20 anos sem Fellini

 

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Fellini contava sempre a história de sua fuga com o circo quando criança. Isso nunca aconteceu. ‘O mundo Fellini’, paralelo e particular, perdeu seu criador há 20 anos. Em 31 de outubro de 1993, em Roma, morria Federico Fellini, aos 73 anos.

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo termina hoje com a exibição em três salas do mezzo documentário, mezzo ficção Que Estranho Chamar-se Federico, do diretor Ettore Scola. Segundo o narrador do filme, “Fellini foi o maior Pinóquio do cinema italiano”. Scola pode, os dois foram amigos e deram os primeiros passos lado a lado.

Veja o trailer do filme de Scola:

Diretor de clássicos como Amarcord (1973) e A Doce Vida (1960) e considerado por muitos o maior diretor italiano, Fellini criou uma entidade estilística única e isso é privilégio de poucos e bons.

No prefácio do livro Fellini Visionário (Companhia das Letras, 1994), o crítico Carlos Augusto Calil escreve sobre o universo do diretor: ” as principais características desse fellinismo, nutrido pelo próprio Fellini são a recusa da aparência, do racionalismo — pilares da boa ordem burguesa, distanciamento progressivo da literatura e do naturalismo, abertura para a emergência do irracional (fabuloso ou sonhado), nostalgia da pureza perdida …”

Sou blogueiro, jornalista e criador de conteúdo. Pai de Lorena, santista e obcecado por literatura, cinema, música e política.

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