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	<title>Comissão da verdade &#8211; Zona Curva</title>
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	<description>cobertura exclusiva do SXSW no Zona Curva</description>
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	<title>Comissão da verdade &#8211; Zona Curva</title>
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		<title>“Em busca de Anselmo” e a gravidez de Soledad Barrett</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Urariano Mota]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 May 2022 12:48:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ditadura nunca mais]]></category>
		<category><![CDATA[cabo anselmo soledad]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[em busca de anselmo crítica]]></category>
		<category><![CDATA[SOLEDAD BARRET]]></category>
		<category><![CDATA[tortura ditadura militar]]></category>
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					<description><![CDATA[Carlos Alberto Jr. consegue realizar um episódio tão bem realizado com olhos artísticos sobre a infâmia, que o episódio se destaca como um filme autônomo Agora está disponível na HBO Max a série “Em busca de Anselmo” em sua totalidade de cinco episódios. Nela, a face do cabo Anselmo como assassino pago pela ditadura brasileira é provada com imagens, palavras e documentos. Pela primeira vez, um trabalho de investigação cinematográfica e reportagem se faz sem cair no jogo ardiloso do bandido Anselmo, que sempre enganou jornalistas ao ser entrevistado. A série dirigida pelo documentarista Carlos Alberto Jr. é digna de ser conhecida por todos e todas como uma história da ditadura brasileira em imagens. E para o retrato do cabo Anselmo é inescapável a ligação com a sua companheira, a brava Soledad Barrett, que ele entregou para a morte na ditadura. Tive a honra de escrever o livro pioneiro sobre esse crime na minha novela “Soledad no Recife”, e depois, de modo mais amplo, no meu romance “A mais longa duração da juventude”, onde ela e Anselmo aparecem como pessoas com seus nomes reais, ao lado de outros como Jarbas Marques, um dos modelos de personagem para o livro. Jarbas foi um dos 6 mortos na Chacina da Granja São Bento. Na série, no quarto e quinto episódios, vemos as imagens raras do depoimento da advogada Mércia Albuquerque, imagens jamais vistas pelo grande público, no seu depoimento/denúncia na Secretaria da Justiça de Pernambuco. No quarto episódio, ao revê-la em seu papel de mulher corajosa, eu me levantei do sofá e gritei, porque era irreprimível: “Linda!!!”. Mas a sua beleza não vinha da estética do rosto. Vinha do seu heroico ato que a elevou para sempre nos corações de todos. Porque existe uma beleza que não é física, é uma qualidade moral, assim como vemos as soldadas do Exército Vermelho, assim como vemos aquele soldado maravilhoso que põe a bandeira comunista no alto do prédio nazista ao fim da guerra. Assim como é belo Cervantes, desdentado e maneta, ao construir o maior romance de todos os séculos. Linda, falei ali e repito aqui: Mércia era mais que linda, porque seus gestos e ações eram belos. Nesse último episódio de “Em busca de Anselmo”, o cineasta Carlos Alberto Jr. consegue realizar um episódio tão bem realizado com olhos artísticos sobre a infâmia, que o episódio se destaca como um filme autônomo. Nele, desde o começo desse quinto de denúncia, ficamos em choque diante de um Anselmo à vontade em um sítio, tranquilo, feliz, vaidoso como um bom filho da pura, da pura canalhice. O assassino se exibe como um bondoso homem, daquele tipo de cidadão de bem. Poderia ser dito da cena: matou a bravura de patriotas e foi ao paraíso. Mais adiante, colado a seu depoimento de voz serena, vemos ex-policiais, no enterro de Fleury, contando que Anselmo, de fato, dava cursos a eles, treinava-os, que Anselmo era um sábio da pedagogia da ditadura. Corta para o depoimento e a infâmia continua: agora, Anselmo conta que deu palestras para oficiais fascistas no Chile, como profissional, que foi bem pago! E completa com ar de galhofa: eu bem que queria mais um dinheirinho desses. Para concluir sobre as suas mentiras contra a esquerda e por seu trabalho de infiltração e entrega de militantes: “eu fiz um bom trabalho”. Como quem fala: eu fui perfeito. Mas há um outro momento no episódio que devo destacar. É quando Ñasaindy, a filha única de Soledad Barrett, é entrevistada na altura do ano de 2017. Ao responder a uma pergunta sobre a gravidez de Soledad, que Jorge Barrett (seu tio) nega, ela deixou em aberto. Ela não põe em dúvida a existência do depoimento da advogada Mércia Albuquerque. Ñasaindu até discorda de Jorge, irmão de Soledad, sem mencioná-lo, ao dizer que nem sempre o corpo da mulher grávida se modifica a ponto de outras pessoas perceberem no início. E Soledad poderia não ter contado da gravidez para Jorge. Mas a esta altura, a gravidez de Soledad Barrett não pode mais ser posta em dúvida, porque recupero inquestionáveis depoimentos a seguir. Leiam-se as palavras de Genivalda Silva, viúva de José Manoel, um dos executados pela delação do Cabo Anselmo na matança da Granja São Bento. Na Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara, ela declarou: “Poucos meses antes de matarem José Manoel. Então Soledad estava grávida e Anselmo me perguntou se eu conhecia alguém pra fazer um aborto em Soledad. Isso eu digo a vocês de coração, não estou mentindo nem levantando falso testemunho ao Anselmo. E eu falei pra ele: ‘Anselmo’, que eu nem sabia que ela era a esposa dele, eu disse ‘olhe, jamais, se eu soubesse te indicaria alguém pra fazer um aborto por que só quem tem que tirar a vida de um ser humano é Jesus, e mais ninguém. Por isso eu não lhe ensino’. E ele saiu com José Manoel, com o meu marido, com Zezinho, e a Soledad ficou dois dias comigo na minha casa. Mas ela era assim, uma pessoa muito calma, falava uma linguagem que eu não entendia quase nada, até que eu gostei da maneira dela, mas ela era assim no canto dela. Eu preparava o almoço, ela comia, eu preparava a janta, ela comia, mas era uma pessoa assim que não abria a boca pra mim pra comentar nada. Só foi uma coisa que eu perguntei pra ela assim: Você quer perder realmente seu filho? Ela balançou a cabeça, disse ‘não’, e as lágrimas desceram’ ”. Na mesma direção que confirma a gravidez de Soledad Barrett, o militante pernambucano, de nome Karl Marx, falou estas palavras na Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara: “Sempre que a gente estava conversando com o marido, o pseudomarido, pseudocompanheiro, que era o Daniel, sempre que ele estava conversando com a gente, ela estava com minha mãe e com minha cunhada lá na cozinha. E minha cunhada soube que ela estava grávida… Aí foi quando]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="row row-small">
<div id="single-the-title" class="column large-12 small-12 text-center mt-30">
<p style="text-align: right;"><em>Carlos Alberto Jr. consegue realizar um episódio tão bem realizado com olhos artísticos sobre a infâmia, que o episódio se destaca como um filme autônomo</em></p>
</div>
</div>
<p>Agora está disponível na HBO Max a série “Em busca de Anselmo” em sua totalidade de cinco episódios. Nela, a face do cabo Anselmo como assassino pago pela ditadura brasileira é provada com imagens, palavras e documentos. Pela primeira vez, um trabalho de investigação cinematográfica e reportagem se faz sem cair no jogo ardiloso do bandido Anselmo, que sempre enganou jornalistas ao ser entrevistado. A série dirigida pelo documentarista Carlos Alberto Jr. é digna de ser conhecida por todos e todas como uma história da ditadura brasileira em imagens.</p>
<p>E para o retrato do cabo Anselmo é inescapável a ligação com a sua companheira, a brava Soledad Barrett, que ele entregou para a morte na ditadura. Tive a honra de escrever o livro pioneiro sobre esse crime na minha novela “Soledad no Recife”, e depois, de modo mais amplo, no meu romance “A mais longa duração da juventude”, onde ela e Anselmo aparecem como pessoas com seus nomes reais, ao lado de outros como Jarbas Marques, um dos modelos de personagem para o livro. Jarbas foi um dos 6 mortos na Chacina da Granja São Bento.</p>
<figure id="attachment_11995" aria-describedby="caption-attachment-11995" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11995 size-full" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/05/png_20220513_151637_0000.png" alt="soledad barrett" width="800" height="600" /><figcaption id="caption-attachment-11995" class="wp-caption-text">Livros de Urariano Mota (Divulgação)</figcaption></figure>
<p>Na série, no quarto e quinto episódios, vemos as imagens raras do depoimento da advogada Mércia Albuquerque, imagens jamais vistas pelo grande público, no seu depoimento/denúncia na Secretaria da Justiça de Pernambuco. No quarto episódio, ao revê-la em seu papel de mulher corajosa, eu me levantei do sofá e gritei, porque era irreprimível: “Linda!!!”. Mas a sua beleza não vinha da estética do rosto. Vinha do seu heroico ato que a elevou para sempre nos corações de todos. Porque existe uma beleza que não é física, é uma qualidade moral, assim como vemos as soldadas do Exército Vermelho, assim como vemos aquele soldado maravilhoso que põe a bandeira comunista no alto do prédio nazista ao fim da guerra. Assim como é belo Cervantes, desdentado e maneta, ao construir o maior romance de todos os séculos. Linda, falei ali e repito aqui: Mércia era mais que linda, porque seus gestos e ações eram belos.</p>
<p>Nesse último episódio de “Em busca de Anselmo”, o cineasta Carlos Alberto Jr. consegue realizar um episódio tão bem realizado com olhos artísticos sobre a infâmia, que o episódio se destaca como um filme autônomo. Nele, desde o começo desse quinto de denúncia, ficamos em choque diante de um Anselmo à vontade em um sítio, tranquilo, feliz, vaidoso como um bom filho da pura, da pura canalhice. O assassino se exibe como um bondoso homem, daquele tipo de cidadão de bem. Poderia ser dito da cena: matou a bravura de patriotas e foi ao paraíso. Mais adiante, colado a seu depoimento de voz serena, vemos ex-policiais, no enterro de Fleury, contando que Anselmo, de fato, dava cursos a eles, treinava-os, que Anselmo era um sábio da pedagogia da ditadura. Corta para o depoimento e a infâmia continua: agora, Anselmo conta que deu palestras para oficiais fascistas no Chile, como profissional, que foi bem pago! E completa com ar de galhofa: eu bem que queria mais um dinheirinho desses.</p>
<p>Para concluir sobre as suas mentiras contra a esquerda e por seu trabalho de infiltração e entrega de militantes: “eu fiz um bom trabalho”. Como quem fala: eu fui perfeito.</p>
<p>Mas há um outro momento no episódio que devo destacar. É quando Ñasaindy, a filha única de Soledad Barrett, é entrevistada na altura do ano de 2017. Ao responder a uma pergunta sobre a gravidez de Soledad, que Jorge Barrett (seu tio) nega, ela deixou em aberto. Ela não põe em dúvida a existência do depoimento da advogada Mércia Albuquerque. Ñasaindu até discorda de Jorge, irmão de Soledad, sem mencioná-lo, ao dizer que nem sempre o corpo da mulher grávida se modifica a ponto de outras pessoas perceberem no início. E Soledad poderia não ter contado da gravidez para Jorge. Mas a esta altura, a gravidez de Soledad Barrett não pode mais ser posta em dúvida, porque recupero inquestionáveis depoimentos a seguir.</p>
<p>Leiam-se as palavras de Genivalda Silva, viúva de José Manoel, um dos executados pela delação do Cabo Anselmo na matança da Granja São Bento. Na Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara, ela declarou:</p>
<figure id="attachment_11997" aria-describedby="caption-attachment-11997" style="width: 470px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-11997" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/05/606d1efe9ad402f8315c3645042fb836.jpg" alt="" width="470" height="230" /><figcaption id="caption-attachment-11997" class="wp-caption-text">Genivalda Silva em depoimento para a Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (Reprodução)</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Poucos meses antes de matarem José Manoel. Então Soledad estava grávida e Anselmo me perguntou se eu conhecia alguém pra fazer um aborto em Soledad. Isso eu digo a vocês de coração, não estou mentindo nem levantando falso testemunho ao Anselmo. E eu falei pra ele: ‘Anselmo’, que eu nem sabia que ela era a esposa dele, eu disse ‘olhe, jamais, se eu soubesse te indicaria alguém pra fazer um aborto por que só quem tem que tirar a vida de um ser humano é Jesus, e mais ninguém. Por isso eu não lhe ensino’. E ele saiu com José Manoel, com o meu marido, com Zezinho, e a Soledad ficou dois dias comigo na minha casa. Mas ela era assim, uma pessoa muito calma, falava uma linguagem que eu não entendia quase nada, até que eu gostei da maneira dela, mas ela era assim no canto dela. Eu preparava o almoço, ela comia, eu preparava a janta, ela comia, mas era uma pessoa assim que não abria a boca pra mim pra comentar nada. Só foi uma coisa que eu perguntei pra ela assim:</p>
<p>Você quer perder realmente seu filho? Ela balançou a cabeça, disse ‘não’, e as lágrimas desceram’ ”.</p></blockquote>
<p>Na mesma direção que confirma a gravidez de Soledad Barrett, o militante pernambucano, de nome Karl Marx, falou estas palavras na Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara:</p>
<blockquote><p>“Sempre que a gente estava conversando com o marido, o pseudomarido, pseudocompanheiro, que era o Daniel, sempre que ele estava conversando com a gente, ela estava com minha mãe e com minha cunhada lá na cozinha. E minha cunhada soube que ela estava grávida… Aí foi quando ela disse que estava grávida. Isso eu tenho certeza absoluta. Ela estava grávida”.</p></blockquote>
<p>Aos depoimentos públicos acima, junta-se de modo mais eloquente a palavra de Nadejda Marques, filha única de Jarbas Marques, um dos seis militantes socialistas mortos no Recife. Hoje, Nadejda Marques é doutora em Direitos Humanos e Desenvolvimento. Nos dias do carnaval de 2018, conversei com ela. E pude ver o que não queria, nem imaginava. Aqui vai resumido, nos limites permitidos, o seu depoimento:</p>
<blockquote><p>“Soledad se queixou de gravidez à minha mãe. Tanto minha mãe quanto minha avó viram o casal, mais de uma vez. Por exemplo, em um encontro, Soledad estava enjoada e vomitava por causa da gravidez. Estavam presentes minha mãe, tia, Soledad e Pauline…</p>
<p>Minha mãe me falou que ela e Soledad iam à praia juntas, que Soledad parecia feliz com a gravidez, que era bonita e elegante. Soledad Barrett me presenteou uma roupinha de bebê. Ela era uma pessoa doce e amável”.</p></blockquote>
<figure id="attachment_12124" aria-describedby="caption-attachment-12124" style="width: 300px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-12124" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/wp-content/uploads/2022/05/soledad-barrett-300x300.jpg" alt="soledad barrett" width="300" height="300" /><figcaption id="caption-attachment-12124" class="wp-caption-text">A ativista política paraguaia Soledad Barrett Viedma, assassinada pela ditadura militar (Fonte: Diálogos do Sul)</figcaption></figure>
<p>Agora vem a crueldade que a memória não sepulta:</p>
<blockquote><p>“A minha avó Rosália, mãe de Jarbas Marques, conseguiu entrar no necrotério com Mércia. Dona Rosália, entre os vários trabalhos que tinha, era também enfermeira. Ela conhecia a pessoa de Soledad. Minha avó sempre contava o que viu no fatídico janeiro de 1973. Meu pai, com marcas de tortura pelo corpo tinha marcas de estrangulamento no pescoço e água nos pulmões compatíveis com o resultado da tortura por afogamento. Os tiros no peito e na cabeça foram dados após sua morte. O corpo de Soledad, ensanguentado ainda, tinha restos de placenta e um feto dentro de um balde improvisado”.</p>
<p>Em resumo, tanto quiseram desmerecer a denúncia da advogada Mércia Albuquerque, mas a história afinal lhe dá razão e comprova o que ela uma vez falou: “Soledad estava com os olhos muito abertos, com uma expressão muito grande de terror. Eu fiquei horrorizada. Como Soledad estava em pé, com os braços ao lado do corpo, eu tirei a minha anágua e coloquei no pescoço dela. O que mais me impressionou foi o sangue coagulado em grande quantidade. Eu tenho a impressão de que ela foi morta e ficou deitada, e a trouxeram depois, e o sangue, quando coagulou, ficou preso nas pernas, porque era uma quantidade grande. O feto estava lá nos pés dela. Não posso saber como foi parar ali, ou se foi ali mesmo no necrotério que ele caiu, que ele nasceu, naquele horror”.</p></blockquote>
<p>Em relação a Soledad Barrett, a história ainda está rolando os dados.</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="9frI5iygTZ"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/ditadura-nunca-mais-com-urariano-mota/" target="_blank" rel="noopener">Ditadura Nunca Mais com Urariano Mota</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Ditadura Nunca Mais com Urariano Mota&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/ditadura-nunca-mais-com-urariano-mota/embed/#?secret=Jv7hirqxiq#?secret=9frI5iygTZ" data-secret="9frI5iygTZ" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="z5ulBwDlow"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/cabo-anselmo-na-serie-em-busca-de-anselmo/" target="_blank" rel="noopener">Cabo Anselmo na série “Em busca de Anselmo”</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Cabo Anselmo na série “Em busca de Anselmo”&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/cabo-anselmo-na-serie-em-busca-de-anselmo/embed/#?secret=tcwS1pRtQm#?secret=z5ulBwDlow" data-secret="z5ulBwDlow" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="vvEMq6fZit"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/cabo-anselmo-no-seu-obituario/" target="_blank" rel="noopener">Cabo Anselmo no seu obituário</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Cabo Anselmo no seu obituário&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/cabo-anselmo-no-seu-obituario/embed/#?secret=FDNLcpEyFQ#?secret=vvEMq6fZit" data-secret="vvEMq6fZit" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Ministério Público de São Paulo denuncia legista Harry Shibata por ocultar assassinato da ditadura</title>
		<link>https://zonacurva.com.br/ministerio-publico-de-sao-paulo-denuncia-legista-harry-shibata-por-ocultar-assassinato-da-ditadura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando do Valle]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2016 19:15:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ditadura nunca mais]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Alberto Brilhante Ustra]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar vítimas]]></category>
		<category><![CDATA[Doi-Codi]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 64]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Shibata]]></category>
		<category><![CDATA[Helber José Gomes Goulart]]></category>
		<category><![CDATA[tortura ditadura]]></category>
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					<description><![CDATA[por Fernando do Valle O Ministério Público Federal em São Paulo ofereceu na última semana nova denúncia contra o legista aposentado Harry Shibata, acusado de forjar laudo necroscópico de Helber José Gomes Goulart, da ALN, morto pelo Doi-Codi em julho de 1973. Segundo a acusação, o médico deliberadamente ignorou visíveis lesões de tortura no pescoço e na cabeça do corpo do militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), assassinado por agentes do Doi-Codi comandados por Carlos Alberto Brilhante Ustra. Em abril deste ano, o MPF de São Paulo havia denunciado Shibata por forjar outro laudo, desta vez a respeito da morte do militante político Yoshitane Fujimori em 1970. Passados quase 43 anos da ação militar que resultou na morte de Goulart, até hoje pairam dúvidas sobre o episódio. Segundo a versão do Doi-Codi, agentes daquele destacamento rondavam as imediações do Museu do Ipiranga quando encontraram a vítima em atitude suspeita. Goulart teria sacado o revólver e atirou contra os agentes, que revidaram, atingindo-o, resultando em sua morte. Romeu Tuma, chefe do Departamento do Departamento de Ordem Política e Social, anotou em requisição de exame necroscópico, ao IML que Helber foi morto às 16h de 16 de julho de 1973, mas a entrada de seu corpo no necrotério ocorreu 8h antes. Além disso, depoimentos de ex-presos políticos apontam que o militante da ALN havia sido preso antes e foi visto no Doi-Codi com a cabeça enfaixada, tendo, portanto, sido internado no Hospital Geral do Exército de São Paulo, no Cambuci. Além disso, estudos sobre o laudo necroscópico realizados a pedido da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e pelo Ministério Público Federal, no curso do procedimento que resultou na denúncia, concluíram que Goulart foi alvejado com tiros feitos de cima para baixo em sua direção, como se ele estivesse deitado ou ajoelhado. O militante também recebeu tiros no antebraço, sinal de que tentou, em vão, se defender. O laudo solicitado pelo MPF foi produzido pelo mesmo Instituto Médico Legal de São Paulo onde Shibata trabalhou por muitos anos, como um dos legistas de confiança da repressão. Ambos os laudos apontam equimoses na cabeça e no pescoço de Goulart, visíveis em fotos do cadáver, que foram ignoradas no laudo necroscópico subscrito por Shibata e Orlando José de Bastos Brandão (já falecido). O mineiro Helber José Gomes Goulart nasceu na cidade de Mariana em 19 de setembro de 1944 e era filho de um militante comunista. Ele começou a trabalhar aos 11 anos de idade e estudou até o segundo colegial, quando mudou-se para São Paulo em busca de melhores oportunidades. Ele começou a militância política cedo, junto com o pai, no PCB. Em 1964, por conta do golpe militar, passou a ser perseguido e respondeu a processo na Auditoria Militar de Juiz de Fora. Depois de militar na Corrente, chegou à ALN e, em 1971, quando a organização começava a se desmantelar, Goulart, já clandestino, é deslocado para São Paulo, onde foi assassinado. Enterrado no Cemitério de Perus, seu corpo só foi identificado 19 anos depois, após a descoberta da vala clandestina. A procuradora da República Ana Letícia Absy, autora da denúncia, pede a condenação de Shibata pelo crime de falsificação de documento público, cuja pena é de 1 a 5 anos, com o agravante de que o crime foi praticado para ocultar crime praticado por outra pessoa e garantir a impunidade. Leia a íntegra da denúncia do Ministério Público. Com informações da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Estado de São Paulo. https://urutaurpg.com.br/siteluis/em-1970-os-tupamaros-de-mujica-contra-dan-mitrione-o-mestre-da-tortura/ Rubem Fonseca e o silêncio que não apaga o passado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>por Fernando do Valle</strong></p>
<p>O Ministério Público Federal em São Paulo ofereceu na última semana nova denúncia contra o legista aposentado Harry Shibata, acusado de forjar laudo necroscópico de Helber José Gomes Goulart, da ALN, morto pelo Doi-Codi em julho de 1973. Segundo a acusação, o médico deliberadamente ignorou visíveis lesões de tortura no pescoço e na cabeça do corpo do militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), assassinado por agentes do Doi-Codi comandados por Carlos Alberto Brilhante Ustra. Em abril deste ano, o MPF de São Paulo havia denunciado Shibata por forjar outro laudo, desta vez a respeito da morte do militante político Yoshitane Fujimori em 1970.</p>
<p>Passados quase 43 anos da ação militar que resultou na morte de Goulart, até hoje pairam dúvidas sobre o episódio. Segundo a versão do Doi-Codi, agentes daquele destacamento rondavam as imediações do Museu do Ipiranga quando encontraram a vítima em atitude suspeita. Goulart teria sacado o revólver e atirou contra os agentes, que revidaram, atingindo-o, resultando em sua morte.</p>
<figure id="attachment_4584" aria-describedby="caption-attachment-4584" style="width: 699px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2016/06/15-de-junho-harry-shibata-tortura-ditadura-militar-foto-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-4584" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2016/06/15-de-junho-harry-shibata-tortura-ditadura-militar-foto-1.jpg" alt="harry shibata ditadura militar " width="699" height="420" /></a><figcaption id="caption-attachment-4584" class="wp-caption-text">O legista Harry Shibata é denunciado por forjar laudos no período da ditadura militar</figcaption></figure>
<p>Romeu Tuma, chefe do Departamento do Departamento de Ordem Política e Social, anotou em requisição de exame necroscópico, ao IML que Helber foi morto às 16h de 16 de julho de 1973, mas a entrada de seu corpo no necrotério ocorreu 8h antes. Além disso, depoimentos de ex-presos políticos apontam que o militante da ALN havia sido preso antes e foi visto no Doi-Codi com a cabeça enfaixada, tendo, portanto, sido internado no Hospital Geral do Exército de São Paulo, no Cambuci.</p>
<p>Além disso, estudos sobre o laudo necroscópico realizados a pedido da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e pelo Ministério Público Federal, no curso do procedimento que resultou na denúncia, concluíram que Goulart foi alvejado com tiros feitos de cima para baixo em sua direção, como se ele estivesse deitado ou ajoelhado.</p>
<p>O militante também recebeu tiros no antebraço, sinal de que tentou, em vão, se defender. O laudo solicitado pelo MPF foi produzido pelo mesmo Instituto Médico Legal de São Paulo onde Shibata trabalhou por muitos anos, como um dos legistas de confiança da repressão. Ambos os laudos apontam equimoses na cabeça e no pescoço de Goulart, visíveis em fotos do cadáver, que foram ignoradas no laudo necroscópico subscrito por Shibata e Orlando José de Bastos Brandão (já falecido).</p>
<p>O mineiro Helber José Gomes Goulart nasceu na cidade de Mariana em 19 de setembro de 1944 e era filho de um militante comunista. Ele começou a trabalhar aos 11 anos de idade e estudou até o segundo colegial, quando mudou-se para São Paulo em busca de melhores oportunidades.</p>
<figure id="attachment_4585" aria-describedby="caption-attachment-4585" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2016/06/15-de-junho-Helber-José-Gomes-Goulart-harry-shibata-tortura-ditadura-militar-foto-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-4585" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2016/06/15-de-junho-Helber-José-Gomes-Goulart-harry-shibata-tortura-ditadura-militar-foto-2.jpg" alt="Helber-José-Gomes Goulart vítimas ditadura militar" width="398" height="500" /></a><figcaption id="caption-attachment-4585" class="wp-caption-text">O militante Helber José Gomes Goulart, assassinado por agentes da ditadura militar em 1973</figcaption></figure>
<p>Ele começou a militância política cedo, junto com o pai, no PCB. Em 1964, por conta do golpe militar, passou a ser perseguido e respondeu a processo na Auditoria Militar de Juiz de Fora. Depois de militar na Corrente, chegou à ALN e, em 1971, quando a organização começava a se desmantelar, Goulart, já clandestino, é deslocado para São Paulo, onde foi assassinado. Enterrado no Cemitério de Perus, seu corpo só foi identificado 19 anos depois, após a descoberta da vala clandestina.</p>
<p>A procuradora da República Ana Letícia Absy, autora da denúncia, pede a condenação de Shibata pelo crime de falsificação de documento público, cuja pena é de 1 a 5 anos, com o agravante de que o crime foi praticado para ocultar crime praticado por outra pessoa e garantir a impunidade.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Leia a íntegra da denúncia do Ministério Público.</strong></p>
<p><strong>Com informações da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Estado de São Paulo.</strong></p>
<p>https://urutaurpg.com.br/siteluis/em-1970-os-tupamaros-de-mujica-contra-dan-mitrione-o-mestre-da-tortura/</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="iHLQ1vZDqk"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/rubem-fonseca-e-o-silencio-que-nao-apaga-o-passado/" target="_blank" rel="noopener">Rubem Fonseca e o silêncio que não apaga o passado</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Rubem Fonseca e o silêncio que não apaga o passado&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/rubem-fonseca-e-o-silencio-que-nao-apaga-o-passado/embed/#?secret=46Di6eBZwb#?secret=iHLQ1vZDqk" data-secret="iHLQ1vZDqk" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>A morte de Vladimir Herzog e o Brasil que não queremos</title>
		<link>https://zonacurva.com.br/a-morte-de-vladimir-herzog-e-o-brasil-que-nao-queremos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando do Valle]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2015 01:26:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ditadura nunca mais]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 64]]></category>
		<category><![CDATA[vítimas ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Herzog]]></category>
		<category><![CDATA[vladimir herzog missa]]></category>
		<category><![CDATA[vladimir Herzog morte]]></category>
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					<description><![CDATA[Bem-vindo ao Fatos da Zona, onde adaptamos icônicos textos do site do Zonacurva Mídia Livre. Explore a extraordinária vida de Vladimir Herzog, ícone da luta pela justiça e liberdade no Brasil durante a ditadura militar. Neste vídeo, mergulhamos nos momentos cruciais de sua trajetória e em seu compromisso incansável com a verdade e a democracia. &#160; por Fernando do Valle Vladimir Herzog &#8211; Noite de 24 de outubro de 1975, agentes da ditadura chegam à redação da TV Cultura com a ordem de levar o diretor de jornalismo da TV Cultura, Vladimir Herzog, para depor sobre suas ligações com o PCB – Partido Comunista Brasileiro no II Exército. Iniciou-se ali uma negociação entre os jornalistas da redação e os agentes para que Herzog se apresentasse no dia seguinte. Os policiais aceitaram o acordo e um jornalista comprometeu-se a acompanhar Herzog no outro dia até as instalações militares, esse jornalista inclusive dormiu na casa do diretor da TV Cultura. Se tivesse descumprido esse acordo e escapado na madrugada, Herzog não teria sido torturado até a morte no dia 25 de outubro de 1975, ele tinha apenas 38 anos. A brutal morte do jornalista indignou parte da sociedade civil contra o regime e tornou Herzog símbolo da liberdade de pensamento e de imprensa no país. A nomeação de Herzog como diretor do canal de televisão pública do Estado de São Paulo pelo secretário de Cultura José Mindlin foi aprovada pelos órgãos de segurança do regime militar e pelo governador Paulo Egydio antes de sua contratação. Mesmo assim, a chamada linha dura do governo militar fazia campanha com a conhecida cantilena de “infiltração esquerdista” contra a equipe liderada por Herzog através do jornalista Claudio Marques, do Shopping News, praticamente porta-voz dos setores de informação do governo. LEIA TAMBÉM &#8220;10 músicas contra a ditadura militar&#8221;  Vladimir Herzog nasceu Vlado Herzog em 27 de junho de 1937 em Osijek, hoje a quarta maior cidade da Croácia e morreu há 40 anos, em 25 de outubro de 1975. O apoio da grande mídia ao golpe de 64 O momento político da morte do jornalista foi marcado por uma disputa pelo poder entre a linha dura do exército e setores da ditadura que pretendiam estabelecer certo diálogo com a sociedade civil. Três meses depois de Herzog, em janeiro de 1976, o metalúrgico Manoel Fiel Filho também foi assassinado pelo governo e o ditador Geisel destituiu o comandante do II Exército, general Ednardo D’Ávila Mello, um dos principais líderes da chamada linha dura entre os militares. Políticos também insuflavam os militares da linha dura para a perseguição aos jornalistas da TV Cultura. O deputado da ARENA (partido do governo), José Maria Marin, que atualmente está preso na Suíça por corrupção como dirigente de futebol, pediu um aparte ao discurso do deputado do mesmo partido, Wadih Helu, futuro presidente do Corinthians, na Assembleia Legislativa de São Paulo e exigiu “providências aos órgãos competentes em relação ao que está acontecendo no canal 2 [TV Cultura…]”, que, segundo ele “sofria infiltração de elementos comunistas”. Este blog já abordou a trajetória da triste figura José Maria Marin. Episódio narrado no livro Bendito Maldito, ótima biografia de Plínio Marcos escrita por Oswaldo Mendes, mostra o nível da truculência dos militares. O diretor Ademar Guerra enfureceu um coronel ao escalar o “subversivo” Plínio como São Francisco de Assis em um teleteatro produzido na TV Cultura. Guerra relembra o tumulto naquele 24 de outubro no departamento de jornalismo da emissora: “o clima era de muito medo”. No meio desse clima de incerteza, ele lembra no livro que “alguém disse que um coronel do 2º Exército tinha telefonado à minha procura”. O diálogo de Guerra com o coronel: &#8211; Por que o senhor está fazendo a história de São Francisco? &#8211; Porque é uma história bonita, a história de um santo&#8230; &#8211; Mas é perigoso&#8230; &#8211; O que há de perigoso na história de um santo, coronel? Quer que eu mande o texto para o senhor ler? &#8211; Não quero ler nada, não.  Ademar Guerra escapou da brutalidade que vitimou Herzog. O jornalista Leandro Konder, amigo do jornalista assassinado e também detido pelos militares, não e também foi torturado. Ele relata o sofrimento de Vlado nas mãos dos torturadores do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações &#8211; Centro de Operações de Defesa Interna): “podíamos ouvir nitidamente os gritos, primeiro do interrogador, depois, de Vladimir, e ouvimos quando o interrogador pediu que lhe trouxessem “pimentinha” [máquina de choques elétricos para tortura] e solicitou ajuda de uma equipe de torturadores. Alguém ligou o rádio e os gritos de Vladimir confundiam-se com o som do rádio. Lembro-me bem que durante essa fase, o rádio dava notícia de que Franco [ditador espanhol] havia recebido a extrema-unção, e o fato me ficou gravado, pois naquele mesmo momento Vladimir estava sendo torturado e gritava. A partir de um determinado momento, o som da voz de Vladimir se modificou, como se tivessem introduzido coisa em sua boca; sua voz ficou abafada como se lhe tivessem posto uma mordaça. Mais tarde, os ruídos cessaram” (trecho do depoimento de Leandro Konder no livro “Brasil nunca mais”).   Não satisfeitos, os agentes da ditadura forjaram a cena de um suposto suicídio de Vlado “em um surto de arrependimento”, a foto divulgada pelos órgãos de repressão ainda mostra um bilhete rasgado com “a confissão de seu envolvimento com os comunistas”. Amigos, familiares e a comunidade judaica não aceitaram a inverossímil versão do governo sobre a morte do jornalista, que era judeu, e o enterraram no centro da Sociedade Cemitério Israelita. Pela tradição dos judeus, os suicidas são enterrados em uma área específica. A imprensa alternativa teve papel importante para desmontar a versão oficial do governo. O jornalista Mylton Severiano relata no documentário Resistir é Preciso como ele, Narciso Kalili e Hamilton Almeida Filho produziram uma detalhada matéria de 8 páginas sobre o assassinato de Vlado para o jornal EX-. O título foi retirado do Hino à República: “Liberdade Liberdade abre as asas sobre nós”. A edição de 50 mil exemplares esgotou]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bem-vindo ao Fatos da Zona, onde adaptamos icônicos textos do site do Zonacurva Mídia Livre.</p>
<p>Explore a extraordinária vida de Vladimir Herzog, ícone da luta pela justiça e liberdade no Brasil durante a ditadura militar.</p>
<p>Neste vídeo, mergulhamos nos momentos cruciais de sua trajetória e em seu compromisso incansável com a verdade e a democracia.</p>
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="A morte de Vladimir Herzog e o Brasil que não queremos  - Fatos da Zona EP 17" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/5nVwVdXdJIY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">por Fernando do Valle</p>
<p>Vladimir Herzog &#8211; Noite de 24 de outubro de 1975, agentes da ditadura chegam à redação da TV Cultura com a ordem de levar o diretor de jornalismo da TV Cultura, Vladimir Herzog, para depor sobre suas ligações com o PCB – Partido Comunista Brasileiro no II Exército. Iniciou-se ali uma negociação entre os jornalistas da redação e os agentes para que Herzog se apresentasse no dia seguinte.</p>
<p>Os policiais aceitaram o acordo e um jornalista comprometeu-se a acompanhar Herzog no outro dia até as instalações militares, esse jornalista inclusive dormiu na casa do diretor da TV Cultura. Se tivesse descumprido esse acordo e escapado na madrugada, Herzog não teria sido torturado até a morte no dia 25 de outubro de 1975, ele tinha apenas 38 anos. A brutal morte do jornalista indignou parte da sociedade civil contra o regime e tornou Herzog símbolo da liberdade de pensamento e de imprensa no país.</p>
<p>A nomeação de Herzog como diretor do canal de televisão pública do Estado de São Paulo pelo secretário de Cultura José Mindlin foi aprovada pelos órgãos de segurança do regime militar e pelo governador Paulo Egydio antes de sua contratação. Mesmo assim, a chamada linha dura do governo militar fazia campanha com a conhecida cantilena de “infiltração esquerdista” contra a equipe liderada por Herzog através do jornalista Claudio Marques, do Shopping News, praticamente porta-voz dos setores de informação do governo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.zonacurva.com.br/10-musicas-contra-a-ditadura-militar/">LEIA TAMBÉM &#8220;10 músicas contra a ditadura militar&#8221; </a></p>
</blockquote>
<figure id="attachment_3834" aria-describedby="caption-attachment-3834" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/24-de-outubro-vladimir-herzog-foto-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-3834" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/24-de-outubro-vladimir-herzog-foto-1-1024x696.jpg" alt="vladimir herzog morte" width="650" height="441" /></a><figcaption id="caption-attachment-3834" class="wp-caption-text">O jornalista Vladimir Herzog, morto sob tortura no DOI-CODI</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><em>Vladimir Herzog nasceu Vlado Herzog em 27 de junho de 1937 em Osijek, hoje a quarta maior cidade da Croácia e morreu há 40 anos, em 25 de outubro de 1975.</em></p>
</blockquote>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="GsQc77b7hN"><p><a href="https://zonacurva.com.br/o-apoio-da-grande-midia-ao-golpe-de-64/">O apoio da grande mídia ao golpe de 64</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;O apoio da grande mídia ao golpe de 64&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://zonacurva.com.br/o-apoio-da-grande-midia-ao-golpe-de-64/embed/#?secret=dJm6ZQ6WAs#?secret=GsQc77b7hN" data-secret="GsQc77b7hN" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>O momento político da morte do jornalista foi marcado por uma disputa pelo poder entre a linha dura do exército e setores da ditadura que pretendiam estabelecer certo diálogo com a sociedade civil. Três meses depois de Herzog, em janeiro de 1976, o metalúrgico Manoel Fiel Filho também foi assassinado pelo governo e o ditador Geisel destituiu o comandante do II Exército, general Ednardo D’Ávila Mello, um dos principais líderes da chamada linha dura entre os militares.</p>
<p>Políticos também insuflavam os militares da linha dura para a perseguição aos jornalistas da TV Cultura. O deputado da ARENA (partido do governo), José Maria Marin, que atualmente está preso na Suíça por corrupção como dirigente de futebol, pediu um aparte ao discurso do deputado do mesmo partido, Wadih Helu, futuro presidente do Corinthians, na Assembleia Legislativa de São Paulo e exigiu “providências aos órgãos competentes em relação ao que está acontecendo no canal 2 [TV Cultura…]”, que, segundo ele “sofria infiltração de elementos comunistas”.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><a href="http://zonacurva.com.br/ja-passou-da-hora-de-jose-maria-marin-pendurar-chuteiras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este blog já abordou a trajetória da triste figura José Maria Marin.</a></p>
</blockquote>
<p>Episódio narrado no livro <em>Bendito Maldito</em>, ótima biografia de Plínio Marcos escrita por Oswaldo Mendes, mostra o nível da truculência dos militares. O diretor Ademar Guerra enfureceu um coronel ao escalar o “subversivo” Plínio como São Francisco de Assis em um teleteatro produzido na TV Cultura.</p>
<p>Guerra relembra o tumulto naquele 24 de outubro no departamento de jornalismo da emissora: “o clima era de muito medo”. No meio desse clima de incerteza, ele lembra no livro que “alguém disse que um coronel do 2º Exército tinha telefonado à minha procura”. O diálogo de Guerra com o coronel:</p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; Por que o senhor está fazendo a história de São Francisco?</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; Porque é uma história bonita, a história de um santo&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; Mas é perigoso&#8230;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; O que há de perigoso na história de um santo, coronel? Quer que eu mande o texto para o senhor ler?</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; Não quero ler nada, não.</em></p>
<p> Ademar Guerra escapou da brutalidade que vitimou Herzog. O jornalista Leandro Konder, amigo do jornalista assassinado e também detido pelos militares, não e também foi torturado. Ele relata o sofrimento de Vlado nas mãos dos torturadores do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações &#8211; Centro de Operações de Defesa Interna):</p>
<p style="text-align: right;"><em>“podíamos ouvir nitidamente os gritos, primeiro do interrogador, depois, de Vladimir, e ouvimos quando o interrogador pediu que lhe trouxessem “pimentinha” </em><em>[máquina de choques elétricos para tortura] e solicitou ajuda de uma equipe de torturadores. Alguém ligou o rádio e os gritos de Vladimir confundiam-se com o som do rádio. Lembro-me bem que durante essa fase, o rádio dava notícia de que Franco </em>[ditador espanhol] <em>havia recebido a extrema-unção, e o fato me ficou gravado, pois naquele mesmo momento Vladimir estava sendo torturado e gritava. A partir de um determinado momento, o som da voz de Vladimir se modificou, como se tivessem introduzido coisa em sua boca; sua voz ficou abafada como se lhe tivessem posto uma mordaça. Mais tarde, os ruídos cessaram”</em></p>
<p style="text-align: right;">(trecho do depoimento de Leandro Konder no livro “Brasil nunca mais”).<em>  </em></p>
<p>Não satisfeitos, os agentes da ditadura forjaram a cena de um suposto suicídio de Vlado “em um surto de arrependimento”, a foto divulgada pelos órgãos de repressão ainda mostra um bilhete rasgado com “a confissão de seu envolvimento com os comunistas”.</p>
<figure id="attachment_3835" aria-describedby="caption-attachment-3835" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/24-de-outubro-vlado-herzog-morte-foto-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3835" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/24-de-outubro-vlado-herzog-morte-foto-2.jpg" alt="ditadura militar" width="550" height="827" /></a><figcaption id="caption-attachment-3835" class="wp-caption-text">Militares forjam a cena do suicídio de Vlado</figcaption></figure>
<p>Amigos, familiares e a comunidade judaica não aceitaram a inverossímil versão do governo sobre a morte do jornalista, que era judeu, e o enterraram no centro da Sociedade Cemitério Israelita. Pela tradição dos judeus, os suicidas são enterrados em uma área específica.</p>
<p>A imprensa alternativa teve papel importante para desmontar a versão oficial do governo. O jornalista Mylton Severiano relata no documentário <strong>Resistir é Preciso</strong><strong> </strong>como ele, Narciso Kalili e Hamilton Almeida Filho produziram uma detalhada matéria de 8 páginas sobre o assassinato de Vlado para o jornal <em>EX-</em>. O título foi retirado do Hino à República: “Liberdade Liberdade abre as asas sobre nós”. A edição de 50 mil exemplares esgotou rapidamente e outra foi impressa.</p>
<figure id="attachment_3836" aria-describedby="caption-attachment-3836" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/24-de-outubro-capa-ex-morte-vlado-herzog.gif"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3836" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/24-de-outubro-capa-ex-morte-vlado-herzog.gif" alt="vítimas ditadura militar" width="350" height="459" /></a><figcaption id="caption-attachment-3836" class="wp-caption-text">A capa histórica do jornal alternativo EX-</figcaption></figure>
<p>Outro veículo, o <em>Versus</em>, que marcou a imprensa alternativa do final dos anos 70, foi fundado pelo jornalista gaúcho Marcos Faerman sob o clima de mobilização da imprensa independente que sucedeu a morte de Herzog. Por coincidência, a primeira edição do jornal foi impressa no momento em que Herzog era torturado pelos militares.</p>
<figure id="attachment_3837" aria-describedby="caption-attachment-3837" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/23-de-outubro-vladimir-herzog-foto-4.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3837" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/23-de-outubro-vladimir-herzog-foto-4.jpeg" alt="velório vlado herzog" width="635" height="426" /></a><figcaption id="caption-attachment-3837" class="wp-caption-text">A fotógrafa Elvira Alegre, do jornal EX- registra o desespero de Audálio Dantas, presidente do Sindicato de Jornalistas do Estado de São Paulo, no velório de Vladimir Herzog. A foto só foi publicada anos mais tarde e não integrou a matéria do EX-</figcaption></figure>
<p>Seis dias após a morte, a missa em memória de Vlado tornou-se um verdadeiro protesto contra os arbítrios do regime militar. O arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns dividiu o culto ecumênico em 31 de outubro de 1975 na Catedral da Sé com o rabino Henry Sobel e o reverendo protestante James Wright. Mais de 8 mil pessoas enfrentaram o medo e lotaram as escadarias da catedral e as ruas vizinhas da Praça da Sé. A repressão enviou quinhentos policiais para monitorar o ato.</p>
<p>Em 1979, a Justiça brasileira condenou a União pelo assassinato de Vlado. Apenas em 2013, a família teve nas mãos uma nova certidão de óbito, na qual a morte foi registrada como resultado de “lesões e maus tratos” infligidos no “II Exército (DOI-CODI)”.</p>
<p>Ainda na infância, o destino de Vlado havia sido marcado por outro regime totalitário, o da Alemanha nazista. Sua família judaica teve que fugir de Osijek, na época Iugoslávia (hoje Croácia) para escapar do antissemitismo imposto pela Alemanha no país. O país escolhido foi a Itália, os avós maternos do jornalista não conseguiram escapar e foram mortos em Auschwitz. Com o recrudescimento da guerra, a família resolveu abandonar a Europa e desembarcou de navio no Rio de Janeiro.</p>
<p>Na década de 50, Vlado estudou Filosofia na USP e na década posterior, trabalhou em alguns documentários. Ele conhecera em 1962 a estudante de ciências sociais Clarice Chaves, com quem se casaria em fevereiro de 1964, com quem teve dois filhos.</p>
<figure id="attachment_3838" aria-describedby="caption-attachment-3838" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/24-de-outubro-missa-vladimir-herzog-foto-5.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3838" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2015/10/24-de-outubro-missa-vladimir-herzog-foto-5.jpg" alt="missa vlado herzog" width="960" height="622" /></a><figcaption id="caption-attachment-3838" class="wp-caption-text">Missa por Vladimir Herzog reuniu 8 mil pessoas na Praça da Sé (fonte: Instituto Vladimir Herzog)</figcaption></figure>
<p>O jornalista Audálio Dantas relembra Vlado neste vídeo produzido pela EBC:</p>
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="Conheça a história do jornalista Vladimir Herzog" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/w9XbqYSJGZ4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Em 2005, o cineasta João Batista de Andrade lançou o documentário “Vlado – trinta anos depois”, assista na íntegra:</p>
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="Filme: Vlado - Trinta Anos Depois" width="1200" height="900" src="https://www.youtube.com/embed/Z2FxGL2SWGw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="tFiXOagU2e"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/iara-iavelberg-e-sua-luta-contra-ditadura-militar/" target="_blank" rel="noopener">Iara Iavelberg e sua luta contra a ditadura militar</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Iara Iavelberg e sua luta contra a ditadura militar&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/iara-iavelberg-e-sua-luta-contra-ditadura-militar/embed/#?secret=3lGcYuTCVv#?secret=tFiXOagU2e" data-secret="tFiXOagU2e" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>https://urutaurpg.com.br/siteluis/lider-estudantil-honestino-guimaraes-foi-morto-pelo-regime-militar-em-1973/</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Relatório da Comissão da Verdade pode revelar localização do corpo de Stuart Angel</title>
		<link>https://zonacurva.com.br/relatorio-da-comissao-da-verdade-pode-revelar-localizacao-corpo-de-stuart-angel/</link>
					<comments>https://zonacurva.com.br/relatorio-da-comissao-da-verdade-pode-revelar-localizacao-corpo-de-stuart-angel/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando do Valle]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2014 17:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curtas na curva]]></category>
		<category><![CDATA[50 anos do golpe militar]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[stuart angel comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[stuart angel corpo]]></category>
		<category><![CDATA[stuart angel morte]]></category>
		<category><![CDATA[zuzu Angel]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Nacional da Verdade acaba de entregar seu detalhado relatório à presidenta Dilma Rousseff. A comissão identificou 377 responsáveis por crimes durante a ditadura militar (1964/1985) após dois anos e sete meses de trabalho. Uma das muitas revelações do relatório pode ser o paradeiro do corpo do militante Stuart Angel, morto sob tortura em maio de 1971, aos 26 anos. Segundo depoimento do capitão reformado Álvaro Moreira em junho deste ano à CNV, Stuart teria sido enterrado na cabeceira da pista da Base Aérea de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. Em 1976, a base aérea de Santa Cruz passou por uma ampla reforma e uma ossada com o crânio quase completo foi encontrado pela empresa Cetenco, responsável pela obra. As fotos do crânio foram localizadas e enviadas para o Centro de Ciências Forenses da Universidade de Northumbria em Newcastle (Inglaterra) e o Centro de Medicina Legal da USP de Ribeirão Preto. Ambos os exames concluíram que o crânio localizado pode ser do desaparecido político. A CNV ainda busca o cemitério em que a ossada foi enterrada. Stuart integrava o MR-8 (Movimento Revolucionário Oito de Outubro) e foi barbaramente torturado por agentes do CISA (Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica) na base área do Galeão para que revelasse onde se encontrava Carlos Lamarca, dirigente do MR-8, e outros militantes, e não o fez. O militante Alex Polari, também preso na base área, testemunhou que Stuart chegou a ser amarrado com a boca no escapamento de um carro e arrastado pelo pátio do quartel. O então capitão-aviador Lúcio Valle Barroso, hoje coronel reformado, é o único dos oficiais da Aeronáutica identificados por Alex Polari entre os envolvidos nas atrocidades cometidas contra Stuart Angel que continua vivo. Barroso depôs na CNV e negou seu envolvimento na morte de Stuart e ainda que desconhecia a existência de prisão e de práticas de tortura na Base Aérea do Galeão, apesar de inúmeras acusações contra ele. A mãe de Stuart, a estilista Zuzu Angel pressionou as autoridades por notícias de seu filho, chegando a entregar uma carta ao  secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, durante sua visita ao Brasil em 1976. O ex-delegado do DOPS, Cláudio Guerra acusou o coronel Freddie Perdigão Pereira de ter forjado o acidente que vitimou Zuzu em 1976. Leia matéria. Fonte usada: Comissão Nacional da Verdade]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Nacional da Verdade acaba de entregar seu detalhado relatório à presidenta Dilma Rousseff. A comissão identificou 377 responsáveis por crimes durante a ditadura militar (1964/1985) após dois anos e sete meses de trabalho. Uma das muitas revelações do relatório pode ser o paradeiro do corpo do militante Stuart Angel, morto sob tortura em maio de 1971, aos 26 anos. Segundo depoimento do capitão reformado Álvaro Moreira em junho deste ano à CNV, Stuart teria sido enterrado na cabeceira da pista da Base Aérea de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 1976, a base aérea de Santa Cruz passou por uma ampla reforma e uma ossada com o crânio quase completo foi encontrado pela empresa Cetenco, responsável pela obra. As fotos do crânio foram localizadas e enviadas para o Centro de Ciências Forenses da Universidade de Northumbria em Newcastle (Inglaterra) e o Centro de Medicina Legal da USP de Ribeirão Preto. Ambos os exames concluíram que o crânio localizado pode ser do desaparecido político. A CNV ainda busca o cemitério em que a ossada foi enterrada.</p>
<figure id="attachment_2950" aria-describedby="caption-attachment-2950" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/12/10-de-dezembro-stuart-angel-foto-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2950" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/12/10-de-dezembro-stuart-angel-foto-1.jpg" alt="stuart angel morte" width="500" height="375" /></a><figcaption id="caption-attachment-2950" class="wp-caption-text">Stuart Angel (fonte: CNV)</figcaption></figure>
<p>Stuart integrava o MR-8 (Movimento Revolucionário Oito de Outubro) e foi barbaramente torturado por agentes do CISA (Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica) na base área do Galeão para que revelasse onde se encontrava Carlos Lamarca, dirigente do MR-8, e outros militantes, e não o fez. O militante Alex Polari, também preso na base área, testemunhou que Stuart chegou a ser amarrado com a boca no escapamento de um carro e arrastado pelo pátio do quartel.</p>
<p>O então capitão-aviador Lúcio Valle Barroso, hoje coronel reformado, é o único dos oficiais da Aeronáutica identificados por Alex Polari entre os envolvidos nas atrocidades cometidas contra Stuart Angel que continua vivo. Barroso depôs na CNV e negou seu envolvimento na morte de Stuart e ainda que desconhecia a existência de prisão e de práticas de tortura na Base Aérea do Galeão, apesar de inúmeras acusações contra ele.</p>
<p>A mãe de Stuart, a estilista Zuzu Angel pressionou as autoridades por notícias de seu filho, chegando a entregar uma carta ao  secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, durante sua visita ao Brasil em 1976. O ex-delegado do DOPS, Cláudio Guerra acusou o coronel Freddie Perdigão Pereira de ter forjado o acidente que vitimou Zuzu em 1976. Leia <strong><a href="http://www.zonacurva.com.br/ex-delegado-claudio-guerra-revela-envolvimento-de-coronel-da-ditadura-militar-na-morte-de-zuzu-angel/">matéria</a>.</strong></p>
<figure id="attachment_2951" aria-describedby="caption-attachment-2951" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/12/10-de-dezembro-capitãoreformado-da-Aeronáutica-Álvaro-Moreira-de-Oliveira-Filho-em-depoimento-à-CNV-foto-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2951" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/12/10-de-dezembro-capitãoreformado-da-Aeronáutica-Álvaro-Moreira-de-Oliveira-Filho-em-depoimento-à-CNV-foto-2.jpg" alt="stuart angel morte" width="600" height="424" /></a><figcaption id="caption-attachment-2951" class="wp-caption-text">Capitão reformado da Aeronáutica Álvaro Moreira de Oliveira Filho em depoimento à CNV (fonte: Terra)</figcaption></figure>
<p>Fonte usada: Comissão Nacional da Verdade</p>
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		<title>Romeu Tuma Jr. depõe no caso do sumiço de Edgar Duarte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thais Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2014 13:41:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ditadura nunca mais]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura miitar]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Aquino Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 64]]></category>
		<category><![CDATA[processo morte Edgar Aquino Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[romeu tuma ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[vítimas ditadura militar 50 anos do golpe militar]]></category>
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					<description><![CDATA[por Thais Barreto Edgar Duarte &#8211; Na tarde de terça-feira (30/9) aconteceu mais uma sessão da Ação Penal n.º 0011580-69.2012.403.6181, movida pelo Ministério Público Federal, que apura o desaparecimento de Edgar Aquino Duarte. O militante passou pelo DOI-Codi e foi visto pela última vez no prédio do DOPS do centro de São Paulo, em junho de 1973. São réus os delegados de polícia Carlos Alberto Augusto — o “Carlinhos Metralha” — e Alcides Singillo, além do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Embora arrolado anteriormente pela defesa de dois réus, Tuma Jr. prestou depoimento como testemunha do juízo, de acordo a magistrada Adriana Delboni Taricco, que também ouviu o delegado de polícia José Sanches Severo. Um documento que relata como foi a sessão realizada nos dias 27 de março, 1º e 2 de abril deste ano revela detalhes do andamento da ação penal. Alcides Singilo não compareceu à sessão do primeiro semestre. A defesa alegou que o réu estava com problemas de saúde, internado em uma UTI. Foi requisitada nova sessão, para que Singilo pudesse acompanhar os depoimentos. &#160; O documento diz: “Dada a palavra às partes foi dito que, as defesas pediam reconsideração ao indeferimento da oitiva do sr. Romeu Tuma Júnior e das testemunhas arroladas pelo sr. Alcides Singillo ouvidas sem a presença dele”. Os depoimentos desta terça foram acompanhados pelo procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo. O primeiro a ser ouvido foi José Sanches Severo, através de videoconferência transmitida desde Araçatuba, no interior de São Paulo, onde ele exerce cargo de delegado de polícia. O procurador da República perguntou se Severo havia exercido alguma função pública entre 1964 e 1985. A juíza federal perguntou se ele conheceu Edgar de Aquino Duarte. Para as duas indagações, o delegado respondeu que não. Disse ainda que ingressou na polícia em 1986, fora do período coberto pela investigação do desaparecimento de Edgar, objeto da ação do MPF. Severo afirmou também que não trabalhou no DOPS — o Departamento de Ordem Política e Social — de São Paulo e que conheceu Alcides Singilo apenas em 1995. No depoimento de Romeu Tuma Jr., a juíza federal Adriana Delboni Taricco disse que ele estava na sessão como “testemunha do juízo”. Outra ata a que tivemos acesso indica que Tuma Jr. também foi arrolado pela defesa do réu Carlos Alberto Augusto. “Tendo em vista que há prazo e lapso de tempo suficiente, não me oponho a oitiva de Romeu Tuma Júnior, caso a defesa de Carlos Alberto Augusto apresente endereço atualizado, visando evitar futuras nulidades”, diz o documento. Na sessão, a juíza Adriana determinou à defesa que as perguntas a Romeu Tuma Jr. cobrissem apenas o período que corresponde ao sequestro e desaparecimento de Edgar Aquino Duarte, de 1971 a 1973. Ao depor, Tuma Jr. disse que nasceu em 1960 e, naquele período, tinha entre 10 e 13 anos. Afirmou também que entrou na polícia apenas em 1978. O ex-Secretário Nacional de Justiça do governo Lula se aposentou como “delegado classe especial” da polícia paulista em 2013. O pai dele, o falecido Romeu Tuma, foi senador por São Paulo. Antes, dirigiu o DOPS paulista entre 1977 e 1982 e a Polícia Federal entre 1982 e 1985, durante os governos ditatoriais de Ernesto Geisel e João Figueiredo. “No DOPS havia sim um delegado responsável pela carceragem”, respondeu Tuma Jr., que ingressou na polícia paulista como investigador quando seu pai dirigia o DOPS. Ele afirmou também ter trabalhado, posteriormente ao período investigado, próximo a Alcides Singillo, mas em departamentos diferentes. O mesmo advogado perguntou se Tuma conhecia o ex-preso político Ivan Seixas. Resposta: &#8220;apenas de nome&#8221;. A defesa se referiu a Ivan Seixas porque ele é uma das testemunhas de acusação na ação do MPF. Seixas estava preso no DOPS e conheceu Edgar Aquino Duarte. Na sessão realizada em dezembro de 2013, o ex-preso político disse ter escutado um comentário de Edgar, que ao ver Carlinhos Metralha — apelido de Carlos Alberto Augusto –, quando este passava em frente à cela, disse: “Esse foi um dos que me prenderam”. O procurador da República, Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, também perguntou se Tuma Jr. sabia de alguma ligação entre o DOI-Codi e o DOPS de São Paulo. Romeu Tuma Jr. disse que não saber se havia conexão formal entre o DOI-Codi e o DOPS. O Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna foi criado pelo Exército para o combate aos grupos que se organizaram para resistir à ditadura. Foi antecedido pela Operação Bandeirante, a OBAN, que envolveu militares e policiais civis paulistas, financiados por empresários, num esforço conjunto que resultou no sequestro, prisão, tortura e morte de dezenas de militantes. A OBAN importou técnicas de tortura que haviam sido desenvolvidas por militares dos Estados Unidos na guerra do Vietnã e por militares franceses durante a guerra de independência da Argélia. O prédio onde o DOI-Codi funcionou em São Paulo, na rua Tutoia, foi recentemente tombado pelo patrimônio público. A delegacia de polícia que funciona lá deverá dar lugar a um museu. Vários presos que foram torturados no DOI-Codi foram posteriormente transferidos para o DOPS, segundo depoimento deles. Foi o caso de Ivan Seixas, por exemplo. Com a oitiva de Tuma, resta uma testemunha importante a ser ouvida: Michel Temer, atual vice-presidente da República, ex-secretário da Segurança Públlica de São Paulo. A pedido da juíza, as respostas de Temer serão enviadas por escrito. Após o recebimento, será possível marcar a data da sessão que ouvirá os réus. Estarão presentes Carlos Alberto Augusto e Alcides Singilo. Os representantes da defesa de Carlos Alberto Brilhante Ustra pediram que o depoimento dele seja dado através de videoconferência. A expectativa é de que a sessão seja realizada até dezembro. Edgar Aquino Duarte teve sua carreira de marinheiro interrompida em 1964 por participar da revolta ocorrida no calor do golpe militar. Foi expulso da corporação e teve que se exilar – primeiro no México, depois em Cuba. Edgar voltou ao Brasil em 1968, adotou outro nome e a função de corretor na]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">por Thais Barreto</p>
<p>Edgar Duarte &#8211; Na tarde de terça-feira (30/9) aconteceu mais uma sessão da Ação Penal n.º 0011580-69.2012.403.6181, movida pelo Ministério Público Federal, que apura o desaparecimento de Edgar Aquino Duarte. O militante passou pelo DOI-Codi e foi visto pela última vez no prédio do DOPS do centro de São Paulo, em junho de 1973.</p>
<p>São réus os delegados de polícia Carlos Alberto Augusto — o “Carlinhos Metralha” — e Alcides Singillo, além do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra.</p>
<p>Embora arrolado anteriormente pela defesa de dois réus, Tuma Jr. prestou depoimento como testemunha do juízo, de acordo a magistrada Adriana Delboni Taricco, que também ouviu o delegado de polícia José Sanches Severo.</p>
<p>Um documento que relata como foi a sessão realizada nos dias 27 de março, 1º e 2 de abril deste ano revela detalhes do andamento da ação penal.</p>
<p>Alcides Singilo não compareceu à sessão do primeiro semestre. A defesa alegou que o réu estava com problemas de saúde, internado em uma UTI. Foi requisitada nova sessão, para que Singilo pudesse acompanhar os depoimentos.</p>
<figure id="attachment_2684" aria-describedby="caption-attachment-2684" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/10/2-de-outubro-romeu-tuma-foto-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2684" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/10/2-de-outubro-romeu-tuma-foto-1.png" alt="2 de outubro romeu-tuma foto 1" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-2684" class="wp-caption-text">Romeu Tuma Jr. prestou depoimento em juízo na 9ª Vara da Justiça Federal</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><strong><strong>O </strong><strong>documento</strong><strong> diz</strong></strong></strong><strong>: </strong>“Dada a palavra às partes foi dito que, as defesas pediam reconsideração ao indeferimento da oitiva do sr. Romeu Tuma Júnior e das testemunhas arroladas pelo sr. Alcides Singillo ouvidas sem a presença dele”.</p>
<p>Os depoimentos desta terça foram acompanhados pelo procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo.</p>
<p>O primeiro a ser ouvido foi José Sanches Severo, através de videoconferência transmitida desde Araçatuba, no interior de São Paulo, onde ele exerce cargo de delegado de polícia.</p>
<p>O procurador da República perguntou se Severo havia exercido alguma função pública entre 1964 e 1985. A juíza federal perguntou se ele conheceu Edgar de Aquino Duarte.</p>
<p>Para as duas indagações, o delegado respondeu que não. Disse ainda que ingressou na polícia em 1986, fora do período coberto pela investigação do desaparecimento de Edgar, objeto da ação do MPF.</p>
<p>Severo afirmou também que não trabalhou no DOPS — o Departamento de Ordem Política e Social — de São Paulo e que conheceu Alcides Singilo apenas em 1995.</p>
<p>No depoimento de Romeu Tuma Jr., a juíza federal Adriana Delboni Taricco disse que ele estava na sessão como “testemunha do juízo”. <strong>Outra ata</strong> a que tivemos acesso indica que Tuma Jr. também foi arrolado pela defesa do réu Carlos Alberto Augusto.</p>
<p>“Tendo em vista que há prazo e lapso de tempo suficiente, não me oponho a oitiva de Romeu Tuma Júnior, caso a defesa de Carlos Alberto Augusto apresente endereço atualizado, visando evitar futuras nulidades”, diz o documento.</p>
<p>Na sessão, a juíza Adriana determinou à defesa que as perguntas a Romeu Tuma Jr. cobrissem apenas o período que corresponde ao sequestro e desaparecimento de Edgar Aquino Duarte, de 1971 a 1973.</p>
<p>Ao depor, Tuma Jr. disse que nasceu em 1960 e, naquele período, tinha entre 10 e 13 anos. Afirmou também que entrou na polícia apenas em 1978. O ex-Secretário Nacional de Justiça do governo Lula se aposentou como “delegado classe especial” da polícia paulista em 2013.</p>
<p>O pai dele, o falecido Romeu Tuma, foi senador por São Paulo. Antes, dirigiu o DOPS paulista entre 1977 e 1982 e a Polícia Federal entre 1982 e 1985, durante os governos ditatoriais de Ernesto Geisel e João Figueiredo.</p>
<p>“No DOPS havia sim um delegado responsável pela carceragem”, respondeu Tuma Jr., que ingressou na polícia paulista como investigador quando seu pai dirigia o DOPS. Ele afirmou também ter trabalhado, posteriormente ao período investigado, próximo a Alcides Singillo, mas em departamentos diferentes.</p>
<p>O mesmo advogado perguntou se Tuma conhecia o ex-preso político Ivan Seixas. Resposta: &#8220;apenas de nome&#8221;. A defesa se referiu a Ivan Seixas porque ele é uma das testemunhas de acusação na ação do MPF.</p>
<p>Seixas estava preso no DOPS e conheceu Edgar Aquino Duarte. Na sessão realizada em dezembro de 2013, o ex-preso político disse ter escutado um comentário de Edgar, que ao ver Carlinhos Metralha — apelido de Carlos Alberto Augusto –, quando este passava em frente à cela, disse: “Esse foi um dos que me prenderam”.</p>
<p>O procurador da República, Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, também perguntou se Tuma Jr. sabia de alguma ligação entre o DOI-Codi e o DOPS de São Paulo. Romeu Tuma Jr. disse que não saber se havia conexão formal entre o DOI-Codi e o DOPS.</p>
<p>O Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna foi criado pelo Exército para o combate aos grupos que se organizaram para resistir à ditadura. Foi antecedido pela Operação Bandeirante, a OBAN, que envolveu militares e policiais civis paulistas, financiados por empresários, num esforço conjunto que resultou no sequestro, prisão, tortura e morte de dezenas de militantes. A OBAN importou técnicas de tortura que haviam sido desenvolvidas por militares dos Estados Unidos na guerra do Vietnã e por militares franceses durante a guerra de independência da Argélia.</p>
<p>O prédio onde o DOI-Codi funcionou em São Paulo, na rua Tutoia, foi recentemente tombado pelo patrimônio público. A delegacia de polícia que funciona lá deverá dar lugar a um museu.</p>
<p>Vários presos que foram torturados no DOI-Codi foram posteriormente transferidos para o DOPS, segundo depoimento deles. Foi o caso de Ivan Seixas, por exemplo.</p>
<p>Com a oitiva de Tuma, resta uma testemunha importante a ser ouvida: Michel Temer, atual vice-presidente da República, ex-secretário da Segurança Públlica de São Paulo. A pedido da juíza, as respostas de Temer serão enviadas por escrito. Após o recebimento, será possível marcar a data da sessão que ouvirá os réus.</p>
<p>Estarão presentes Carlos Alberto Augusto e Alcides Singilo. Os representantes da defesa de Carlos Alberto Brilhante Ustra pediram que o depoimento dele seja dado através de videoconferência. A expectativa é de que a sessão seja realizada até dezembro.</p>
<figure id="attachment_2686" aria-describedby="caption-attachment-2686" style="width: 552px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/10/2-de-outubro-Edgar-Aquino-Duarte-foto-2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2686" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/10/2-de-outubro-Edgar-Aquino-Duarte-foto-2.png" alt="Edgar Aquino Duarte" width="552" height="755" /></a><figcaption id="caption-attachment-2686" class="wp-caption-text">Edgar Aquino Duarte</figcaption></figure>
<p>Edgar Aquino Duarte teve sua carreira de marinheiro interrompida em 1964 por participar da revolta ocorrida no calor do golpe militar. Foi expulso da corporação e teve que se exilar – primeiro no México, depois em Cuba. Edgar voltou ao Brasil em 1968, adotou outro nome e a função de corretor na Bolsa de Valores de São Paulo.</p>
<p>Ao reencontrar Alselmo dos Santos (cabo Anselmo), conhecido agente infiltrado pela ditadura na resistência de esquerda, Edgar voltou a ser perseguido. Entre 1971 e 1973, foi sequestrado e permaneceu sob domínio dos órgãos de segurança. As testemunhas de acusação no caso que apura o sumiço de Edgar <strong>foram ouvidas</strong> nos dias 9 e 10 de dezembro de 2013.</p>
<p><strong>Texto originalmente publicado no <a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/thais-barreto-romeu-tuma-jr.html" target="_blank" rel="noopener">blog Viomundo.</a></strong></p>
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		<title>Evento Ditadura civil-militar, o que a psicanálise tem a dizer?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando do Valle]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2014 19:37:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Clínica do Testemunho]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[sedes sapientiae evento]]></category>
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					<description><![CDATA[Há 50 anos, o Brasil sofria o golpe militar que instituiu um regime de exceção brutal que perdurou por 21 anos. O Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo discutirá as relações entre política, memória e psicanálise no evento Ditadura civil-militar, o que a psicanálise tem a dizer? Os debates contarão com a presença de Maria Rita Kehl, psicanalista e integrante da Comissão Nacional da Verdade, o jornalista Alberto Dines, criador do site Observatório da Imprensa, a psicanalista Maria Aparecida Kfouri Aidar e muitos outros profissionais. Haverá também uma exposição com 18 desenhos do cartunista Henfil. Acesse e conheça a programação completa do evento. Em parceria com a Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, o Instituto Sedes Sapientiae criou a Clínica do Testemunho, que atende anistiados políticos afetados direta ou indiretamente pela violência do Estado brasileiro. Saiba mais. SERVIÇO: Instituto Sedes Sapientiae (Rua Ministro Godoy, 1484, Perdizes, fone: 3866-2730), email: secretaria@sedes.org.br. Taxas de inscrição: de R$ 60 a R$ 100. &#160; Vargas na penúltima hora &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 50 anos, o Brasil sofria o golpe militar que instituiu um regime de exceção brutal que perdurou por 21 anos. O Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo discutirá as relações entre política, memória e psicanálise no evento <em>Ditadura civil-militar, o que a psicanálise tem a dizer?</em></p>
<p>Os debates contarão com a presença de Maria Rita Kehl, psicanalista e integrante da Comissão Nacional da Verdade, o jornalista Alberto Dines, criador do site Observatório da Imprensa, a psicanalista Maria Aparecida Kfouri Aidar e muitos outros profissionais. Haverá também uma exposição com 18 desenhos do cartunista Henfil.</p>
<p><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ditadura_civil_agosto2014.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2489" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ditadura_civil_agosto2014.jpg" alt="ditadura_civil_agosto2014" width="700" height="488" /></a></p>
<p><a href="http://www.sedes.org.br/Departamentos/Psicanalise/imagens_agenda/Ditadura_PR3_flyer.pdf" target="_blank" rel="noopener">Acesse</a> e conheça a programação completa do evento.</p>
<p>Em parceria com a Comissão da Anistia do Ministério da Justiça, o Instituto Sedes Sapientiae criou a Clínica do Testemunho, que atende anistiados políticos afetados direta ou indiretamente pela violência do Estado brasileiro. <a href="http://zonacurva.com.br/presos-politicos-no-diva/" target="_blank" rel="noopener">Saiba mais</a>.</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong> Instituto Sedes Sapientiae (Rua Ministro Godoy, 1484, Perdizes, fone: 3866-2730), email: secretaria@sedes.org.br. Taxas de inscrição: de R$ 60 a R$ 100.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="GesM8DCfXu"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/vargas-na-penultima-hora/" target="_blank" rel="noopener">Vargas na penúltima hora</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Vargas na penúltima hora&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/vargas-na-penultima-hora/embed/#?secret=t8x2zwoQO2#?secret=GesM8DCfXu" data-secret="GesM8DCfXu" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Comissão da Verdade suspeita de plano da ditadura para matar Glauber Rocha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sul21]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2014 17:01:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ditadura nunca mais]]></category>
		<category><![CDATA[50 anos do golpe militar]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[Glauber Rocha]]></category>
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					<description><![CDATA[Acusado de difundir calúnias contra regime militar no Brasil e classificado como “um dos líderes da esquerda no cinema”, sendo o que “mais atuava na campanha contra o país, na Europa”, o cineasta Glauber Rocha foi vítima de espionagem e perseguição pela ditadura. Na última sexta (16), a Comissão Estadual da Verdade do Rio revelou documentos produzidos pelas Forças Armadas contra o diretor. A entrega do dossiê militar à família foi feita no Parque Lage, na zona sul do Rio de Janeiro, com uma série de atividades que marcaram os 50 anos do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, completados no último dia 10. Oficialmente, Glauber morreu de septicemia, uma infecção, em 22 de agosto de 1981. Em outubro de 1976, Glauber Rocha gravou o velório de seu grande amigo, Di Cavalcanti. Assista ao curta e leia o texto. Produzidos pelo Serviço Nacional de Informação (SNI), os documentos compilam atividades do cineasta, declarações dadas aos jornais fora do país e lista artistas ligados a Glauber e que criticavam o regime militar, como, também o cineasta Luiz Carlos Barreto, apontado como “porta-voz da esquerda cinematográfica nacional”. Um dos documentos lembra que Glauber foi preso, por ter vaiado o presidente Castelo Branco, em 1965 e acusa o diretor de ter “difundido calúnias” ao denunciar a jornais ingleses torturas e perseguições no Brasil pela ditadura. O ator Othon Bastos, um dos personagens principais do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol é mencionado no dossiê do SNI como o favorito de Glauber e citado por “conhecido envolvimento político e ideológico”. Presente ao evento na Comissão da Verdade, Bastos disse que ficou surpreso com a revelação. “São tantas pessoas famosas aqui e estou entre um deles, eu não sabia de nada”. A presidenta da Comissão Estadual da Verdade, Nadine Borges, destacou que os documentos encontrados no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro contém marcas que expressam a intenção dos militares de eliminar Glauber. Ela se referia as palavras “morto”, em lápis, no alto do dossiê, na primeira página. “Recebemos a informação de um agente da repressão que atuou na época, que, em geral, era hábito escrever à mão um indicativo de ordem. Então, isso nos faz pensar que ele estava marcado para morrer. Por sorte, ele se exilou antes”, comentou. A presidenta cobra que o general José Antonio Nogueira Belham, que assina um dos documentos, preste depoimento para esclarecer esse e outros casos. Durante a revelação dos documentos, o cineasta Zelito Viana, parceiro de Glauber no filme o Dragão da Maldade, que venceu o Festival de Cinema de Cannes, e o Terra em Transe, que concorreu no mesmo festival poucos anos antes, lembra os tempos difíceis da ditadura. “Viver era arriscado no Brasil”, ressaltou. Ele levou Terra em Transe clandestinamente para participar do festival no França. Amigo de Glauber, Silvio Tendler destacou que a perseguição a Glauber, que se exilou em 1971, e às pessoas que contestavam o regime prejudicou o Brasil. “Aliás, prejudicou os artistas, os estudantes, os sindicalistas. A ditadura foi um preço muito alto para Nação. Sou de uma geração que desaprendeu a falar e estamos aprendendo a falar depois de velho. Antes, era tudo proibido”. Tendler lembrou também que Glauber foi um artista brilhante, mas não o único alvo da ditadura. “Eu e muito outros fomos perseguidos, como Joaquim Pedro de Andrade, que foi preso, e Olney São Paulo, barbaramente torturado”. No dossiê, estão transcritos ainda trechos de artigos de Glauber. Entre eles, uma justificativa para sua atuação, contra o regime. “O cinema não será para nós uma máscara, porque, o cinema não faz revolução – o cinema é um dos instrumentos revolucionários e para isto deve(-se) criar uma linguagem latino-americana, libertária e revelador”, disse à revista Cine Cubano, em 1971, segundo o SNI. Tribunal Regional Federal do RJ deve julgar acusados da morte de Rubens Paiva Ex-delegado Cláudio Guerra revela envolvimento de coronel da ditadura militar na morte de Zuzu Angel Decisão histórica da Justiça acata denúncia contra militares envolvidos na morte de Rubens Paiva Justiça barra ação contra militares acusados no caso Riocentro Instituto Vladimir Herzog denuncia Bolsonaro na ONU por comemorações do golpe de 64 &#160; &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acusado de difundir calúnias contra regime militar no Brasil e classificado como “um dos líderes da esquerda no cinema”, sendo o que “mais atuava na campanha contra o país, na Europa”, o cineasta Glauber Rocha foi vítima de espionagem e perseguição pela ditadura. Na última sexta (16), a Comissão Estadual da Verdade do Rio revelou documentos produzidos pelas Forças Armadas contra o diretor.</p>
<p>A entrega do <em>dossiê</em> militar à família foi feita no Parque Lage, na zona sul do Rio de Janeiro, com uma série de atividades que marcaram os 50 anos do filme <em>Deus e o Diabo na Terra do Sol</em>, completados no último dia 10. Oficialmente, Glauber morreu de septicemia, uma infecção, em <strong>22 de agosto de 1981</strong>.</p>
<p><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/08/18-de-agosto-glauber-rocha-terra-em-transe.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-2483" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/08/18-de-agosto-glauber-rocha-terra-em-transe-1024x640.jpg" alt="18 de agosto glauber-rocha-terra-em-transe" width="650" height="406" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">Em outubro de 1976, Glauber Rocha gravou o velório de seu grande amigo, Di Cavalcanti. <strong><a href="http://zonacurva.com.br/di-glauber-na-web/" target="_blank" rel="noopener">Assista ao curta e leia o texto</a>.</strong></p>
</blockquote>
<p>Produzidos pelo Serviço Nacional de Informação (SNI), os documentos compilam atividades do cineasta, declarações dadas aos jornais fora do país e lista artistas ligados a Glauber e que criticavam o regime militar, como, também o cineasta Luiz Carlos Barreto, apontado como “porta-voz da esquerda cinematográfica nacional”.</p>
<p>Um dos documentos lembra que Glauber foi preso, por ter vaiado o presidente Castelo Branco, em 1965 e acusa o diretor de ter “difundido calúnias” ao denunciar a jornais ingleses torturas e perseguições no Brasil pela ditadura.</p>
<p>O ator Othon Bastos, um dos personagens principais do filme <em>Deus e o Diabo na Terra do Sol</em> é mencionado no <em>dossiê</em> do SNI como o favorito de Glauber e citado por “conhecido envolvimento político e ideológico”. Presente ao evento na Comissão da Verdade, Bastos disse que ficou surpreso com a revelação. “São tantas pessoas famosas aqui e estou entre um deles, eu não sabia de nada”.</p>
<p>A presidenta da Comissão Estadual da Verdade, Nadine Borges, destacou que os documentos encontrados no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro contém marcas que expressam a intenção dos militares de eliminar Glauber. Ela se referia as palavras “morto”, em lápis, no alto do <em>dossiê</em>, na primeira página.</p>
<p>“Recebemos a informação de um agente da repressão que atuou na época, que, em geral, era hábito escrever à mão um indicativo de ordem. Então, isso nos faz pensar que ele estava marcado para morrer. Por sorte, ele se exilou antes”, comentou.</p>
<p>A presidenta cobra que o general José Antonio Nogueira Belham, que assina um dos documentos, preste depoimento para esclarecer esse e outros casos.</p>
<p>Durante a revelação dos documentos, o cineasta Zelito Viana, parceiro de Glauber no filme o <em>Dragão da Maldade</em>, que venceu o Festival de Cinema de Cannes, e o <em>Terra em Transe</em>, que concorreu no mesmo festival poucos anos antes, lembra os tempos difíceis da ditadura. “Viver era arriscado no Brasil”, ressaltou. Ele levou <em>Terra em Transe</em> clandestinamente para participar do festival no França.</p>
<p>Amigo de Glauber, Silvio Tendler destacou que a perseguição a Glauber, que se exilou em 1971, e às pessoas que contestavam o regime prejudicou o Brasil. “Aliás, prejudicou os artistas, os estudantes, os sindicalistas. A ditadura foi um preço muito alto para Nação. Sou de uma geração que desaprendeu a falar e estamos aprendendo a falar depois de velho. Antes, era tudo proibido”.</p>
<p>Tendler lembrou também que Glauber foi um artista brilhante, mas não o único alvo da ditadura. “Eu e muito outros fomos perseguidos, como Joaquim Pedro de Andrade, que foi preso, e Olney São Paulo, barbaramente torturado”.</p>
<p>No <em>dossiê</em>, estão transcritos ainda trechos de artigos de Glauber. Entre eles, uma justificativa para sua atuação, contra o regime. “O cinema não será para nós uma máscara, porque, o cinema não faz revolução – o cinema é um dos instrumentos revolucionários e para isto deve(-se) criar uma linguagem latino-americana, libertária e revelador”, disse à revista<em> Cine Cubano</em>, em 1971, segundo o SNI.</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="TTle1O1Zi2"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/tribunal-regional-federal-rj-deve-julgar-acusados-da-morte-de-rubens-paiva/" target="_blank" rel="noopener">Tribunal Regional Federal do RJ deve julgar acusados da morte de Rubens Paiva</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Tribunal Regional Federal do RJ deve julgar acusados da morte de Rubens Paiva&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/tribunal-regional-federal-rj-deve-julgar-acusados-da-morte-de-rubens-paiva/embed/#?secret=7k0R2ALjBo#?secret=TTle1O1Zi2" data-secret="TTle1O1Zi2" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="dGdjDtpx2z"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/ex-delegado-claudio-guerra-revela-envolvimento-de-coronel-da-ditadura-militar-na-morte-de-zuzu-angel/" target="_blank" rel="noopener">Ex-delegado Cláudio Guerra revela envolvimento de coronel da ditadura militar na morte de Zuzu Angel</a></p></blockquote>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="9mCrXqjHDt"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/decisao-historica-da-justica-acata-denuncia-contra-militares-acusados-da-morte-de-rubens-paiva/" target="_blank" rel="noopener">Decisão histórica da Justiça acata denúncia contra militares envolvidos na morte de Rubens Paiva</a></p></blockquote>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="jLSSpGmOpM"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/justica-barra-acao-contra-militares-acusados-caso-riocentro/" target="_blank" rel="noopener">Justiça barra ação contra militares acusados no caso Riocentro</a></p></blockquote>
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<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="yR6ikmCmiJ"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/instituto-vladimir-herzog-denuncia-bolsonaro-na-onu-por-comemoracoes-do-golpe-de-64/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Vladimir Herzog denuncia Bolsonaro na ONU por comemorações do golpe de 64</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Instituto Vladimir Herzog denuncia Bolsonaro na ONU por comemorações do golpe de 64&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/instituto-vladimir-herzog-denuncia-bolsonaro-na-onu-por-comemoracoes-do-golpe-de-64/embed/#?secret=c3TDtLNoEw#?secret=yR6ikmCmiJ" data-secret="yR6ikmCmiJ" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ex-delegado Cláudio Guerra revela envolvimento de coronel da ditadura militar na morte de Zuzu Angel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando do Valle]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2014 17:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ditadura nunca mais]]></category>
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					<description><![CDATA[Em depoimento prestado à Comissão Nacional da Verdade nesta quarta-feira (23 de julho), o ex-delegado do DOPS do Espírito Santo, Cláudio Guerra, afirmou que o coronel Freddie Perdigão Pereira provocou o acidente que resultou na morte da estilista Zuzu Angel, em 1976. O crime complementa o currículo de algoz a serviço do regime militar de Pereira. O coronel atuou no DOI-CODI de São Paulo e na Casa da Morte de Petrópolis e ainda coordenou o atentado no Riocentro. No ano passado, o ex-soldado do Exército Valdemar Martins de Oliveira revelou em depoimento à Comissão da Verdade do Estado de São Paulo que o coronel executou o casal João Antonio dos Santos Abi Eçab, 25 anos, e Catarina Abi Eçab, 21 anos, militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), em 1968. Infelizmente, o militar não responderá por seus crimes, ele morreu em 1998. Estilista conhecida, Zuzu Angel era mãe de Stuart Angel, membro do MR8, que lutou contra o regime militar, e foi preso em 14 de maio de 1971. Seu corpo nunca foi encontrado. Zuzu mobilizou a opinião pública nacional e estrangeira em busca de seu filho e foi vítima de um acidente na madrugada de 14 de abril de 1976, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro. O regime militar sempre foi acusado de ter forjado o acidente. O delegado Cláudio Guerra foi indiciado, entre outros, pelo Ministério Público pelo envolvimento no atentado do Riocentro, infelizmente a Justiça Federal barrou ação contra os acusados. SAIBA MAIS SOBRE O CASO RIOCENTRO.  Segundo Guerra, ele e Perdigão eram confidentes e frequentavam a casa um do outro. “Um dia ele me disse que havia planejado simular o acidente dela e estava preocupado, pois achava que havia sido fotografado na cena do crime pela perícia&#8221;, afirmou o delegado no depoimento à Comissão Nacional da Verdade. Em seu depoimento, Guerra afirmou que incinerou os corpos de 12 militantes políticos e que assassinou e incinerou em seguida um tenente de nome Odilon, numa queima de arquivo determinada pelo SNI (Serviço Nacional de Informações). O ex-delegado contou também que executou três militantes em São Paulo, um em Recife e &#8220;dois ou três&#8221; no Rio. Claudio Guerra forneceu a foto para a Comissão que comprova a presença do coronel Perdigão na perícia, ele está indicado pela seta: &#8220;Se cumprisse pena por tudo o que fiz nunca iria sair da cadeia&#8221;, afirmou Cláudio Guerra. Guerra foi condenado e cumpriu pena por três tentativas de homicídio, resultantes de um atentado à bomba do qual participou nos anos 80 no Espírito Santo. Na cadeia, tornou-se pastor da Assembleia de Deus e afirma querer fazer sua parte &#8220;para que uma página triste de nossa história seja passada a limpo&#8221;. Em 2012, Guerra relatou sua história como agente da repressão a Rogério Medeiros e Marcelo Netto no livro Memórias de uma Guerra Suja. &#8211; Fonte usada: Comissão Nacional da Verdade. Documentário Pastor Cláudio escancara a violência da Ditadura Relatório da Comissão da Verdade pode revelar localização do corpo de Stuart Angel]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em depoimento prestado à Comissão Nacional da Verdade nesta quarta-feira (23 de julho), o ex-delegado do DOPS do Espírito Santo, Cláudio Guerra, afirmou que o coronel Freddie Perdigão Pereira provocou o acidente que resultou na morte da estilista Zuzu Angel, em 1976.</p>
<p>O crime complementa o currículo de algoz a serviço do regime militar de Pereira. O coronel atuou no DOI-CODI de São Paulo e na Casa da Morte de Petrópolis e ainda coordenou o atentado no Riocentro. No ano passado, o ex-soldado do Exército Valdemar Martins de Oliveira revelou em depoimento à Comissão da Verdade do Estado de São Paulo que o coronel executou o casal João Antonio dos Santos Abi Eçab, 25 anos, e Catarina Abi Eçab, 21 anos, militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), em 1968. Infelizmente, o militar não responderá por seus crimes, ele morreu em 1998.</p>
<p>Estilista conhecida, Zuzu Angel era mãe de Stuart Angel, membro do MR8, que lutou contra o regime militar, e foi preso em 14 de maio de 1971. Seu corpo nunca foi encontrado. Zuzu mobilizou a opinião pública nacional e estrangeira em busca de seu filho e foi vítima de um acidente na madrugada de 14 de abril de 1976, na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro. O regime militar sempre foi acusado de ter forjado o acidente.</p>
<figure id="attachment_2380" aria-describedby="caption-attachment-2380" style="width: 1000px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/07/25-de-julho-foto-1-Brasil-247.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2380" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/07/25-de-julho-foto-1-Brasil-247.jpg" alt="25 de julho foto 1 (Brasil 247)" width="1000" height="357" /></a><figcaption id="caption-attachment-2380" class="wp-caption-text">Cláudio Guerra acusou o coronel Freddie Perdigão pela morte de Zuzu Angel (fonte: Brasil 247)</figcaption></figure>
<p>O delegado Cláudio Guerra foi indiciado, entre outros, pelo Ministério Público pelo envolvimento no atentado do Riocentro, infelizmente a Justiça Federal barrou ação contra os acusados.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><a href="http://zonacurva.com.br/justica-barra-acao-contra-militares-acusados-caso-riocentro/" target="_blank" rel="noopener"><strong>SAIBA MAIS SOBRE O CASO RIOCENTRO</strong></a><strong>. </strong></p>
</blockquote>
<p>Segundo Guerra, ele e Perdigão eram confidentes e frequentavam a casa um do outro. “Um dia ele me disse que havia planejado simular o acidente dela e estava preocupado, pois achava que havia sido fotografado na cena do crime pela perícia&#8221;, afirmou o delegado no depoimento à Comissão Nacional da Verdade.</p>
<p>Em seu depoimento, Guerra afirmou que incinerou os corpos de 12 militantes políticos e que assassinou e incinerou em seguida um tenente de nome Odilon, numa queima de arquivo determinada pelo SNI (Serviço Nacional de Informações). O ex-delegado contou também que executou três militantes em São Paulo, um em Recife e &#8220;dois ou três&#8221; no Rio.</p>
<p>Claudio Guerra forneceu a foto para a Comissão que comprova a presença do coronel Perdigão na perícia, ele está indicado pela seta:</p>
<p><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/07/25-de-julho-freddie-perdigao-zuzu-angel.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2387" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/07/25-de-julho-freddie-perdigao-zuzu-angel.jpg" alt="25 de julho freddie perdigao zuzu angel" width="635" height="446" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">&#8220;Se cumprisse pena por tudo o que fiz nunca iria sair da cadeia&#8221;, afirmou Cláudio Guerra.</p>
</blockquote>
<p>Guerra foi condenado e cumpriu pena por três tentativas de homicídio, resultantes de um atentado à bomba do qual participou nos anos 80 no Espírito Santo. Na cadeia, tornou-se pastor da Assembleia de Deus e afirma querer fazer sua parte &#8220;para que uma página triste de nossa história seja passada a limpo&#8221;. Em 2012, Guerra relatou sua história como agente da repressão a Rogério Medeiros e Marcelo Netto no livro <em>Memórias de uma Guerra Suja</em>.</p>
<figure id="attachment_2381" aria-describedby="caption-attachment-2381" style="width: 886px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/07/25-de-julho-zuzu-angel-foto-2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2381" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/07/25-de-julho-zuzu-angel-foto-2.png" alt="25 de julho zuzu angel foto 2" width="886" height="886" /></a><figcaption id="caption-attachment-2381" class="wp-caption-text">Zuzu Angel enfrentou o regime militar em busca de seu filho desaparecido, Stuart</figcaption></figure>
<p>&#8211; Fonte usada: Comissão Nacional da Verdade.</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="6wduvISB1V"><p><a href="https://urutaurpg.com.br/siteluis/documentario-pastor-claudio-escancara-a-violencia-da-ditadura-militar/" target="_blank" rel="noopener">Documentário Pastor Cláudio escancara a violência da Ditadura</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Documentário Pastor Cláudio escancara a violência da Ditadura&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://urutaurpg.com.br/siteluis/documentario-pastor-claudio-escancara-a-violencia-da-ditadura-militar/embed/#?secret=11NAseubQx#?secret=6wduvISB1V" data-secret="6wduvISB1V" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="6cMzvkqYNg"><p><a href="https://zonacurva.com.br/relatorio-da-comissao-da-verdade-pode-revelar-localizacao-corpo-de-stuart-angel/">Relatório da Comissão da Verdade pode revelar localização do corpo de Stuart Angel</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Relatório da Comissão da Verdade pode revelar localização do corpo de Stuart Angel&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://zonacurva.com.br/relatorio-da-comissao-da-verdade-pode-revelar-localizacao-corpo-de-stuart-angel/embed/#?secret=MVk3AVLqvM#?secret=6cMzvkqYNg" data-secret="6cMzvkqYNg" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Brasil despertou no movimento das Diretas Já!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zonacurva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2014 19:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Diretas Já]]></category>
		<category><![CDATA[diretas já comício]]></category>
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		<category><![CDATA[diretas já fafá de belém]]></category>
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		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 64]]></category>
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					<description><![CDATA[Diretas Já &#8211; Depois de duas décadas de arbítrios do regime militar, o movimento das Diretas Já acordou o povo brasileiro para a urgência da participação política. Entre o final de 1983 e o início de 1984, vários comícios mobilizaram o país pelas eleições diretas para presidente da República. Em 16 de abril de 1984, o comício das Diretas Já no Vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo, reuniu 1,5 milhão de pessoas em uma das maiores concentrações populares da História do Brasil. O comício reuniu no mesmo palanque políticos como Lula, Fernando Henrique, Brizola, Miguel Arraes, Mário Covas, Franco Montoro (governador de São Paulo à época) e muitos outros. Do meio artístico, as atrizes Eva Wilma e Fernanda Montenegro, o cantor Walter Franco e a cantora símbolo da campanha das Diretas, Fafá de Belém, marcaram presença. A adesão à campanha pelas Diretas crescia em todo o país, o que levou o presidente Figueiredo a encaminhar um projeto ao Congresso em que o governo aceitava as eleições diretas para presidente, mas somente para o pleito de 88. O país não realizava uma eleição direta para a presidência da República desde 3 de outubro de 1960, quando foi eleito Jânio Quadros. Com a promulgação pelo presidente Castelo Branco do Ato Institucional nº 2, em 27 de outubro de 1965, o presidente e vice-presidente da República passaram a ser eleitos por maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional. Em março de 1983, o deputado federal Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresentou ao Congresso Nacional uma emenda constitucional que propunha o fim do Colégio Eleitoral e o retorno das eleições diretas para presidente e vice-presidente para as eleições previstas para 1985. No aniversário de São Paulo em 1984, no dia 25 de janeiro, uma multidão já tinha tomado a Praça da Sé em outro comício. Alinhada com a ditadura militar, a direção da Rede Globo censurou a cobertura do ato e tentou confundir os telespectadores como se a maciça presença popular na praça fosse para apenas celebrar o aniversário da cidade. O ex-vice-presidente das Organizações Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, Boni, disse em entrevista ao jornalista Roberto Dávila em 2005 que a ordem de censurar a cobertura do comício veio diretamente de Roberto Marinho, fundador da emissora. O jornalista Ricardo Kotscho, que cobriu o comício pelo Jornal Folha de São Paulo, declarou em entrevista à Revista dos Bancários em 2003 que &#8220;foi o povo que acabou fazendo a cabeça da Globo&#8221;.  Em texto Zonacurva, nosso colaborador Otávio de Carvalho lembra o Comício da Praça da Sé. A liderança do &#8216;ex-conservador&#8217; Teotônio Vilela Um dos fundadores da UDN (União Democrática Nacional), partido conservador criado como opositor ao governo Getúlio Vargas, o político alagoano Teotônio Vilela tornou-se uma das figuras simbólicas da luta pela redemocratização do país. Filho de um rico proprietário rural, Vilela foi um dos idealizadores do Projeto Brasil em abril de 1978 que continha, entre várias reivindicações, a restauração do habeas corpus por crimes políticos (extinto em 1968 pelo AI-5), o pluripartidarismo (na época, apenas o MDB e a ARENA atuavam na legalidade, Teotônio foi eleito senador pelo último em 74), o fim da censura à imprensa e eleições diretas para presidente e governadores. Em 1979, ano da posse do general Figueiredo na presidência, Teotônio troca a ARENA pelo MDB. Em 82, ano em que Teotônio inicia sua luta contra um câncer, o político esteve presente ao lado de Lula nas assembleias no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. Chegou a presidir o PMDB em julho de 1983 e impulsionou a campanha das Diretas, até morrer no dia 27 de novembro de 1983. O jornalista e desenhista Henfil retratou Teotônio em charge que acabou batizando o movimento pela democratização de Diretas Já!: Saiba mais sobre o genial Henfil Fafá de Belém interpreta &#8220;Menestrel das Alagoas&#8221;, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant em homenagem a Teotônio Vilela: Mais Fafá de Belém: desta vez, a cantora debate com João Batista de Andrade o movimento das Diretas Já! no programa Metrópolis da TV Cultura:  Fonte usada: CPDOC-FGV. Henfil e as Diretas JÁ! &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diretas Já &#8211; Depois de duas décadas de arbítrios do regime militar, o movimento das <i>Diretas Já</i> acordou o povo brasileiro para a urgência da participação política. Entre o final de 1983 e o início de 1984, vários comícios mobilizaram o país pelas eleições diretas para presidente da República.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;" align="right"><b>Em 16 de abril de 1984, o comício das Diretas Já no Vale do Anhangabaú, na cidade de São Paulo, reuniu 1,5 milhão de pessoas em uma das maiores concentrações populares da História do Brasil.</b></p>
</blockquote>
<figure id="attachment_2078" aria-describedby="caption-attachment-2078" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/04/16-de-abril-comicio-diretas-já-foto-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2078" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/04/16-de-abril-comicio-diretas-já-foto-1.jpg" alt="Vale do Anhangabaú lotado em 16 de abril de 1984 ( foto: Matuite Mayezo/Folha Imagem)" width="600" height="397" /></a><figcaption id="caption-attachment-2078" class="wp-caption-text">Vale do Anhangabaú lotado em 16 de abril de 1984 ( foto: Matuite Mayezo/Folha Imagem)</figcaption></figure>
<p>O comício reuniu no mesmo palanque políticos como Lula, Fernando Henrique, Brizola, Miguel Arraes, Mário Covas, Franco Montoro (governador de São Paulo à época) e muitos outros. Do meio artístico, as atrizes Eva Wilma e Fernanda Montenegro, o cantor Walter Franco e a cantora símbolo da campanha das Diretas, Fafá de Belém, marcaram presença.</p>
<p>A adesão à campanha pelas Diretas crescia em todo o país, o que levou o presidente Figueiredo a encaminhar um projeto ao Congresso em que o governo aceitava as eleições diretas para presidente, mas somente <b>para o pleito de 88</b>. O país não realizava uma eleição direta para a presidência da República desde 3 de outubro de 1960, quando foi eleito Jânio Quadros.</p>
<p>Com a promulgação pelo presidente Castelo Branco do Ato Institucional nº 2, em 27 de outubro de 1965, o presidente e vice-presidente da República passaram a ser eleitos por maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional.</p>
<p>Em março de 1983, o deputado federal Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresentou ao Congresso Nacional uma emenda constitucional que propunha o fim do Colégio Eleitoral e o retorno das eleições diretas para presidente e vice-presidente para as eleições previstas para 1985.</p>
<figure id="attachment_2079" aria-describedby="caption-attachment-2079" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/04/16-de-abril-comicio-diretas-já-foto-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2079" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/04/16-de-abril-comicio-diretas-já-foto-2.jpg" alt="16 de abril comicio diretas já foto 2" width="400" height="220" /></a><figcaption id="caption-attachment-2079" class="wp-caption-text">O jornalista esportivo Osmar Santos comandou vários comícios no período e ficou conhecido como “o locutor das Diretas” (fonte: Revista dos Bancários, 2003)</figcaption></figure>
<p>No aniversário de São Paulo em 1984, no dia 25 de janeiro, uma multidão já tinha tomado a Praça da Sé em outro comício. Alinhada com a ditadura militar, a direção da Rede Globo censurou a cobertura do ato e tentou confundir os telespectadores como se a maciça presença popular na praça fosse para <em>apenas</em> celebrar o aniversário da cidade.</p>
<p>O ex-vice-presidente das Organizações Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, Boni, disse em entrevista ao jornalista Roberto Dávila em 2005 que a ordem de censurar a cobertura do comício veio diretamente de Roberto Marinho, fundador da emissora. O jornalista Ricardo Kotscho, que cobriu o comício pelo Jornal Folha de São Paulo, declarou em entrevista à Revista dos Bancários em 2003 que &#8220;foi o povo que acabou fazendo a cabeça da Globo&#8221;.</p>
<blockquote><p> <a href="http://zonacurva.com.br/um-passo-a-frente-contra-a-ameaca-fascista" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b><span style="text-decoration: underline;">Em texto Zonacurva</span></b></a><b>, nosso colaborador Otávio de Carvalho lembra o Comício da Praça da Sé.</b></p></blockquote>
<figure id="attachment_2080" aria-describedby="caption-attachment-2080" style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/04/16-de-abril-comicio-anhangabaú-foto-3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2080" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/04/16-de-abril-comicio-anhangabaú-foto-3.jpg" alt="16 de abril comicio anhangabaú foto 3" width="297" height="650" /></a><figcaption id="caption-attachment-2080" class="wp-caption-text">Coloca o pijama, Figueiredo! (charge de Aroeira retrata o espírito da época, fonte: CPDOC &#8211; FGV)</figcaption></figure>
<p><b>A liderança do &#8216;ex-conservador&#8217; Teotônio Vilela</b></p>
<p>Um dos fundadores da UDN (União Democrática Nacional), partido conservador criado como opositor ao governo Getúlio Vargas, o político alagoano Teotônio Vilela tornou-se uma das figuras simbólicas da luta pela redemocratização do país.</p>
<p>Filho de um rico proprietário rural, Vilela foi um dos idealizadores do Projeto Brasil em abril de 1978 que continha, entre várias reivindicações, a restauração do <i>habeas corpus</i> por crimes políticos (extinto em 1968 pelo AI-5), o pluripartidarismo (na época, apenas o MDB e a ARENA atuavam na legalidade, Teotônio foi eleito senador pelo último em 74), o fim da censura à imprensa e <b>eleições diretas para presidente e governadores</b>.</p>
<p>Em 1979, ano da posse do general Figueiredo na presidência, Teotônio troca a ARENA pelo MDB. Em 82, ano em que Teotônio inicia sua luta contra um câncer, o político esteve presente ao lado de Lula nas assembleias no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. Chegou a presidir o PMDB em julho de 1983 e impulsionou a campanha das Diretas, até morrer no dia 27 de novembro de 1983.</p>
<p>O jornalista e desenhista Henfil retratou Teotônio em charge que acabou batizando o movimento pela democratização de Diretas Já!:</p>
<figure id="attachment_2081" aria-describedby="caption-attachment-2081" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/04/16-de-abril-teotonio-vilela-henfil-foto-4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-2081" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/04/16-de-abril-teotonio-vilela-henfil-foto-4.jpg" alt="16 de abril teotonio-vilela-henfil foto 4" width="371" height="591" /></a><figcaption id="caption-attachment-2081" class="wp-caption-text">Teotônio Vilela, por Henfil</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: right;"><strong><a href="http://zonacurva.com.br/henfil-e-diretas-ja/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="text-decoration: underline;">Saiba mais sobre o genial Henfil</span></a></strong></p>
</blockquote>
<p>Fafá de Belém interpreta &#8220;Menestrel das Alagoas&#8221;, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant em homenagem a Teotônio Vilela:</p>
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="Fafá de Belém canta &quot;Menestrel das Alagoas&quot; - Diretas-Já 1984" width="1200" height="900" src="https://www.youtube.com/embed/DlIC_3X0p4k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Mais Fafá de Belém: desta vez, a cantora debate com João Batista de Andrade o movimento das Diretas Já! no programa Metrópolis da TV Cultura:</p>
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="Fafá de Belém no Metrópolis (debate Diretas Já)" width="1200" height="900" src="https://www.youtube.com/embed/yopSejraAHk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p><b> </b><b>Fonte usada: CPDOC-FGV.</b></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="KWrtz12MYO"><p><a href="https://zonacurva.com.br/henfil-e-diretas-ja/">Henfil e as Diretas JÁ!</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Henfil e as Diretas JÁ!&#8221; &#8212; Zona Curva" src="https://zonacurva.com.br/henfil-e-diretas-ja/embed/#?secret=EUgSPunVCi#?secret=KWrtz12MYO" data-secret="KWrtz12MYO" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Protesto com samba na DEScomemoração do golpe de 64</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zonacurva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2014 14:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[50 anos do golpe militar]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[cordão da mentira]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar escracho]]></category>
		<category><![CDATA[golpe de 64]]></category>
		<category><![CDATA[regime militar samba]]></category>
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					<description><![CDATA[O bloco carnavalesco Cordão da Mentira irá desfilar em DEScomemoração aos 50 anos do golpe militar de 64. Com intervenções artísticas e sambas de autoria própria, o Cordão volta às ruas no dia 1º de abril (terça) a partir de 17h30 em frente ao Memorial de Resistência, no Largo General Osório, na cidade de São Paulo. O bloco realizou seu primeiro desfile em 1º de abril de 2012. O mote do desfile deste ano é “64 +50: Quando vai acabar a ditadura civil-militar?” em que o Cordão promete samba, batucada e escracho popular nas ruas do centro de São Paulo. Dentre as paradas escolhidas, a Praça da República e a rua Maria Antônia, palcos  de protestos e conflitos durante a regime militar. Assista ao vídeo-convite do Cordão da Mentira: Acesse a página do facebook do bloco. As ruas são pra lutar e quem não luta dança!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O bloco carnavalesco Cordão da Mentira irá desfilar em DEScomemoração aos 50 anos do golpe militar de 64. Com intervenções artísticas e sambas de autoria própria, o Cordão volta às ruas no dia 1º de abril (terça) a partir de 17h30 em frente ao Memorial de Resistência, no Largo General Osório, na cidade de São Paulo.</p>
<p><a href="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/03/31-de-março-cordão-da-mentira-ditadura-militar.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2043" alt="31 de março cordão da mentira ditadura militar" src="http://zonacurva.com.br/wp-content/uploads/2014/03/31-de-março-cordão-da-mentira-ditadura-militar.png" width="260" height="384" /></a></p>
<p>O bloco realizou seu primeiro desfile em 1º de abril de 2012. O mote do desfile deste ano é “64 +50: Quando vai acabar a ditadura civil-militar?” em que o Cordão promete <i>samba, batucada e escracho popular nas ruas do centro de São Paulo</i>. Dentre as paradas escolhidas, a Praça da República e a rua Maria Antônia, palcos  de protestos e conflitos durante a regime militar.</p>
<p>Assista ao vídeo-convite do Cordão da Mentira:</p>
<div class="ast-oembed-container " style="height: 100%;"><iframe title="Cordão da Mentira convida" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/djiOu6-aSrQ?start=11&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Acesse a <a href="https://www.facebook.com/cordaodamentira" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;">página</span></a> do facebook do bloco.</p>
<p align="right"><b>As ruas são pra lutar e quem não luta dança!</b></p>
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