YL4Co"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/documentario-sobre-leila-diniz-apresenta-atriz-para-os-jovens/" target="_blank" rel="noopener">Documentário sobre Leila Diniz apresenta atriz para os jovens</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Documentário sobre Leila Diniz apresenta atriz para os jovens&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/documentario-sobre-leila-diniz-apresenta-atriz-para-os-jovens/embed/#?secret=PL4atfhAi7#?secret=dlQ05YL4Co" data-secret="dlQ05YL4Co" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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		<title>Há um século, o modernismo atropelou o conservadorismo e abriu as portas ao progresso</title>
		<link>https://zonacurva.com.br/ha-um-seculo-o-modernismo-atropelou-o-conservadorismo-e-abriu-as-portas-ao-progresso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Russo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 12:57:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[HOME ZONACURVA]]></category>
		<category><![CDATA[Centenário semana de Arte Moderna]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[oswald de andrade modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Semana de 22]]></category>
		<category><![CDATA[Semana de Arte Moderna]]></category>
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					<description><![CDATA[Semana de Arte Moderna &#8211; O modernismo europeu antecedera em mais de uma década o nosso pensar moderno. Na verdade, o princípio do século XX coincidira com o colapso da cultura europeia tradicional. Tal qual nos dias sombrios em que vivemos, a palavra também parecia desraigada da verdade, as imagens perdiam sua coerência e os símbolos sua transcendência. O modernismo europeu, entretanto, havia criado para si próprio a negação e o questionamento permanente, substituindo-se o que já fora um dia trocado por algo sempre mais novo e surpreendente. De tal forma que aquilo que se denominou de &#8220;o tempo moderno&#8221; tinha uma mola mestra central: as formas “tradicionais” das artes, a organização social e a vida cotidiana haviam se tornadas ultrapassadas! Logo, o reexame de cada aspecto da existência humana se tornou um desafio permanente e o encontro das “marcas antigas” para substituí-las por novas formas assinalavam o caminho para o progresso. Na perspectiva europeia do princípio do século, o modernismo significava por um lado, desencanto e desestruturação do homem, por outro, a necessidade de sua reestruturação espiritual. O moderno chega ao Brasil com o atraso de quase duas décadas. Aqui ele expressa tanto um projeto estético de renovação e ruptura com a linguagem tradicional, como aporta certa visão benevolente de uma natureza divinamente revestida e repleta de nossas diversidades regionais, o que redundava numa perspectiva ufanista de um Brasil idealizado pela intelectualidade urbana. Enquanto a Europa, já ultrapassada sua primeira fase modernista, chafurdava na Primeira Grande Guerra com milhões de mortos, fome e destruição, o Brasil e, principalmente São Paulo, atravessavam uma enorme transformação socioeconômica resultante da industrialização acelerada. E a chegada massiva de imigrantes aportava vivências e exigências de um mundo diferente do paternalismo, do coronelismo de compadrio, do escravagismo e de seus preconceitos, tão entranhados em nossa cultura. O modernismo aqui, portanto, estará inscrito num longo processo histórico e social, que extravasa largamente os limites do estético. Interessantíssimo, dizia Mario de Andrade, que ao chegar por nossas terras o movimento modernista não encontrará apoio algum junto aos capitães da indústria. Será uma pequena fração de refinada burguesia de base rural, mais culta e com forte influência francesa, que estimulará tanto político quanto financeiramente os jovens artistas da primeira geração modernista, cujo marco inicial será a Semana de Arte Moderna. A Semana de Arte Moderna de 1922 “Era uma vez um homem chamado Jacinto Silva que, em 1921, tinha uma livraria na Rua 15 de Novembro, em São Paulo, a casa Editora ‘O Livro’. Todas as tardes lá se reuniam um poeta, um romancista e um pintor. Guilherme de Almeida, Oswald de Andrade e Di Cavalcanti”. Uma tarde o poeta leu na sala aos fundos da livraria, seu livro daquele ano. Depois outros autores leram outros livros e mais e mais gente foi chegando. Pintores e escultores, inclusive Brecheret, fizeram exposições. Músicos tocaram. Foi quando nasceu a ideia de se fazer, nesse mesmo lugar, uma grande exposição de arte moderna, ilustrada com concertos de música e recitativos de poesias modernas. Tudo moderno, para valer! ” (Carminha de Almeida, 1939). Di Cavalcanti em “Viagens da minha vida” sustentou que ele sugerira a Paulo Prado, o mecenas filho da riquíssima aristocracia cafeeira de São Paulo, “nossa semana, que seria uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana”. Paulo Prado e, posteriormente, Graça Aranha não somente apoiaram, mas alargaram a ideia, este último achando preferível realizá-la em São Paulo do que no Rio, sobretudo porque “na Paulicéia tem um grupo forte de modernistas, não só escritores, mas poetas e artistas plásticos. ”Referindo-se à Academia Brasileira de Letras, da qual era o Presidente, e aos acadêmicos&#8221;, disse Graça Aranha: “É preciso reformar tudo aquilo, dar vida àquele cemitério. Vocês são moços, são estudantes, agitem a escola. Façam alguma coisa de novo, façam loucuras. Mas procurem espanar os reacionários com aquelas teias de aranha.” E, de repente, a sala de leituras da pequena editora foi, surpreendentemente, substituída pelo Teatro Municipal. René Thiollier, um dos modernistas foi ao Palácio dos Campos Elíseos para falar diretamente com Washington Luís, que imediatamente cedeu o belíssimo teatro ao evento. Formou-se também um comitê com o apoio do escol financeiro e mundano de São Paulo, formado por Alfredo Pujol, Armando Penteado, René Thiollier e Antônio Prado Junior; outros ainda começaram a coleta de dinheiro para a realização do evento, principiando pelos sócios do seleto Automóvel Club. Quer nos boca a bocas, nos murais, nos panfletos ou na imprensa, a propaganda da Semana de Arte Moderna foi feita com um enorme estardalhaço. O “Correio Paulistano”, sob o comando de Menotti del Picchia, acolhe os “avanguardistas” e foi o jornal que melhor cobertura deu ao evento. Já o conservador “O Estado de S. Paulo” publicou a seguinte nota em janeiro: “As colunas da secção livre estão à disposição de todos aqueles que, atacando a Semana de Arte Moderna, defendam o nosso patrimônio artístico”. Entretanto, dobrando-se à enorme tempestade desencadeada, no dia 3 de fevereiro curvou-se e publicou a programação dedicada aos dias 13, 15 e 17: No primeiro dia, “Pintura e Escultura”; no segundo, “Literatura e Poesia” e no terceiro, “Festival da Música”. E A SEMANA aconteceu durante aqueles dias de fevereiro de 1922, tempo de chuvas tormentosas em São Paulo, o que não impediu que multidões disputassem cada canto do Teatro Municipal na “Semana de Arte Moderna de 22”. Quadros, esculturas, desenhos pelos saguões e corredores; conferências, declamações, concertos, danças no palco. Ivone Daumier realizando dança moderna vestida de borboleta; Guiomar Novaes esquecendo em casa Chopin e tocando magistralmente Villa Lobos, Blanchet e Debussy… Para uma assistência animada, que tanto aplaudia quanto vaiava sem parar. Nada do vetusto teatro lembrava aquele momento histórico! Mário de Andrade, Graça Aranha, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade, Afonso Schmidt, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Villa Lobos, Sérgio Millier, John Grass, Zina Aita, Brecheret, todos agradeciam as palmas e as vaias com sorrisos de prazer. Ronald de Carvalho e Renato de Almeida protestavam]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p id="viewer-foo" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Semana de Arte Moderna &#8211; O modernismo europeu antecedera em mais de uma década o nosso pensar moderno. Na verdade, o princípio do século XX coincidira com o colapso da cultura europeia tradicional.</span></p>
<p id="viewer-25lk2" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Tal qual nos dias sombrios em que vivemos, a palavra também parecia desraigada da verdade, as imagens perdiam sua coerência e os símbolos sua transcendência. </span></p>
<p id="viewer-7ca7n" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">O modernismo europeu, entretanto, havia criado para si próprio a negação e o questionamento permanente, substituindo-se o que já fora um dia trocado por algo sempre mais novo e surpreendente. </span></p>
<p id="viewer-29hbv" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">De tal forma que aquilo que se denominou de &#8220;o tempo moderno&#8221; tinha uma mola mestra central: <strong>as formas “tradicionais” das artes, a organização social e a vida cotidiana haviam se tornadas ultrapassadas!</strong></span></p>
<p id="viewer-9fk5v" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Logo, o reexame de cada aspecto da existência humana se tornou um desafio permanente e o encontro das “marcas antigas” para substituí-las por novas formas assinalavam o caminho para o progresso. Na perspectiva europeia do princípio do século, o modernismo significava por um lado, desencanto e desestruturação do homem, por outro, a necessidade de sua reestruturação espiritual.</span></p>
<p id="viewer-3n9lm" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">O moderno chega ao Brasil com o atraso de quase duas décadas.</span></p>
<p id="viewer-8j90k" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Aqui ele expressa tanto um projeto estético de renovação e ruptura com a linguagem tradicional, como aporta certa visão benevolente de uma natureza divinamente revestida e repleta de nossas diversidades regionais, <strong>o que redundava numa perspectiva ufanista de um Brasil idealizado pela intelectualidade urbana.</strong></span></p>
<p id="viewer-6b1e3" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Enquanto a Europa, já ultrapassada sua primeira fase modernista, chafurdava na Primeira Grande Guerra com milhões de mortos, fome e destruição, o Brasil e, principalmente São Paulo, atravessavam uma enorme transformação socioeconômica resultante da industrialização acelerada. </span></p>
<p id="viewer-fm43i" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">E a chegada massiva de imigrantes aportava vivências e exigências de um mundo diferente do paternalismo, do coronelismo de compadrio, do escravagismo e de seus preconceitos, tão entranhados em nossa cultura.</span></p>
<p id="viewer-8lbl6" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr"><strong>O modernismo aqui, portanto, estará inscrito num longo processo histórico e social, que extravasa largamente os limites do estético.</strong></span></p>
<p id="viewer-cf30d" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr"><strong>Interessantíssimo, dizia Mario de Andrade, que ao chegar por nossas terras o movimento modernista não encontrará apoio algum junto aos capitães da indústria.</strong> </span></p>
<p id="viewer-5kaac" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Será uma pequena fração de refinada burguesia de base rural, mais culta e com forte influência francesa, que estimulará tanto político quanto financeiramente os jovens artistas da primeira geração modernista, cujo marco inicial será a <strong>Semana de Arte Moderna.</strong></span></p>
<p><figure id="attachment_10997" aria-describedby="caption-attachment-10997" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10997" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/01/38c36a3f76691313ade1850ea7b15f59.jpg" alt="" width="260" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-10997" class="wp-caption-text">Capa do programa da Semana de Arte Moderna de 1922, autoria de Di Cavalcanti</figcaption></figure></p>
<p id="viewer-478fs" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr"><strong>A Semana de Arte Moderna de 1922</strong></span></p>
<blockquote>
<p id="viewer-d2uk5" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">“Era uma vez um homem chamado Jacinto Silva que, em 1921, tinha uma livraria na Rua 15 de Novembro, em São Paulo, a casa <strong>Editora ‘O Livro’</strong>. Todas as tardes lá se reuniam um poeta, um romancista e um pintor. Guilherme de Almeida, Oswald de Andrade e Di Cavalcanti”. </span></p>
<p id="viewer-9j7bm" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Uma tarde o poeta leu na sala aos fundos da livraria, seu livro daquele ano. Depois outros autores leram outros livros e mais e mais gente foi chegando. Pintores e escultores, inclusive Brecheret, fizeram exposições. Músicos tocaram. Foi quando nasceu a ideia de se fazer, nesse mesmo lugar, uma grande exposição de arte moderna, ilustrada com concertos de música e recitativos de poesias modernas. Tudo moderno, para valer! ” (Carminha de Almeida, 1939).</span></p>
</blockquote>
<p id="viewer-9c0mp" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Di Cavalcanti em “Viagens da minha vida” sustentou que ele sugerira a Paulo Prado, o mecenas filho da riquíssima aristocracia cafeeira de São Paulo, “nossa semana, que seria uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana”.</span></p>
<p id="viewer-alhfb" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Paulo Prado e, posteriormente, Graça Aranha não somente apoiaram, mas alargaram a ideia, este último achando preferível realizá-la em São Paulo do que no Rio, sobretudo porque “na Paulicéia tem um grupo forte de modernistas, não só escritores, mas poetas e artistas plásticos. ”Referindo-se à Academia Brasileira de Letras, da qual era o Presidente, e aos acadêmicos&#8221;, disse Graça Aranha: “É preciso reformar tudo aquilo, dar vida àquele cemitério. Vocês são moços, são estudantes, agitem a escola. Façam alguma coisa de novo, façam loucuras. Mas procurem espanar os reacionários com aquelas teias de aranha.” </span></p>
<p id="viewer-8i7fj" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">E, de repente, a sala de leituras da pequena editora foi, surpreendentemente, substituída pelo <strong>Teatro Municipal</strong>. René Thiollier, um dos modernistas foi ao Palácio dos Campos Elíseos para falar diretamente com Washington Luís, que imediatamente cedeu o belíssimo teatro ao evento. </span></p>
<p id="viewer-6bc8g" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Formou-se também um comitê com o apoio do escol financeiro e mundano de São Paulo, formado por Alfredo Pujol, Armando Penteado, René Thiollier e Antônio Prado Junior; outros ainda começaram a coleta de dinheiro para a realização do evento, principiando pelos sócios do seleto Automóvel Club.</span></p>
<p id="viewer-66n6r" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Quer nos boca a bocas, nos murais, nos panfletos ou na imprensa, a propaganda da Semana de Arte Moderna foi feita com um enorme estardalhaço. </span></p>
<p id="viewer-87drr" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">O “Correio Paulistano”, sob o comando de Menotti del Picchia, acolhe os “avanguardistas” e foi o jornal que melhor cobertura deu ao evento. </span></p>
<p id="viewer-dkoki" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Já o conservador “O Estado de S. Paulo” publicou a seguinte nota em janeiro: “As colunas da secção livre estão à disposição de todos aqueles que, atacando a Semana de Arte Moderna, defendam o nosso patrimônio artístico”. Entretanto, dobrando-se à enorme tempestade desencadeada, no dia 3 de fevereiro curvou-se e publicou a programação dedicada aos dias 13, 15 e 17: </span></p>
<p class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr"><u class="_3zM-5">No primeiro dia, “Pintura e Escultura”; no segundo, “Literatura e Poesia” e no terceiro, “Festival da Música”.</u></span></p>
<p id="viewer-a3sb" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">E A SEMANA aconteceu durante aqueles dias de fevereiro de 1922, tempo de chuvas tormentosas em São Paulo, o que não impediu que multidões disputassem cada canto do Teatro Municipal na “Semana de Arte Moderna de 22”. </span></p>
<p id="viewer-98boh" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Quadros, esculturas, desenhos pelos saguões e corredores; conferências, declamações, concertos, danças no palco. </span></p>
<p id="viewer-eqbom" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Ivone Daumier realizando dança moderna vestida de borboleta; Guiomar Novaes esquecendo em casa Chopin e tocando magistralmente Villa Lobos, Blanchet e Debussy…</span></p>
<p id="viewer-bmcij" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr"><strong>Para uma assistência animada, que tanto aplaudia quanto vaiava sem parar. Nada do vetusto teatro lembrava aquele momento histórico!</strong></span></p>
<p id="viewer-ev8cv" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Mário de Andrade, Graça Aranha, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade, Afonso Schmidt, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Villa Lobos, Sérgio Millier, John Grass, Zina Aita, Brecheret, todos agradeciam as palmas e as vaias com sorrisos de prazer. Ronald de Carvalho e Renato de Almeida protestavam quando ninguém os vaiava. </span></p>
<p id="viewer-92j7d" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">O “Homem Amarelo” de Anita Malfatti atraía o olhar enviesado de muitas senhoras e contam que um senhor mais exaltado, usando a bengala, não se conteve: furou o olho do retrato de Lasar Segall. Tudo isso e muito mais nos reporta a jornalista e “socialite” Carminha de Almeida.</span></p>
<p id="viewer-2br20" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Graça Aranha abriu a Semana com a conferência “Emoção estética na arte moderna”:</span></p>
<p id="viewer-96jr0" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr"><strong>“Da libertação de nosso espírito sairá a alma vitoriosa&#8230; São essas pinturas extravagantes, essas esculturas absurdas, essa música alucinada, essa poesia aérea e desarticulada. Maravilhosa aurora”!</strong></span></p>
<p id="viewer-fjite" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Na Música tivemos performances de Guiomar Novaes, Villa-Lobos, Lucília Villa Lobos, Ernani Braga e Alfredo Gomes. Guiomar Novaes executou ao piano “O ginete do Pierrozinho” e Mário de Andrade comentará: “Villa-Lobos abandona consciente e de forma sistemática seu internacionalismo afrancesado para se tornar a figura máxima da fase nacionalista”.</span></p>
<p id="viewer-7s5b6" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">É bem verdade que a “Semana de Arte Moderna” teve claras influências francesas e italianas, como o Futurismo de Marinetti; no entanto, sem dúvida, ela concentrou os esforços do pensamento nacional e regionalista que tivera como precursores principais <strong>Lima Barreto, Euclides da Cunha e Monteiro Lobato.</strong></span></p>
<p id="viewer-1moc5" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Presentes estiveram esculturas de Brecheret, Leão Veloso e Haarberg. Dentre os pintores modernos destacavam-se Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Ferrignac, Zina Aita, Martins Ribeiro, Goeldi, Graz, Castello. </span></p>
<p id="viewer-952qn" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">A grande ausente no Teatro era Tarsila do Amaral, pois em 1920 ela embarcara para a Europa e somente regressaria após a Semana. </span></p>
<p id="viewer-4rbbc" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Mas a Semana foi realmente um grande escândalo! Declamavam-se poesias sem rima e nem métrica, falando de coisas não poéticas. Mário de Andrade confessa que não sabe como teve coragem de dizer versos sob uma vaia tão barulhenta. Mas foi com Oswald de Andrade com quem a plateia quase veio abaixo com vaias, insultos, impropérios: “Carlos Gomes é horrível”, ele disse na sua costumeira empolgação.</span></p>
<p id="viewer-9ao3" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">No dia 18 de fevereiro, o conservador “O Estado de S. Paulo” estampava: “Na última pagodeira da Semana Futurista foi preciso fechar as galerias para evitar que o palco se enchesse de batatas”. Respondeu-lhe Menotti del Picchia através do “Correio Paulistano”: “Nossa estética é de reação, como tal, guerreira&#8230; Queremos ar, luz, ventiladores, aeroplanos, reivindicações operárias, idealismos, motores, chaminés de fábricas, sangue, velocidade na nossa arte”.</span></p>
<p id="viewer-dm1pr" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Somente no ano seguinte, 1923, aquilo que havia sido tomado pela sociedade e pela Academia como uma “estudantada” ou uma “manifestação exibicionista de jovens artistas”, tornou praticamente impossível o silêncio imposto pelos conservadores. </span></p>
<p id="viewer-a4770" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">E Por volta de 1924 uma “estética modernista” já fora alcançada. E foi quando os anti-modernistas perceberam que o moderno chegara para ficar. </span></p>
<p id="viewer-en8ci" class="mm8Nw _1j-51 _1atvN _1FoOD _3M0Fe _2WrB- _1atvN public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr"><strong>Que os ares de um novo 22 purifiquem e restaurem as esperanças de um NOVO tempo para nosso país! Feliz Ano Novo!</strong></span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="nakfvtwfTd"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/centro-cultural-fiesp-recebe-mostra-sobre-o-modernismo-brasileiro/" target="_blank" rel="noopener">Centro Cultural Fiesp recebe mostra sobre o Modernismo Brasileiro</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Centro Cultural Fiesp recebe mostra sobre o Modernismo Brasileiro&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/centro-cultural-fiesp-recebe-mostra-sobre-o-modernismo-brasileiro/embed/#?secret=yAPvh04kMm#?secret=nakfvtwfTd" data-secret="nakfvtwfTd" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="UoyNj9MijS"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/o-manifesto-antropofagico-de-oswald-de-andrade/" target="_blank" rel="noopener">Manifesto antropofágico de Oswald de Andrade</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Manifesto antropofágico de Oswald de Andrade&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/o-manifesto-antropofagico-de-oswald-de-andrade/embed/#?secret=eNeA6bzid0#?secret=UoyNj9MijS" data-secret="UoyNj9MijS" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="vefH6ksIsa"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/chamada-cobrar-de-50-centavos-para-oswald-de-andrade/" target="_blank" rel="noopener">Chamada a cobrar de 50 centavos para Oswald de Andrade</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Chamada a cobrar de 50 centavos para Oswald de Andrade&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/chamada-cobrar-de-50-centavos-para-oswald-de-andrade/embed/#?secret=CkC3LfGN0o#?secret=vefH6ksIsa" data-secret="vefH6ksIsa" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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