Zona Curva

Agenda

Na agenda, você encontra eventos culturais e políticos.

Exposição Ai-5 50 ANOS no Instituto Tomie Ohtake

Dividida em núcleos como censura, criminalização da opinião e reflexões sobre a crise institucional que se seguiu à abertura democrática, a exposição traz trabalhos artísticos que nos fazem refletir sobre o período do Ato Institucional No. 5, que completa 50 anos em 2018. O AI-5 aprofundou o país ainda mais na escuridão da ditadura militar brasileira (1964-1985). Com obras de artistas como Regina Silveira, Claudia Andujar, Bruno Dunley e Helio Oiticica, a mostra passa por diversos estágios de restrição dos direitos democráticos e destaca múltiplas atitudes de contestação, grito e reflexão. Há também textos e documentos de contextualização, além de algumas obras de artistas mais jovens que dialogam com o período. Serviço: Instituto Tomie Ohtake Av. Brg. Faria Lima, 201 – São Paulo A exposição fica em cartaz até 4/11.  De terça a domingo das 11h às 20h.

Obra gráfica de Millôr Fernandes no Instituto Moreira Salles

Bem-vindo ao Fatos da Zona, onde adaptamos os textos mais acessados do site do Zonacurva Mídia Livre para o audiovisual. ASSISTA:   Quinhentos desenhos do humorista, dramaturgo e jornalista carioca Millôr Fernandes (1923-2012) produzidos para a imprensa ao longo dos anos 70 estão em exposição no Instituto Moreira Salles. A mostra foi organizada pelos curadores Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires. A exposição se divide em cinco grandes conjuntos a obra gráfica de Millôr, dos autorretratos à crítica implacável da vida brasileira, passando pelas relações humanas, o prazer de desenhar e a imensa produção do “Pif-Paf”, seção que manteve na revista O Cruzeiro entre 1945 e 1963. O acervo de Millôr, que contém mais de seis mil desenhos e seu arquivo pessoal, está sob a guarda do Instituto Moreira Salles desde 2013. Serviço: Galeria 1 do Instituto Moreira Salles São Paulo Avenida Paulista, 2424 Terça a domingo e feriados (exceto segunda) das 10h às 20h. quinta, exceto feriados, das 10h às 22h. Entrada franca.  

Jornada de Agroecologia começa amanhã no Paraná

Para mostrar como é possível se alimentar bem com produtos sem veneno acontece a 16ª edição da Jornada de Agroecologia entre 20 e 23 de setembro no município da Lapa, região sul do Paraná. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público. Neste ano, a Jornada homenageia o trabalhador rural sem-terra Valmir Mota de Oliveira, o Keno, assassinado há dez anos. Ele foi morto em 21 de outubro de 2007 por uma milícia armada, em um esquema organizado pela transnacional Syngenta Seeds e outros grupos ligados ao agronegócio Promovida por organizações e movimentos sociais do meio rural e urbano, além de técnicos, pesquisadores, estudantes e professores, tem o objetivo de dar vida e força a outros modelos de plantio, na contramão do agronegócio. Fonte: Brasil de Fato Agronegócio avança sobre a Amazônia

Evento PIVA 80 anos

No próximo dia 25 de setembro, o poeta Roberto Piva completaria 80 anos (ele morreu em 3 de julho de 2010) e durante esta semana irá rolar uma homenagem a um de nossos maiores poetas. O colaborador Zonacurva, Guilherme Ziggy, participa do evento organizado por Gabriel Kolyniak, Roberto Bicelli, Claudio Willer, os últimos dois eram grandes amigos de Piva. Leituras, debates, peça de teatro e até festa ocupam vários pontos da cidade. Confira: Para saber mais sobre Piva, clica aqui. A jornalista e escritora Renata D’Elia (autora do livro “Os dentes da memória”), Claudio Willer, Roberto Bicelli, Beth Brait Alvim, Guilherme Ziggy, Gabriel Kolyniak, Rubens Zárate, Celso de Alencar e outros convidados em um grande bate-papo sobre Piva. No dia 19 de setembro (terça) na Biblioteca Mário de Andrade (rua da Consolação, 94) às 19 horas. Acontece na Casa das Rosas (avenida Paulista, 37) mesa com poetas, autores de estudos sobre o poeta e outros sobre publicações e entrevistas de Piva, além de uma gravação inédita do livro Paranóia lido na íntegra pelo próprio Piva. Dia 23 de setembro (sábado) das 16h30 às 21 h. VIVA PIVA! no auditório da Funarte – SP (Alameda Nothmann, 1058). Dia 24 de setembro (domingo), horário a confirmar. Festa de 80 anos do Piva no Estúdio Lâmina (avenida São João, 108,) e apresentação da peça Paranóia, criada por Marcelo Drummond. Dia 25 de setembro (segunda). Para mais informações, ligue (11) 3228-6815. Mais informações na página da Biblioteca Roberto Piva (https://www.facebook.com/bibliotecarobertopiva/).

Exposição do coletivo cubano Los Carpinteros aporta em SP

Perverter a função dos objetos, assim é a arte do coletivo cubano Los Carpinteros, que pode ser conferida no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB-SP) até 12 de outubro com entrada franca. Mais de 70 obras dos artistas Marco Castillo e Dagoberto Rodriguez e Alexandre Arrechea, que participou do grupo até 2003, integram a mostra Los Carpinteros – Objeto Vital como desenhos, aquarelas, esculturas, instalações, vídeos e obras site specific de várias fases da carreira dos artistas desde a formação do coletivo em 1992, além de obras inéditas produzidas para a exposição no Brasil. A exposição foi aberta ao público de São Paulo no dia 30 de julho, a estreia em Brasília está marcada para 2 de novembro, depois ela segue para Belo Horizonte em 1 de fevereiro de 2017 e Rio de Janeiro em 17 de maio do próximo ano. Los Carpinteros já expuseram em museus como o MoMA e o Guggenheim em Nova York, o Museum of Contemporary Art em Los Angeles e a TATE Gallery, em Londres. Já passaram também pelo México, Japão, França, Suíça, entre outros países. Assista ao vídeo sobre o trabalho de Los Carpinteros: https://vimeo.com/176801655 Serviço: O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo fica na Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. Fones: (11) 3113-3651/3652 | Horário: quarta a segunda, das 9h às 21 horas. ENTRADA FRANCA. Sesc Ipiranga exibe a mostra “Quarantine”, que traz o impacto da covid-19 nas artes brasileiras  

10 anos de Campo de Peixe e de programação ao vivo

por Elaine Tavares O programa radiofônico Campo de Peixe, apresentado aos sábados pela manhã na Rádio Comunitária Campeche (acesse www.radiocampeche.com.br), completa, nessa segunda semana de abril, uma década de existência, marcando também os 10 anos de programação ao vivo da comunitária. Para celebrar essa data significativa, a Rádio Campeche de Florianópolis promove uma festa no dia 31 de abril e convida todos a participarem dos festejos. A rádio comunitária do bairro Campeche não é uma rádio qualquer. Ela nasce num momento de grande mobilização da comunidade na luta pelo plano diretor do bairro e da cidade. Iniciado no final dos anos 80 esse processo de luta teve seu ápice nos anos 90, com boa parte da comunidade mobilizada e em luta para definir o seu jeito de viver e morar. Um bairro jardim era o que sonhavam os moradores. E o povo do Campeche não ficou só no sonho. Passou a construir a realidade. Primeiro com as reuniões sistemáticas, depois através do Jornal Fala Campeche e, finalmente, em 1998, com a criação da Rádio Campeche. Foi um longo tempo entre a criação e a possibilidade de programação ao vivo, feita pela comunidade. Não por acaso, a ideia do primeiro programa ao vivo nasceu no ar. Viajávamos num grande grupo para a Venezuela, onde íamos ver de perto a revolução bolivariana. Sentados na mesma fila, íamos Glauco Marques e eu falando sobre os desafios da nossa rádio, que já rodava música 24 horas, mas não tinha nenhum programa de notícias. “Vamos fazer um”, decidimos. E, na volta, em fevereiro, já começamos a projetar a ideia. Nossa proposta era fazer um programa de entrevistas e notícias que saíssem do lugar comum da mídia comercial. Um programa crítico, que falasse do que não se fala. Assim, no dia 8 de março de 2006, depois de passar por todos os trâmites na diretoria da rádio, vai ao ar o primeiro Campo de Peixe. Um dia lindo de princípio de outono, de céu azul e vento sul. Desde aí, o programa nunca deixou de ser realizado, sempre aos sábados, às 11h, mesmo nos natais e anos novos. Um compromisso com a comunidade que se mantém, amparado justamente nessa parceria que o povo em luta no bairro e na cidade tem com a rádio. E, depois dele, começaram a surgir outros programadores, animados com a ideia do programa ao vivo. A Rádio Campeche passou então a expressar a voz de outros tantos moradores, com programas de música, de notícia, de entrevista, de debate, de discussão. A vida em movimento. A primeira formação da equipe tinha Elaine Tavares, Glauco Marques, Delfino Vieira Coelho e Alícia Alão. Depois, com a saída de Alícia e Delfino, agregaram-se ao programa o estudante de jornalismo Rubens Lopes e Arnaldo Prudêncio, e é com essa turma que seguimos. Agora, vimos que desde o dia da concretização daquele longínquo sonho nascido no ar passaram-se dez anos. Uma década. Logo, uma data mágica, e que precisa ser celebrada no aconchego dos amigos e de todos os lutadores que passaram pelo microfone da rádio e do Campo de Peixe. Por isso, convidamos todos os associados, amigos, colaboradores e companheiros que ao longo dessa década estiveram conosco para celebrar essa passagem. Será no dia 31 de abril, um sábado, também de outono. Teremos uma performance com a atriz e contadora de histórias Vânia Schwenke, no espetáculo “Pobre Cultura”, que faz uma crítica a forma como a cultura é tratada no país. Teremos um show com a banda Pedra do Urubu, fina flor do Campeche e veremos juntos o filme “Desculpe pelo transtorno – a história do bar do Chico”, que é parte da nossa própria história. Venham todos os amigos e amigas. Tragam comida, bebida e cadeira. Tragam alegria e cumprimentos. Tragam essa vida pulsante, essa luta comunitária, que é a razão do nosso viver. Nós os esperaremos para celebrar!

Exposição sobre François Truffaut em São Paulo

Acaba de aportar no Museu da Imagem e do Som (MIS), zona oeste de São Paulo, a exposição Truffaut – Um Cineasta Apaixonado.  Criada pela Cinemateca Francesa, onde ficou em cartaz até fevereiro deste ano, a mostra é um mergulho nos detalhes da trajetória do cineasta francês através de 600 itens como livros, revistas, fotos e objetos pessoais do diretor, que foi um dos fundadores do movimento da nouvelle vague. Em 21 de outubro do ano passado, completaram-se 30 anos da morte de François Truffaut, que tinha verdadeira obsessão em guardar os objetos relacionados à sua obra. Após sua morte, a família cuidou de seu acervo, que será apresentado ao público do MIS. Leia ensaio sobre o papel das mulheres nos filmes de Truffaut. Documentos inéditos, encontrados graças a parentes e colaboradores do cineasta, como ensaios dos atores, um croqui de figurino, fotos de cena e acessórios do filme O último metrô/Le Dernier métro (1980), fazem parte da mostra. Correspondências, notas manuscritas e cadernos mostram o universo ficcional de François Truffaut e a relação de sua obra com a literatura. Entre seus filmes, estão adaptações literárias como Jules e Jim e As duas ingleses e o amor/Les Deux Anglaises et le Continent, ambas de Henri-Pierre Roché, e Fahrenheit 451 de Ray Bradbury. A obra do cineasta francês também será abordada em três cursos entre agosto e setembro no MIS. Os cursos serão ministrados pelo crítico Sérgio Rizzo, o compositor Tony Berchmans e o professor Pedro Maciel Guimarães. As inscrições poderão ser feitas na página do museu. SERVIÇO: Truffaut – Um Cineasta Apaixonado Até 18 de outubro Terças a sábados das 12h às 20h Domingos e feriados das 11h às 19h. Entrada R$ 10 (inteira) R$ 5 (meia) (na bilheteria do MIS).  

Literatura também é balada

Entre os dias 19 e 23 de novembro, a 9º Balada Literária ocupará vários espaços culturais da cidade de São Paulo. Neste ano, a festa literária homenageará a escritora Carolina Maria de Jesus no ano de seu centenário de nascimento e o dramaturgo Plínio Marcos. No dia 19 de novembro, completam-se 15 anos da morte do escritor santista. Tanto Plínio, com seu teatro libertário, e Carolina, com seu retrato da vida dos moradores de favelas, representam uma literatura que joga luz sobre os (ainda) milhões de excluídos brasileiros. Entre as muitas atividades da programação, separamos alguns eventos imperdíveis: Debate sobre os 100 anos da escritora Carolina com a presença de Vera Eunice (filha de Carolina), Adriana Couto  (apresentadora do programa Metrópolis), a escritora mineira Ana Maria Gonçalves e a cantora Juçara Marçal (dia 20 de novembro às 11h na Livraria da Vila da Rua Fradique Coutinho); Show em homenagem ao Dia da Consciência Negra com Fabiana Cozza, GOG, Luíza Dionízio, entre outros (dia 20 de novembro às 18h no SESC Pinheiros); “Navalha na carne: uma mesa em homenagem a Plínio Marcos com o professor Jomard Muniz de Britto, escritor Evandro Affonso Ferreira, o dramaturgo Léo Lama (filho de Plínio) e Oswald Mendes (biógrafo de Plínio) (dia 21 de novembro às 11h na Livraria da Vila da Rua Fradique Coutinho); “Quando as máquinas param: quem dá a notícia”: o jornalista Claudiney Ferreira conversa com o escritor Ricardo Ramos Filho e o jornalista Audálio Dantas (responsável pela descoberta de Carolina Maria de Jesus na favela do Canindé) (dia 21 de novembro às 16h na Livraria da Vila da Rua Fradique Coutinho). A Balada Literária acontece na Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777), Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), Centro Cultural B_ARCO (Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426), Clube literário Hussardos (Rua Araújo, 154, 2º andar), Confraria Nossa Casa (Rua Belmiro Braga, 202), Espaço Plínio Marcos (Praça Benedito Calixto), Itaú Cultural (Av. Paulista, 149), Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915), Satyros (Praça Roosevelt), Serralheria (Rua Guaicurus, 857), SESC Pinheiros (Rua Paes Leme, 195), Teatro Brincante (Rua Purpurina, 428), Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520) eTenda da música (Praça Roosevelt). Para saber tudo o que acontecerá na Balada Literária, acesse. https://urutaurpg.com.br/siteluis/nunca-comprei-livros-das-maos-de-plinio-marcos/

“Literatura e malandragem” discute a obra do escritor João Antônio em São Paulo

A Biblioteca Mário de Andrade recebe no dia 29 de outubro os escritores Caio Porfírio Carneiro e Fernando Paixão para a conversa Literatura e Malandragem, que aborda a vida e obra de João Antônio, autor de livros como Malagueta, Perus e Bacanaço, Leão-de-Chácara, entre outros. A mediação fica a cargo de Bruno Zeni. O evento é organizado pela biblioteca e a Editora Cosac Naify e a entrada é franca (senhas serão distribuídas uma hora antes do início). Leia o que o escritor pensava da classe média.  

Exposição Conversas de Graciliano Ramos no MIS

A exposição Conversas de Graciliano será aberta hoje (dia 16 de setembro) no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP).  A mostra audiovisual exibe 12 trabalhos feitos especialmente para o evento. Depoimentos e entrevistas do escritor e jornalista alagoano, registradas entre 1911 e 1953, revelam suas opiniões sobre vários assuntos como política, desigualdade social, cangaço, comunismo, artes e muitos outros. Em 2013, o Zonacurva esteve presente na FLIP (Festa Literária de Paraty) em uma das discussões sobre o legado de Graciliano Ramos. Entre os vídeos, podemos destacar o que mostra a amizade que uniu Graciliano e o pintor Cândido Portinari, e outro em que o videoartista Eder Santos apresenta sua interpretação da frase “Na escuridão percebi o valor enorme das palavras” do livro Infância (1945), que será projetado em uma tela de pano por um projetor que possibilita um jogo de transparências. A exposição apresenta também objetos e documentos originais. Os documentos são oriundos de duas cidades alagoanas: Palmeira dos Índios (Museu Casa Graciliano Ramos) e Maceió (Arquivo Público de Alagoas), além de contar com o acervo da família. Entre os documentos e objetos cedidos pela família está o manuscrito da carta que Graciliano escreveu a Getúlio Vargas, após sua saída da prisão em 1937, documento até então inédito ao público. Serviço: A exposição Conversas de Graciliano é gratuita e funciona de terça a sábado das 12h às 22h e domingos e feriados das 11h às 21h, até 9 de novembro. “Literatura e malandragem” discute a obra do escritor João Antônio em São Paulo Exposição homenageia Rita Lee no MIS   Visite a exposição dOSGEMEOS 53ª Ocupação Itaú Cultural, Sesc TV e artistas homenageiam centenário de Paulo Freire